Voluntários à força
15/07/2012 by António Fernando Nabais
Filed Under: curtas Tagged With: emprego, exploração, rendimento social de inserção, RSI, trabalho, trabalho voluntário
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Será errado pedir que se realize um trabalho em troca de uma remuneração?
Escreva ao contrário: quem trabalha deve ser remunerado. Logo, se uma entidade precisa de trabalhadores, deve pagar-lhes e não aproveitar-se de quem recebe subsídios. As entidades que vão beneficiar deste “voluntariado” limitam-se a pagar transportes, alimentação e seguros, ficando isentas das obrigações de outras entidades empregadoras, como os descontos para a segurança social. Se há abusos no RSI, investigue-se e castigue-se. O resto é vergonhoso.
Não é a refrasear as questões que se consegue varrê-las para debaixo do tapete. A questão mantém-se: será errado que se realize um trabalho em troca de uma remuneração? Afinal se o RSI for pago mediante a condição de prestar algum trabalho, por muito limitado que seja, então não há qualquer motivo para criticar esta medida.
O RSI é concedido a quem não consegue arranjar emprego e não tem meios para se sustentar. Se houver trabalho para essas pessoas, o justo é dar-lhes emprego e pagar-lhes por isso. Obrigar essas pessoas a trabalhar sem lhes dar emprego é explorá-las. Ponto.
Bem, isso é errado. Há receptores do RSI que nem sequer estavam inscritos no centro de emprego, e não se candidataram a qualquer acção de formação, nem procuravam activamente emprego. Recebiam o RSI e gastavam-no. Isso não é de hoje ou deste ano: é assim desde que Guterres lançou o Rendimento Mìnimo Garantido. Esse abuso contrasta com os pobres desempregados que, tendo descontado para a segurança social, eram forçados a cumprir esses requisitos para receber o subsídio de desemprego.
Amigo Nabais, desculpe lá mas o seu ultimo comentário obriga-me ” e acredite que até nem queria” a ter que dizer que está a ser profundamente lírico. Custa-me a acreditar que ainda há quem diga o que o meu amigo disse com essa convicção.
Só posso entender essa perspetiva, quando as pessoas não estão por dentro da realidade.
Que cansado que eu estou, e o que eu tenho sofrido, tal como muitos que têm que viver à volta de gente “RSI” Muito, mas muito poderia dizer quem sabe o que está a dizer…
Limito-me a exprimir a minha opinião acerca daquilo que considero um abuso. Quero com isto dizer que a “gente RSI” é toda ela virtuosa e amante do trabalho? É evidente que não, mas isso não torna legítima a generalização da medida em causa. Pelo que percebo, a sua profissão obriga-o a lidar com muitas pessoas com RSI e a sofrer com isso. A minha também. Não duvido, no entanto, que haja muita gente a saber mais do que eu.
João, os receptores do RSI que não cumpram as suas obrigações devem ser punidos ou, no mínimo, fiscalizados e obrigados a cumprir. Partir de casos de incumprimento para a generalização do voluntariado forçado é tão legítimo como multar todos os cidadãos porque há uma grande quantidade de condutores em excesso de velocidade.
Porquê acham mal? os ciganos, pretos e muita escumalha que vive em bairros sociais com meo e tv_cabo só sabe é viver à chulice do Estado / Contribuintes. Portanto acho que ir as aulas, portar-se bem e prestar um mínimo de serviço comunitário não é pedir de mais, muito pelo contrario. Agora com confundam estas gentes com as que tinham um trabalho honesto e que foram despedidas por falência de fabricas entre outros motivos. Este querem trabalhar, procuram emprego vão as formações do centro de emprego e tem todo o direito ou mais de receber o Rendimento Social de Inserção (RSI), e não tem a obrigação de andar a prestar serviços comunitários se necessitam mas é desse tempo para encontrar um novo emprego.
É isso: e a Rosa Parks devia ter sido linchada no autocarro e o Mandela devia ter sido morto em vez de preso. Evite as reuniões do KKK, que isso faz mal à cabeça.
Quem devia fazer trabalho comunitário era os vereadores das autarquias,juntamente com os presidentes das mesmas.Era servir a Res Publica.
BPN,PPP,ORDENADOS DE GESTORES and so one,prestaram um bom trabalho comunitário,será que não deveriam receber RSI?