O perfume das revoluções

Tivemos a Revolução dos Cravos há quase quarenta anos. Que ideia bonita buscar cravos aos jardins para baptizar esta revolução da liberdade.

Penso que nos falta uma revolução ou uma revolta neste intervalo de anos. Aquela que devíamos ter levado a cabo, com lírios na mão, sei lá, quando se começaram a fazer investimentos megalómanos e que nos deixaram nesta miséria.

Agora não há dinheiro para se viver decentemente, sem medos, sem depressões, sem o afastamento daqueles que nos são queridos. Há gente a sair do país e da sua cidade para poder viver.

O português migrante (professores) e emigrante para sempre.

Falta-nos o perfume dessa revolução!

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Que bonito

  2. A próxima revolução não será (apenas) portuguesa. Os nossos problemas são comuns a todo o ocidente. O modelo de desenvolvimento e organização social da segunda metade do século XX esgotou-se e começa a ser cada vez mais contestado, especialmente pelas gerações mais novas…
    Surpreende-me a pouca atenção que os pensadores e comentadores nacionais estejam a dispensar ao enquadramento internacional da “nossa” crise e às suas causas de raiz.
    Entre essas encontra-se a “aquisição” subtil da “democracia” pelo poder económico, o qual conseguiu corromper internamente os partidos transformando política em marketing e a representatividade eleitoral em legitimação “democrática” dos grandes interesses corporativos e financeiros. Hoje, os povos “escolhem” entre as opções disponíveis sendo estas são pouco diferentes e de base comum: pertencem ao mesmo “dono”… E são “vendidas” pela comunicação social que também lhe pertence…
    A próxima grande revolução, uma daquelas que fazem História e mudam o mundo, talvez esteja ainda em embrião, mas irá nascer um dia (sempre imprevisível e inesperado). Acontecerá provavelmente do outro lado do oceano… Na fonte…

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