Não acho bem!


Não acho bem que um bispo, mesmo sendo das Forças Armadas (e alguém mais perspicaz do que eu, conseguirá, seguramente, explicar para que serve um bispo das Forças armadas), seja assumidamente ATEU. Eu também sou, mas acho que um bispo não devia ser. Pô! É um bispo! Devia, no mínimo, disfarçar e dar a ideia que acredita na justiça divina. Cometer, ostensivamente, p’raí 3 ou 4 pecados mortais de uma só vez é de alguém que se está a marimbar para o que a sua “colectividade” tenta impingir. Bem prega “Frei Tomaz”, fazei o que ele diz mas não o que ele faz!

PS: O nosso bispo sem fé também assinou aquele “manifesto”. Em grande!

Comments

  1. Amadeu says:

    Malandro !! Então o homem é isso ? Não lhe chega o cubículo do confessionário ? Nem mesmo o púlpito da tenda de campanha ?
    Cá pra mim, além de ateu é comunista !! Bem desfarçado, o granda malandro.

  2. MAGRIÇO says:

    Julgo que o autor do texto está a ironizar – só pode! – mas já li e ouvi a opinião de muitos piedosos e impolutos crentes compulsivos e praticantes que, num estilo muito pouco católico, se insurgem contra todos, clérigos ou leigos, que não sejam coniventes com as iníquas medidas governamentais. É precisamente essa recusa em alinhar com o pensamento único oficial, casos de Torgal Ferreira ou Manuel Martins, que empresta ainda alguma credibilidade à tão desacreditada instituição da mitra e da batina.

  3. “Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele”. Antes das eleições, os senhores que agora governam vestiram-se de virtude e boas intenções, rigor, seriedade, “pose de estado” (essa peculiar forma de fazer teatro…) e com isso alcançaram o poder. Passado um ano descobre-se que o verniz da postura escondia incompetência, leviandade e displicência perante as necessidades das pessoas. A verdade factual é essa. Goste-se ou não, é preciso que fique claro e transparente: mentiram, burlaram! Prometeram e fizeram o contrário… As gravatas discretas e a “chapinha” na lapela não escondem os pés de barro.
    Se não tinham condições para cumprir tinham a obrigação de explicar porquê, pedir desculpa e apresentar a demissão.
    É natural e compreensível que vozes mais acutilantes – ou “desbocadas” – não perdoem, não esqueçam, e comecem a cobrar… “Quem não se sente não é filho de boa gente”…
    Cada um tem a sua forma de ser. O Bispo Januário também. Toda a gente sabe que ele é assim… E o que conta mesmo num discurso é muito mais o conteúdo do que a forma. Estará ele a mentir?

    • MAGRIÇO says:

      Exactamente! É por isso que há quem defenda – e eu sou um deles! – que as promessas eleitorais deveriam ser vinculativas: se não cumpridas logo no primeiro orçamento de Estado, o PR deveria, por força constitucional, demitir o governo impostor.

  4. Marão says:

    MANIFESTO
    O nosso regime atingiu o estado limite da podridão. Parece que os influentes e notáveis não pegam o boi pelos cornos porque vivem da arte dos olés e bandarilhas em que nos enredam. Freeport e Relvas, como um sem número de submarinos afundados não passam de entretenimento rasca de feirola para nos arredar do pecado original que mergulha o nosso País numa democracia postiça, acorrentada e criminosamente abusada. Num sistema eleitoral grosseiramente viciado que os sustenta e conspurca é que eles não mexem se não for ao empurrão. O nosso voto de nada vale quando são as direcções partidárias que escolhem nos respectivos redutos quem faça o frete que convém aos persistentes instalados. Nas autárquicas valem-se de pára-quedistas cabeças de cartaz que saltam de galho, de Faro para Braga como de Sintra para Lisboa ou de Santarém para Oeiras, verdadeiros vendedores de pevides em qualquer boutique alcofa que lhe fique com as cacas (perdão cascas). Quando é que a luta deixa de se concentrar em pelinhos de diversão e ataca o castelo pelo lado dos alicerces podres e enfeitados? Cá por mim não perderia tanto tempo a aparar relvas, antes tratava do ambiente até agora calibrado para preservar os ninhos das ervas daninhas que enxameiam toda a estufa. Mas a igreja senhor?! Onde é que este bispo não sei quê das Forças Armadas encostava a barriga quando eu e tantos outros andávamos por África a ajudar á missa?

  5. Hélder says:

    Não vejo onde o Sr. diz ser Ateu.

  6. Nascimento says:

    Ganda Bispo.Vou já prà tropa.

  7. MAGRIÇO says:

    Se há coisa que considere ignóbil é alguém querer passar uma imagem de si próprio que está nos antípodas do seu real carácter. A transcrição que se segue data de 2007, mas é bastante elucidativa. “Nunca entendi muito bem os argumentos para legitimar o aborto. Sempre tive a sensação que se tratavam de aprimoradas construções mentais sem qualquer base sólida. Sempre tive a sensação que não diziam tudo o que pensavam. Sempre tive a sensação que havia agendas não reveladas que justificavam a opção da liberalização. E também aqui não é fácil. Não é fácil acreditar que se passa a permitir o extermínio, quase gratuito, de milhares de seres humanos a troco de um género angariar mais poder. Poder que, nas últimas décadas, não foi conseguido através do mérito, outrossim pelo mentiroso carpir de sobreavaliadas desditas. Aliás, este é um método que tem sido muito bem aceite na sociedade portuguesa. Consegue-se mais usando a lamúria do que através da demonstração de valor e de talento”. Já adivinharam quem é o seu autor? Para quem se afirma ateu, esta fervorosa militância anti-aborto exala demasiado odor a hipocrisia bafienta de igreja para não ser um tanto, digamos, suspeita.

  8. É da tropa tem que disparar.

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