E já agora, também alemã.
Tragédia Americana
12/08/2012 by
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

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Foi por causa disto que os alemäes têm andado em greve durante todo o 2012.
Disseram “CHEGA!”, porque o Pacto Social que aceitaram em 2000 (o de basicamente os salários nominais estagnarem, supostamente a bem do crescimento económico e emprego) expirou, mas a Merdkel quer que continue.
Claro que se esperam notícias dessas greves nos jornais portugueses desenganem-se. Tudo se faz para abafar e criar a “tal” ideia de que “só os portugueses é que fazem greve”.
E o que é que aconteceu no mundo desde a década de 60 para que tenha havido tamanha explosão na produtividade?
Ora, tecnologia de automação. Aquela mesma que levou a que uma fábrica de automóveis com 3 mil trabalhadores a funcionar bem abaixo da sua capacidade consiga produzir em média perto de 400 veículos por dia, e assim reduzir os custos de produção de maneira a que qualquer um seja bem capaz de comprar um carro.
… com o “pequeno detalhe” que os 2000 desses trabalhadores que entretanto foram “dispensados”, o unico carro que vao comprar sera um “carrinho de linhas”…
É essa “verdade inconveniente” que os capitalistas neoliberais têm dificuldade em axindrar.
Claro que o “crédito fácil” compensa a falta de rendimento, mas apenas no curto prazo. A ilusäo durou 10 anos.
Algumas fábricas já voltaram aos EUA porque embora passassem a ter custos unitários de 0,1 USD, os desempregados nem isso podiam pagar e logo o lucro unitário era -0,1 USD; agora têm custos unitários de 0,7 USD mas vendem-nos a 1 USD a quem já tem emprego e pode gastar algum, e logo o lucro unitário é 0,3 USD!!!