Portugal vale a pena

Há dias, a jornalista Maria João Avillez escreveu no Público a propósito de Portugal e os Portugueses: “Nada do que vi nasceu por acaso, não foi uma sorte, nem uma oferta. Alguém – muitos «alguém» certamente – preferiu o risco e não temeu o esforço. Pensando que Lisboa, o Porto e por aí fora valiam essa pena. Pensando que o país talvez valha, Portugal tão pouco contado.”

Dias depois, o escritor, presidente da SPA e jornalista José Jorge Letria, escrevia algo muito semelhante: “Articulada de forma criativa e apelativa com a oferta turística, a cultura gera riqueza, emprego e fortalece as identidades locais, regionais e nacionais. (…) O escritor refere-se a Lisboa que pode “tirar muito mais partido da crescente popularidade internacional de Fernando Pessoa”. Mas eu digo mais: todas as cidades têm que tirar mais partido da sua riqueza cultural. Depois, J.J.Letria acrescentou:  “Há sempre mais a fazer (…).”

Há muito a fazer pelo nosso país. Mas não podemos contar com eles. Não podemos contar com um Ministro da Cultura, porque o nosso governo não considerou importante o ministério…

Vamos contar com Portugal, vamos contar Portugal. Vamos contar com cada um de nós. Estamos por nós. Comecemos, por exemplo, a contar a beleza deste país…

“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, já dizia F. Pessoa.

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Sim vamos contar e mostar com imagens e texto curto e inteligente “o que vale este país” milenar de formas acessíveis a cada um – não basta as 7 maravilhas de porrugal e as 7 mais belas praias – faltam os 7 mais belos castelos – e Fortes – e Igrejas – e paisagns rurais – e paisagens urbanas (aldeias sobretudo) e as procissões e as Festas e Romarias – compiladas por tema e região – e as ALDEIAS e as ALDEIAS e o tudo
    Ainda ontem fui a uma festa à outra banda num restaurante onde apareceu algém a tocar “castanholas” com pedaços de madeira e com pedras – estas belezas dos homens do Campo e fazer pesquiza sobre as mulhesres do campo que cantam sozinhas no Campo à capela ou os tocadores de instrumentos que constroem eles mesmos – até já vi nas TV mas o AVENTAR tem outro tipo de divulgação – Use-se todo o tipo de divulgação do que eswtá ainda escondido da sabedoria dos velhos e que se perderá quando desaparecerem – fazer música com duas pedras ?? na mão ?? só neste país – que se divulguem no aventar com a imagens dos velhos – não sei como se procura mas foram gravados algures porque eu já os vi mais do que uma vez – sim “movimentos” do sagrado do meu país – da cultura primordial que ainda resiste mas não nas cidades

  2. helder says:

    Finalmente aparece por aqui gente a aperceber-se que o estado não é nem pode ser visto como o alfa e o omega, e que, quando há um problema a precisar de ser ultrapassado, a melhor e única abordagem a tomar é, invariavelmente, a iniciativa individual.

    Falta agora apercebermo-nos que este estado, dos subsídios, submarinos e sobreiros, é, na verdade, a causa de grande parte dos problemas do país, e que o mal só acaba se for cortado pela raíz, ou pelo menos significativamente aparado.

  3. Maquiavel says:

    Portugal valeria a pena se näo estivesse täo cheio de tugas…

  4. MAGRIÇO says:

    A cultura só é importante para quem é culto! Nunca vi um asno frequentar uma biblioteca…

  5. Amadeu says:

    Portugal vale a pena ? Depende.


  6. Sim vale a pena o Portugal da herança cultural preservada, da paisagem não vendida para o lazer, da cultura popular não homogeneizada pelos festivais.

  7. Pisca says:

    Chamar a Avilez jornalista é quase considerar o Tony Carreira um segundo Mozart, mas podem sempre tentar

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