Sá Pinto e o cemitério de treinadores de Alvalade

Sá Pinto foi despedido do Sporting. A decisão mais difícil, diz o Presidente. Não, foi a decisão mais fácil. Despedir o treinador, que sai 8 meses depois de entrar sem ter aviado a marmita a alguém, é sempre a decisão mais fácil.
Com efeito, Sá Pinto não serve para o Sporting. Como Domingos não serviu. Ou José Couceiro. Ou Paulo Sérgio. Ou Carlos Carvalhal. Ou Paulo Bento. Ou José Peseiro. Ou Fernando Santos. Ou Manuel Fernandes. Ou Inácio. Ou Materazzi. Ou Jozic. Ou Carlos Manuel. Ou Vicente Cantatore. Ou Octávio Machado. Ou Robert Waseige. Ou Carlos Queirós. Ou Bobby Robson. Ou Marinho Peres. Ou Raul Águas. Ou Manuel José. Ou Pedro Rocha. Ou António Morais. Ou Keith Burkinshaw. Ou John Toshack. Ou Josef Venglos. Ou António Oliveira. Ou Malcolm Allison.
Despedidos quase todos, mesmo quando tinham sido Campeões Nacionais. É assim que o Sporting funciona e essa é das principais razões do seu insucesso. Alvalade não passa hoje em dia de um cemitério de treinadores. Sá Pinto foi a última vítima.

Comments


  1. è verdade – e nunca se lembraram de despedir os jogadores

  2. António M. C. Carvalho says:

    Há 50 anos que eu ando a querer que sejam despedidos os verdadeiros responsáveis pela morte do “meu” Sporting: OS DIRECTORES DO CLUBE.


  3. Oceano deu uma opinião velada em programa TV mas percebeu-se – o Sá Pinto mais uma vítima mas estranhamente convidado para fazer parte das estruturas e Duque veio finalmente dar a cara mas não disse nada nem esra de esperar


  4. Se calhar o sporting que sempre foi tão elitits tem muitos doutores formados em “bolonha”

    • António M. C. Carvalho says:

      Ainda não percebi se a Maria Celeste é sportinguista se vizinha do lado. Como eu já disse a camisola que vesti e visto, vou responder-lhe sem receio de mal entendidos.
      Quando entrei para sócio, o Sporting não chegava a ter 6000 sócios. Talvez nessa altura a percentagem de “doutores” fosse no Sporting mais alta do que nos restantes clubes e daí a fama que criou. Trinta anos depois já poucas diferenças havia e hoje os clubes de futebol têm massas associativas de caracteristicas semelhantes. O que mudou foram os dirigentes. Há 70 anos os dirigentes náo só eram amadores, como por vezes financiavam os seus Clubes. Era nessa altura evidente que os dirigentes do Sporting pertenciam à classe polítca no poder, mas eram sportinguistas. Governavam o Clube ajudados por Seccionistas dedicados, não se governavam. As multidões de simpatizantes que enchiam os campos chamaram a atenção de homens de negócio que resolveram aproveitar o fenómeno. Através dos meios de comunicação criaram mitos e empolaram a importância dos jogadores e treinadores para poderem meter no negócio milhões e milhões. Entretanto criaram as SAD’s.
      Se tiver oportunidade, como me parece interessar-se pelo assunto, leia o livro do falecido jornalista Alfredo Farinha “Futebol traído e humilhado” em que ele acusa o Estado (PR, AR, Governos, Câmaras), a Federação Portuguesa de Futebol, a Liga de Clubes do futebol profissional, o “loby” dos presidentes, os cambões políticos e os compadres da comunicação social de destruirem os clubes de futebol portugueses.
      Sabe o que mais me indignou nas acções do ministro Relvas ?
      A distinção honorífica que deu a um negociador de “escravos dourados”.pelos serviços prestados ao Desporto Nacional.
      E não vi nem ouvi qualquer reparo, qualquer crítica a esta obscena condecoração em nenhuma bancada da A. R.nem em nenhum dos órgãos da comunicação social.
      Não abuso mais da sua paciência.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.