Uma portuguesa (que) faz toda a diferença

Neste tempo de crise, de desemprego, de notícias tristes e geradoras de medo e ansiedade, é necessário alimentar a alma (já sei Amadeu…) com notícias como esta:

Isabel Fernandes, 24 anos, Famalicão, Licenciada em Psicologia e no desemprego, recebeu ontem o prémio europeu na categoria de Melhor Voluntário, atribuído pela Active Citizens of Europe.

Isabel não necessita de prémios, “porque esses tenho-os sempre no terreno, nos sorrisos e abraços que recebo ao final do dia”, no terreno. Esteve um ano em Moçambique em trabalho comunitário de ajuda a 900 pessoas. Procurou “combater a pobreza extrema de crianças entre os dois e os 18 anos”.

Disse ao PÚBLICO: “Se todos dessem um pouco, às vezes um euro por dia, quase o valor de um café, já faria toda a diferença (…) todas as doações chegam àquelas crianças e vemos os resultados.”

“Morre lentamente, quem não troca o certo pelo incerto, em busca de um sonho” (Pablo Neruda), escreveu Isabel no blogue da Ataca (ONG).

Parabéns!

Comments

  1. Amadeu says:

    Active Citizens of Europe ? Não é mais um grupo de burocratas em Bruxelas a sugar os fundos comunitários a troco de ordenados avantajados ?

    • Maria do Céu Mota says:

      Talvez seja. Mas o que importa aqui é o reconhecimento que se deu a uma portuguesa! E mais: que estando no desemprego, não cruzou os braços. Está a ser útil algures, e apenas a 900 pessoas (crianças)


  2. Na maioria das vezes até é – mas esta senhora de que se fala vi grande reportagem sobre ela e com ela e outras pessoas do seu grupo – mulher em acção que deixou rasto organzado para o seu trabalho não morrer quando ela o deixasse – em 50 mil há um bom exemplo mas a maioria nem ninguém dá por eles (exemplos) delas (mulheres) – e se não foi eta que vi na reportagem, foi outra (portuguesa)

  3. Amadeu says:

    Do Público:
    “A cerimónia da entrega do prémio de “Melhor Voluntário” (cujo painel de júris foi constituído por elementos da Comissão Europeia e Organizações Não Governamentais) realizar-se-á hoje, pelas 20h30, no Palácio Medici, em Florença.”

    Sítio muito apropriado …

  4. Maria do Céu Mota says:

    quem me dera puder entrar nesse palácio de Mecenas como Lourenço de Médicis, Renascença!! É um privilégio e bem merecido pela Isabel!! Boas viagens, Isabel!!

    • Amadeu says:

      Eu também gostaria de lá ir. Especialmente se a viagem for paga pela CE ou por papalvos. Em muitos casos, por cada euro doado só uma percentagem diminuta chega às pessoas que na realidade precisam.

      • Maria do Céu Mota says:

        Ainda não lhe li uma única palavra sobre o cerne da questão ou o assunto do post: o voluntariado de Isabel Fernandes 🙁

        • Amadeu says:

          Pensei que a Isabel Fernandes era apenas um meio de ilustrar uma visão de como melhorar o mundo. Com a qual discordo, pois continuamos a dar peixinhos em vez de ensinar a pescar. Somos uns ricos bombeiros agora com a nossa casa a arder.

          A caridadezinha irrita-me. Nem sei se é o caso desta Isabel. Não tenho nada contra ela. Eu também já fiz voluntariado em prisões e hospitais, já dei aulas a adultos. Mas fazer disto uma profissão, uma maneira de estar na vida, ainda pra mais à conta da Comunidade Europeia, e vir pedir um eurito a cada um de nós, desconfio.

          Eu imagino a quantidade de burocratas de Bruxelas a viverem à conta destes programas. Aqui não desconfio, tenho a certeza.

  5. António M. C. Carvalho says:

    Hoje está-me a apetecer ser “fascista”…
    Porque é que as pessoas ditas de “esquerda”, chamam depreciativamente a comportamentos como o de Isabel “caridadezinha” ?

    • Ainda penso says:

      Eu acho que não lhe está a apetecer ser “fascista”. Eu acho que ao Sr. António Carvalho, lhe está a apetecer denegrir todos os post’s por onde passa dando-lhes conotações e fazendo juízos de valor, de forma pré-conceituosa e parcial.
      Foi neste e já foi no do Prof. Raul Iturra. Eu acho que o Sr. deveria tomar em consideração os temas de cada um dos post aqui colocados e fazer as suas apreciações de acordo com o mesmo. A esquerda e a direita, não foram para aqui chamadas. Para além disso, permita-me que lhe diga, percebe tando de “esquerda” como eu de “lagares de azeite”, ou seja, nada. Informe-se, instrua-se, cultive-se e depois faça apreciações positivas baseadas em factos e não em generalizações idiotas como a que fez acima. E já agora acho que sim, que é fascista, não está a fazer de “conta”.

      • António M. C. Carvalho says:

        Eu também “ainda penso” e pensei que ao ler os “posts” me era lícito comentá-los. Tenho consciência de que nunca ofendi ninguém nos meus comentários mas não abdico da minha liberdade de opinião.


        • Olá!

          Realmente estamos a existir numa época de Fascismo… Os mais distraídos não se dão conta porque de tempos a tempos vão meter um papel com dois riscos numa caixa… e pronto, acham que existem em democracia!
          Mas acalmem-se os espíritos irrequietos… Este Fascismo não é o mesmo que porventura estarão a pensar, o do sotaque italiano… Eu estou a referir-me ao Fascismo que existe actualmente em Portugal, e não só… O Fascismo Corporativo…
          E realmente é verdade que uma determinada esquerda apelida de “caridadezinha” este tipo de comportamento, o “voluntariado”, pois sabem que o mesmo é o resultado final do Capitalismo Selvagem em que se vive… O voluntariado é uma fraca e paupérrima tentativa de colmatar o enorme prejuízo que nós, ditos cidadãos dos Países Desenvolvidos, provocamos aos países para onde vamos fazer voluntariado… Seria melhor não haver voluntários… Isso é que era BOM SINAL!

          Abraços 😉


  6. Olá a todos…

    Bem, pelo que vejo e leio, a ILUSÃO continua a ser o prato do dia… Servida a frio, dia após dia, a causar azias, dia após dia, mas como é diário, já nos habituamos, e o frio parece-nos quente, e a azia parece-nos satisfação!

    “Se todos dessem um pouco, às vezes um euro por dia, quase o valor de um café, já faria toda a diferença…”

    Isto é que é a solução? Darmos 1 euro?

    Infelizmente a solução passa por algo que infelizmente não assistirei, pois quando finalmente os animais humanos criarem consciência, eu já serei comida de uns quantos seres vivos!

    Já me esquecia… Passa por sabermos que SOMOS NÓS a causa desta Civilização… O problema é mesmo este… Termos que dar 1 euro!

    Abraços 😉

    • Maria do Céu Mota says:

      a citação é de Isabel: ela deve saber do que fala, está no terreno, saiu do seu conforto e comodismo e arregaçou mangas, talvez nem sequer esteja habituada como nós a dar palpites em blogues. Ela age, nós falámos e escrevemos. Pouco sairá do que fazemos . Ela porém já fez muito e quer continuar a fazer.


      • Nada do que acabou de escrever invalida o que eu escrevi… Há gente a dar 1 euro, ou seja lá que moeda for, há – literalmente – séculos, e tudo continua praticamente na mesma… Mas se quiser saber mais sobre o que escrevi, então perca uma hora da sua existência a ver o vídeo que deixei na ligação… Se já o viu, então é grave continuar com este tipo de discurso, sobre “confortos e comodismos”…

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