A morte lenta da palavra manuscrita

Finalmente encontrei um texto que fundamenta um assunto que há muito queria trazer para este espaço: escrever à mão cartas aos amigos.

Li o texto hoje na revista do PÚBLICO, uma tradução do artigo «Philip Hensher: Why handwriting matters», publicado no The Observer no passado dia 7: ” Terá a escrita à mão ainda algum valor que sobreviva ao email e ao sms? Neste excerto do seu novo livro, The Missing Ink (A Tinta Perdida), Philip Hensher lamenta a morte lenta da palavra manuscrita e explica que levar a caneta ao papel ainda pode ocupar um lugar muito especial nas nossas vidas”.

“(…) vivemos num tempo em que escrever à mão está prestes a desaparecer das nossas vidas. Algures num passado recente, escrever à mão deixou de ser um instrumento necessário e incontornável de troca entre as pessoas — uma forma de comunicação em que cada um de nós deixa um bocadinho da sua personalidade no instante em que pressiona o papel com o bico da caneta. (…)”

Pequenas sugestões por P. Hensher: aprecie a sua própria caligrafia; redescubra a alegria de escrever à mão, apenas para si próprio; escreva a outras pessoas (a quem ama, a quem gosta, a pessoas com quem trabalha, etc.).

Escreva postais, por exemplo, é muito agradável receber um! O Natal é uma excelente oportunidade!!

P.S.- Não se esqueça de pedir a morada…

Comments


  1. Por sentir necessidade de escrever, há dias decidi ir transcrevendo trechos de livros. Todas as tardes escrevo umas páginas (cópias) para treinar de novo a mão para a escrita. O próximo passo é escrever “a sério”…

  2. carol says:

    Por mim continuo a escrever à mão sempre que posso. Adoro enviar postais e recebê-los. E, aos meus alunos, exigia quase sempre os trabalhos (pequenos) escritos à mão para não caírem na tentação de ir á internet e descarregar….


  3. Interessante o que aqui está escrito – sempre screvi à mão mesmo até depois de ter computador o que é muito recente pelo que nem sou expert e até me engano muito não apenas por ser distraída porque não olho o que escrevo – adoro escrever à mão e mesmo no NATAL pois que adoro enviar Boas Festas os cartões começaram a aparecer já com letras impressas mas mesmo assim eu escrevi a te´que deixei de os comprar mas, antes, comprar A4 de cor, de todas as cores, e escrevia uma carta normal e adorava e era bonito a minha bonita letra (domesticada com a caligrafia que fiz na escola e adorava até letra não sei quê já nemrecordo – grega ??) passando pr escrever as palavras que queria não na horizontas mas em todas as direcções ficando afinal uma “pintura com palavras” – lindo – mas a ponco e pouco e por ser mais lenta passei há 2 anos a enviar as boas festas por mail embora com uma imagema alusiva 8ou outra) – claro que tinha envelopes das mesmas cores (ainda guardo os que restam) – e adoro escrever seja com a esferopgráfica ou com caneta de desenho rotring Art Pen ou até com caneta de senho que forcei a escrever – rotring – que guardo ainda – é divertido – Mas cada vez menos e claro – Mas voltando atrás uns anos, o meu primeiro emprego foi obtido escrevendo milhões de postais (já não há) que creio custavam 5 tostões e já sem esperança de ter resposta o facto é que de repente a Cruz Vermelha me marcou “encontro” e tive emprego – Mas perguntei porquê depois de ter procurado tanto e lhes ter esctito já com caligrafia extremamente deteriorada sem cuidado – ao que me foi respondido que, mesmo assim, lá estavam as letras fundamentais de análise do carácter a partir da grafologia, o que achei interessante, mas na altura eu até já sabia que em França se usava muito a observação da caligrafia para “análise” de quem assim escrevia – Aliás o marido da eis Directora do Centro Nacional de Cultura que foi eurodeputada Helena Vaz da Silva – o Alberto Vaz da Silva , advogado era estudioso de grafologia e com ele aprendi um pouquinho – Ora bem – a letra é uma marca do bicho e a trabalhar não só desenhava à mão (hoje há todos os CAD + etc e tudo impessoalizado) mas dava sempre por cima do senho algo à mão o que dava outra beleza e pessoalidade ao projecto (aliás um deles deixado na faculdade até passou a ser “cópia obrigatória” de prof o que só soube anos depois) – Ribeito Telles só desenha à mão – só escreve à mão – Durante anos as peças escritas de cada peojecto sempre os fiz escrevendo a lápis – adoro escrever com lápis mais do que com mina de Carandache – que ainda tenho mesmo de todas as cores
    O lápis dá-me melhor percepção do que escrevo e de uma velocidade de o fazer mas próxima da minha natureza como se escrevesse de mim para mim – de repente lembro como Natália Correia se insurgia com escrever no e para computador e recear que O LIVRO e a velocidade de o lert e passar a folha e sentir o papel e o seu cheiro e dimensão, o que acho serem fenómenos próximos bem como acho ser o acordo ortugráfico que generaliza a escrita de uma lingua pessoalizada a um brasil~es que não branco nem preto e me afasta, pelo menos a mim, dos instrumentos fundamentais que me revelaram a mim perante mim mesmo e os outros – è como andar a pé ou de combóio ou de biclicleta ou avião que nos dão as maiores vantagens mas npos “separam” da terra e do pisar o chão e de o sentir debaixo dos pés +++ etc – como o telemóvel – que bom que é e quantas coisas resolve mas ao andar na rua mesmo acompanhado, a ouvir e falar ao telelé, parece-me algo estranho e longe de mim e de como cresci – – o hom,em e a máquina – faz-me lembrar 2001 Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick – Entendo que nada deve substituir nada – apenas que saber os contextos que de facto mudaram mas ADORO escrever à mão à velocidade do meu pensamento “escrito como que de pedra e ficando para sempre” ++++ etc – guardo ciosamente a minha Parker de outro que funciona e a WaterMan – mas com computador dou erros que não dou escrevendo à mão – pois que me dá prazer simples – Quando lia os textes dos alunos até usava lupa para entender os gatafunhos – que pena – escrever à mão é lindo e revelador de tanto do nosso caracter – a uniformização de tudo acaba por descaracterizar tudo – mas já agora que bom ter máquina de lavar roupa e não ter de o fazer à mão bem como de lavar a loiça e ter fogão a gas e não o fogão petromax ou a carvão (e ferro de engomar a carvão) ou Hipólito (de petróleo e que guardo) ou ou ou etc – Uma coisa é ter alternativas outra é pura e simplesmente fazer desaparecer para sempre e creio que evoluir não é isso e, tanto asim, que muitos (sem serem saudosistas) tanto recuperam e reabilitam e modernizam do “passado” para reter as essências da história do que fomos e somos – até na “moda” se anda a voltar atrás nos tecidos e padrões com ar de odernidade e bem lindérrimo – mas ir atrás para ir para a frente + etc – sim escrever à mão que se articula de forma bem diferente comparando com o martelar no teclado – Ai RTPInformação 21:50H – mais uma matança de 7 americanos por um americano que gosta de matar a direito – pois é o homem robot cada vez mais longe da sua essência de menino que vai crescendo e aprendendo não apenas o que vem do passado adicionado ao presente como saber a tabuada e puxar pela cabeça em vez de empinar e despejar sem perceber nada por não ter dado ginástica ao raciocínio e à memória – hoje a vida é de empinanço e corre a velocidade alucinante e inumana – odeio correr quando não quero correr e me obrigam a correr – até a falar se fala a correr atropelando as palavras e não se retendo nada como se fôra água em cima de pena de pato – o que vale é que os animais selvagens (que restam – ainda nascem e crescem à velocidade do seu genoma, o mesmo com as plantas e os homens – a “forçagem” das plantas e dos animais com hormonas de cresimento e transgénicos ou os ciclistas que de dopam, não são verdade – são aldrabice – evoluir não é aldrabando – Foi hoje o enterro da Mente mais Brilhante – António de Pina que adorava gatos

  4. Sónia says:

    No Natal não dispenso escrever postais “à moda antiga” assim como nas férias. No entanto, neste momento, apenas uma Amiga minha é fiel à troca de postais – quer no Natal quer nas férias. E confesso que é sempre com um certo friozinho no estômago da ansiedade que nesses dias abro a caixa do correio! E essa Amiga faz ainda mais, desenha sempre algo no envelope! É tão bom!
    Tenho também uma vizinha de 85 anos (mas com muitos menos em termos psicológicos) que adora receber postais, por isso nas férias escrevo-lhe também! As tecnologias invadiram-nos e tenho amigos que me olham de soslaio quando falo em escrever postais, mas não me importo porque adoro este costume antigo!


  5. Para quem gostar leia “La graphologie chez la médécine” ou quirologia (as linhas da mão) e ver como são diferentes uma da outra e ao longo dos anos evoluem – como tudo no corpo sendo no entanto sempre o mesmo de raíz e sem ser “leitura de cigana”
    Eu tenho uma fotocópia das minhas mãos não sei de h+a quantos anos e assim vi como mudavam – José Maria Richiardi falou com Passos Coelho e alguém ouviu – pois é – até eu já tive telefone sob escuta – mas que se lixem pois não tenho dinheiro nas Galápagos – Então os lamães é que queram a nossa EDP ?? pois claro já que vale a pena levar o que resta porque ainda resta muito e bom mas que os vampiros sacam – quem me dera que a UE fizesse PUM
    PUM – rebentou – que rebentem todos e quem tiver unhas que toque guitarra que é bem portruguesa – RTPInformação 22:10H -Marinho na TV está procupado com o raspanete do banqueiro ao primeiro ministro – os trabalhadores querem que os Estaleiros de Viana passem para o ministério da Economia e não a privatizam ou vendam por um euro e o presidente da CM diz que é um folhetim tendo navios a apodrecer por acabar – Paulo Lima claro diz uma merda qualquer e VanZelles demitiu-se (não percebi porquê) – Lusa em greve e D. Januário Torgal não quer que se volte à Sopa dos Pobres e mendicidade em cantinas da igreja e Frei Fernando Ventura (teólogo e médico) dá forte e feio sem papas na lingua diz tudo sem mêdo e que com um M~es de salário do banqueiro daria de comer a São Tomé e Pricipe durante 17 anos – bem há bispos e bispos – Morreu a mente mais brilante do DN diz amigo pesarosamente e não com a fantochada com que muitos se apresentam a mostrar a sua “presença” – D.Torgal se perdermos a comunicação social perderemos ?? Lucinda Dâmaso + fenprof não se calam – de 51 209 candidatos muitas regras que nem decoro – POBRE PAIS – vou mudar para a TVi24H mais sábios a falar – vor ouvir – sou masoquista mas tenho de saber o que diz quem – soundbites – o que me xateia é que aparecem tantos que sabem tanto e como fazer e aperecem NO DIA DO ENTERRO DO PAÍS – por onte teraiam andado ?’ pergunto eu – Até MFereira Leite apareceu em tempo certo e parece que “estes” enfileiram agora pelo caminho que ela abriu (fala Anacoreta Correia-já nem me lembrava que existia) – raio de maricas os que aparecem tarde demais – afinal tanto rato a sair da toca – o custo do desemprego é qualquer coisa de brutal diz Anacoreta – receia que este governo governe e não faça a transformação – quanto à saída dos nosssos quadros – o custo dos quadros e eu tenho 4 flhos educados para o mundo global mas vejo que uns são empurrados para o estrangeiro e os que querem ir – é o assalto à europa doa anos 50 – os que recebem os formados já não t~em de gastar a formá-los e como a autoeuropa que já têm tudo feito e sabido – e ninguém estrangeiro vai escolher os piores – POORPORTUGAl dos usa – que opinião ?? Anacoreta – no brasil sentí-me incomodado pela opinião dos brasileiros pois estive em s.paulo que nos acham uma grande bagunça ++ Marcelo quer Gaspar no lugar e há espaço nestes 6 meses etc-não quero ouvir mais sábios como este


  6. Estive a ver um programa na TV124H em que o repórter Bandarra percorreu vários lugares do país à procura de “velhos” e eu eu adoro “velhos” e há muitos no meu bairro – hoje até houve algo estranho do meu ponto de vists pois que uma “velhotinha” caiu na pastelaria e ficou estatelada no chão e muito torta e sem se levantar de imediato como é mais ou menos natural em quem cai e não se magoa – e uma senhora de mais ou menos 20 anos puxou-lhe por um braço para a levantar e eu aos berros a dizer que não se podia fazer assim, mas sim levantar direita e na vertical e com as nossas duas mãos debaixo dos braços, já que naquela idade e com queda na pedra, poderia ter partido um osso qualquer, o que é demasiado vulgar na mulher sendo então que a senhora gritou que era “enfermeira” ao que respondi que NÂO PARECE e onde é que tinha aprendido a “ajudar velhos que caem no chão sem saber como e porquê” – ficou xatiada e foi-se embora – Assim o Bandarra andou a entrevistar velhos e como viviam e se se sentiam velhos – nenhum se sentia velho e mesmo com 80 anos cavavam a terra e a horta e não queriam deixar de trabalhar até pelo amor que tinham à sua horta sabendo também o que comiam – Achei tão bonitas aquelas caras velhas mas luminosas – já que a esperança de vida aumentou na cidade mas também no campo, onde a vida é mais dura segundo as suas próprias observações – Entretanto uma senhora psicóloga narrava o “tema velhos” e disse tanta asneira tal qual a enfermeira que ía “arrancando” um braço à minha vizinha e correndo o risco de a magoar mais do que ficara com a queda – E, velho por velho, já não se escrevem postais nem se recebem – Por mim só recebo papéis de publicidade e contas para pagar (as que não pago por transferência bancária) como a carta que acabo de receber da Galp no valor de 96:42 mas era de 101.132 e fazem o favor de dar desconto de 4.90 (não sei como agradecer nem como me distraí a abrir a carta recebida esta semana e amanhã é data limite de pagamento e se me esquecer se calhar até vou ter de viver à luz da vela e ficar sem computador e TV- A conta em euros corresponde ao período de 30 setembro a 04 outubro – E fiquei maluca pois que vivendo sozinha não ilumino a casa toda ao mesmo tempo e tenho só uma lâmpada acêsa de cada vez que estou numa ou noutra sala (lâmpada de 60 watts) e a TV e o computador e resto às escuras – Pois nem sei porque escrevo o que escrevo mas será talvez porque hoje o dia estava cinzento e estúpido e o céu com capacete pesado e o chão escorregadio da chuva envergonhada que caíu e nada lavou do esterco da rua e e tornou o passeio de peão escorregadio e perigoso e óptimo para se cair, a enfermeira era ignorante demais apesar de tal profissão e recebo uma conta da Galp de electricidade que não podia ter gasto em tão pouco tempo e, em 2 anos, creio, é a 2ª vez que me enviam este presente e pelo menos da 1ª vez enganaram-se mesmo mas depois de cirem ver o contador – Ora eu preferia, afinal, que alguém me escrevesse à mão uma carta ou mesmo um postal e há anos que nada vejo escrito à mão a não ser o que eu escrevo quando escrevo “para mim” já que há 2 anos nem me atrevo a escrever cartões de Natal para ninguém, à mão, que certamente nem saberia ler um manuscrito – E se calhar, talvez também por não estar habituada a escrever a computador dou tantos erros de dactilografia e mesmo de sintaxe que depois de ler o que escrevi anteriormente fico a pensar onde estará o meu belo português e porque razão me esqueci de rever para não fazer tão má figura – Pelo que, mais uma vez, peço perdão de tanto engano a escrever – esqueço-me de rever o que, escrevendo à mão, não acontece pelo menos assim, e não precisa de tanto cuidado pois que a revisão é quase imediata linha a linha – Mas nada tenho contra o word do office ou as máquinas que facilitam a vida de muita maneira – ou estarei velha sem o ser ?? não sei – a xatice é que o sporting está fora da Taça e os adeptos em fúria e têm razão pois que pagam, e não é pouco, e só vêem meninos ricos que parece não estarem a jogar para quem vai ao futebol (e vai porque gosta e são a razão de haver futebol) mas apenas para cumprir um calendário num desporto que envolve só milhões e cada vez mais e mais milhões e já é um desporto global – Pois é, já nada é o que era, e eu nem saudosista sou porque gosto de cada HOJE que vivo mesmo cinzento e pesado como foi hoje – Por acaso no computador também se pode escrever à mão mas torna-se muito mais complicado do que dactilografando e já perdi e nem sei onde está, a assinatura que fiz à mão, para o fim de cada texto e já nem sei como se faz – a memória abandona-me depressa


  7. PS – quando dava aulas é claro que os textes eram escritos à mão e cheguei a ter de os corrigir com LUPA para perceber os gatafunhos e que trabalho dava – Incomparável relativamente ao TP colectivo que era dactilografado para que aprendessem também, a dactilografar, e eu não perder o tempo que era tanto que ainda bem que essa fase já acabou em 2008 por mais saudades que tenha dos “meninos” (mais de 20 anos de idade) mas não quereria agora mais – já chega – foram talvez 32 anos e estava quase “viciada” no ensino mesmo não sendo a profissão principal – o mais interessante é que quanto mais fazia o facto é que o tempo dava para tudo e agora não chega para quase nada

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