Joana Gonçalves é a nova Presidente da FPH

Armindo de Vasconcelos

A lisboeta Joana Gonçalves, candidata única à presidência da Federação Portuguesa de Hóquei para o Ciclo Olímpico 2012/2016, foi escolhida para o cargo na eleição da passada sexta-feira.

José Alípio de Oliveira, que foi um dos mais destacados presidentes da FPH e tem como momento alto da sua participação cívica e desportiva a chefia da missão olímpica portuguesa a Atenas, foi eleito Presidente da Assembleia Geral, cargo que também ocupou de 1993 a 1995.

A responsabilidade pelo Conselho de Arbitragem foi entregue a Patrícia Castro; António Paes de Faria será o presidente do Conselho de Disciplina; José Carlos Vilaça Fernandes responde pelo Conselho de Justiça; a BDO % Associados, patrocinador da FPH, mantém-se como Fiscal Único (Conselho Fiscal).

Lista completa dos elementos que constituem os corpos sociais.

Foto: fphoquei.pt

Comments

  1. Armindo de Vasconcelos says:

    Evitando especulações: Joana Gonçalves concorreu às eleições para a presidência da FPH, e venceu-as. Embora unanimemente considerada a candidata do sistema, no sentido de o rejuvenescer a partir da própria estrutura, teve da haver-se, contudo, com um candidato que passou por um dos executivos do anterior Presidente Pedro Sarmento, com quem, entretanto, se incompatibilizou (em termos de praxis na FPH). Trata-se do Prof. António Cunha.
    Para nós, Joana venceu porque soube ser consistente desde que decidiu avançar. Utilizou bem a capitalização do seu trabalho na FPH como contratada do departamento técnico, soube servir-se das redes sociais, apresentou credibilidade, ostenta mais-valias reais e não foi de grandes controvérsias, até ao convidar dirigentes da anterior composição dos corpos sociais para quase todos os órgãos da nova estrutura.
    O Prof. António Cunha tem atrás de si um passado grande no andebol, mas no hóquei tornou-se notado por certos incómodos, não obstante estar sempre, seja dito, onde era necessário. Até quando deixou o Executivo e foi dirigir o departamento de arbitragem, onde, mau grado, não conseguiu a remodelação que se exigia. Muito controverso, de palavra fácil mas desmedida por vezes, parece-me que o hóquei optou exactamente por uma linha mais “soft”. Mas, para mim, o pecado capital do Prof. António Cunha foi ter posto em confronto para a mesa da Assembleia Geral o Prof. José Alípio de Oliveira com a Eng.ª Ângela Couto, eles que já se haviam digladiado noutros tempos, quando a modalidade entendeu por esses dias do passado que era chegado o fim do consulado da Eng.ª Ângela Couto, ela que foi a primeira mulher a ser eleita para a Presidência da FPH de forma ainda hoje não totalmente explicada. Tentando jogar com o factor “mulher” (se a lista A apresenta uma mulher para a presidência do Executivo, nós apresentamos uma mulher para a Presidência da Mesa, e esta com passado), os mentores da Lista B ter-se-ão esquecido de que a modalidade tem memória, e os anticorpos poderiam estar latentes. Para além de outras escolhas que não entendo, como a de Armando Cerqueira para a arbitragem.
    A grande vantagem de escrever num blogue é que a minha opinião é o que conta, ao contrário da notícia onde o seu autor não é quem a faz, apenas a escreve.
    Por isso, assumo a provocação quando escrevi que Joana Gonçalves era “a única candidata”, apesar de, formalmente, não ser.
    Agora que uma certa juventude chega ao poder, caldeada com alguma experiência acumulada (os casos de José António Machado e José Manuel Nunes, para já não falar de Rui Moreira, um dos rostos da ressurreição do Sport Clube do Porto e que pode transmitir o pulsar das dificuldades por que os clubes passam para sobreviver, realidade a que o anterior executivo pareceu, por vezes, insensível), as expectativas são grandes. Mas há outra jovem da lista vencedora que vai estar na crista da onda: Patrícia Castro. Ao responder pelos árbitros perante a comunidade hoquista, dela depende muito do sucesso ou insucesso dos novos ventos.

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