Portugal, colónia do FMI


Quando nas eleições legislativas de 5 de junho de 2011, cerca de 42 por cento dos eleitores se abstiveram e a esmagadora maioria dos restantes 58 por cento deram o seu voto aos partidos que assinaram o memorando da Troika, era sabido que tínhamos o destino traçado: passaríamos a ser um protectorado do FMI & Cia. e a ser “governados” (roubados, humilhados, aniquilados, entenda-se) segundo os seus ditames.
Porém, pouco mais de um ano passado, a realidade revela-se bem mais trágica. Portugal perdeu completamente a sua soberania e não passa agora de uma colónia “governada” por meros gestores de negócios da Troika e do capitalismo mundial.
Isso explica que a chamada “reforma do estado” — que outra coisa não é senão a destruição do que resta do Estado Social e visa, no imediato, cortar 4 mil milhões de euros nas despesas com a Saúde, a Educação e a Segurança Social (cortes que, não tenhamos ilusões, serão para continuar) — seja imposta e executada pelo próprio FMI!…

Portugal está a ser destruído à velocidade da luz. Com a conivência, o silêncio ou a impotência dos seus órgãos de “soberania”, soberania que alienaram ou são incapazes de exercer.
Só o povo, por mais desmoralizado ou distraído que ainda esteja, pode por fim a esta catástrofe. E estamos certos que o fará, quando não conseguir suportar mais austeridade, dor e humilhação.

“Quando o povo acorda é sempre cedo.”

publicado no Facebook por Cantigas do Maio

Comments


  1. Reblogged this on Discurso do Método.

  2. edgar says:

    Apoiado!

  3. Maquiavel says:

    O autor do artigo esqueceu-se de uma palavra!

    O título correcto é
    Portugal, colónia penal do FMI


  4. Boa ironia!…
    Mas o autor não esqueceu a palavra simplesmente porque entende que Portugal, neste momento, completamente subordinado aos interesses e ditames da troika e do capital financeiro internacional, é um país sem soberania, uma colónia, portanto.

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