Despejados da vida

Três casos em três semanas.

Amaya, 53 anos, atirou-se de um quarto andar de que ia ser despejada (País Basco).

José Miguel, 53 anos, foi encontrado morto no pátio do edifício onde residia (Granada). Pouco depois, lê-se no PÚBLICO de hoje, chegaram os agentes que iam despejá-lo.

Foi preciso ter acontecido mais um suicídio na Espanha para que o Governo espanhol acelerasse a mudança de lei que pode aumentar o período em que as pessoas em situação difícil não tenham de pagar a prestação.

A Espanha está aqui ao lado… São nossos vizinhos.

A nossa situação não é muito diferente da deles. Esperemos que o nosso Governo esteja atento… e que não actue quando fôr tarde demais.

P.S.- ser despejado de nossa casa, não é ser despojado da nossa vida (toda ou quase toda)? Boa ou má, é a nossa casa, é a nossa vida.

Comments

  1. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Os primeiros suicídios foram em Atenas, não sei se os intelextaus recordam – e na minha RUA há uma SEMANA (fora outros no reto do paóis que já vão em 11%) e fora o que aí virá com mais fechos de fábricas até alemãs e não só que aqui vieram sacr e foram-se para longe – sacaram -. cagaram e foram-se – não sei se os intelectauis que aqui escrevem e tanto se condoem pelos “estrangeiros” recordam – Sim na minha rua de Lisboa que fica em Portugal – Não me falem mais do maio 68 porque eu vivi o abril 1962e foi a primeira greve da minha vida de que os intelectuais de hoje beneficiaram – não entupam e branqueiem porugall com tanto exemplo dos vizinhos perto e longe – porque AQUI interessa mais, creio eu, embora de facto não estejamos sozinhos na Europa que nunca quiz saber de nós a não ser para de nós tudo usufruir e continua pois levará a TAP e ANA, e Vila do Conde e todo o que quizerem fora o que já levaram desde 2000 – Mas perdão se não me interessam os vizinhos do país do lado que sempre estiveram cagando para o meu país há séculos e ainda hojeque até cagam a água dos rios de onde saem alimetos e vida e trabalho – E antes dos vizinhos da Ibéria – antes deles – estão os vizinhos da minha RUA – e não vejo ninguém preocupado com o meu país tanto ou mais do que com “os outros” e, se quizeram saber, sempre muito e talvez antes de vós todos, me interesei e interesso pelos outros, mas primeiro interesso-me pelos vizinhos da minha RUA – não merecemos a preocupação tão específicamente clara escrita neste mail – antes de contribuir para arrumar o país ou a rua onde habitp, tenho de arrumar a minha CASA – ou melhor dizendo para quem não quer perceber, a NOSSA casa portuguesa – não percam tempo com os “outros” que sempre gagaram em nós pelo menos desde 1986 para não referir mais datas cruciais

  2. edgar says:

    os mentores e executores desta política que leva as pessoas ao desespero e ao suicídio devem ser responsabilizados.

    Há quem organize rifas sobre a casa por não ter dinheiro para pagar ao banco. As Finanças dizem que as rifas são ilegais, que a legislação do jogo é rigida. E as chamadas de valor acrescentado das televisões para carros e prémios em dinheiro?

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