Desengordurar o estado no ensino em Coimbra

Constatando-se mais uma vez que o estado gasta mais quando subsidia o lucro dos privados, agora é cumprir o memorando da troika e limpar estas banhas.

A verde: colégios subsidiados em Coimbra que de um modo geral não fazem falta nenhuma considerando o número de alunos existentes. A amarelo, a rede pública que está na maior parte dos casos subutilizada (e que precisamente por causa disso inclui uma das escolas públicas mais caras do país).

Vamos lá deixar de viver acima das nossas possibilidades na capital do ensino privado em Portugal. Não sendo assim, e já no próximo ano lectivo, constata-se que a austeridade quando nasce não é para todos.

Comments

  1. António Duarte says:

    Ó João José, tens toda a razão, mas quer-me parecer que o melhor é esperarmos sentados…

    • Neste caso, se esperarmos ficamos sentados. Pode ser uma luta regional, que o é, mas dela depende a vida de muitos professores. Afronta muitos poderes, eu sei, mas é nas alturas de desespero que há força para o fazer.

      • António Duarte says:

        Sei disso, e sinto ainda hoje na pele o desinvestimento que se aqui se fez no ensino público à pala dos contratos com os privados. Apesar dos meus 26 anos de serviço, continuo a trabalhar noutro concelho, como acontece com a maioria dos professores conimbricenses da minha geração…

  2. Basicamente concordo, racionalize-se, se necessário fechem-se escolas, públicas ou privadas e as escolas privadas não devem ser razão de prejuízo para o estado, o seu financiamento não deve ficar mais caro ao estado do que a existência de uma escola pública.
    Mas atenção também aqui a redução de despesa será feita à custa do desemprego de professores, no exemplo que deu do ensino privado. O tempo de serviço no ensino privado conta para concurso públicos? Se não contar, muitos desses novos desempregados poderão ficar definitivamente nessa situação, nem noutro concelho, nem noutro distrito encontrarão colocação como professores, apesar de lecionarem à décadas.
    Mas reparo numa coisa, no jornal citado:
    “Quanto ao custo médio por turma, não as separando nem por ciclo nem por modalidade de ensino, situa-se nos 86.333 euros, sendo o custo médio por aluno de 4011 euros.”
    isto é mais do que é pago às escolas com contrato de associação. Por um lado os privados queixam-se de o estudo não incluir as despesa de manutenção das instalações das escolas publicas, por outro o próprio estudo diz que o valor das despesa públicas por turma está, provavelmente, sobre-avaliado”
    Leio também que no ensino público 85% das despesas são custos de docência, ou seja salários dos professores. É um dado a reter.
    Quem como eu não tem muito tempo para analisar estas coisas o que vê é uma grande confusão que vai servir para as negociações entre o ME e as escolas com contratos de associação.
    De qualquer forma parece que afinal o relatório, como deu resultados agradáveis a quem não gosta das escolas privadas, já não é mentiroso. Afinal as pessoas quando chegam às conclusões certas, aquelas que queríamos antes de fazerem os estudos, já são isentas.

    xyz

Trackbacks

  1. […] partir deste momento é uma arma de peso para que os professores da minha cidade exijam a justiça a que têm direito, mesmo sabendo que isso afronta o pior dos poderes locais. […]

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