Pedro Passos Coelho, cidadão honorário de Vila Real e de Bragança

Primeiro, fecharam a Linha do Tua. Depois, interromperam as obras do Túnel do Marão. Agora, acabaram com a ligação aérea entre Bragança/Vila Real e Lisboa.
O encerramento da Linha do Tua é compreensível (não aceitável) quando se sabe que quem manda no país é a EDP. A interrupção do Túnel do Marão é compreensível (não aceitável) quando se sabe que quem manda no país é a Troika.
Mas acabar com uma ligação área para Trás-os-Montes que custava ao Estado 2,5 milhões de euros por ano??? 500 mil contos??? Li, não quis acreditar e fui confirmar. Isso gastam eles com 2 ou 3 assessores dos gabinetes! E os defensores do interior, nada têm a dizer? E os defensores do norte? E os defensores do Douro?
O único transporte público que os transmontanos têm para chegar ao resto do país é agora o autocarro. Nada que sensibilize em demasia os senhores do poder. Há-de chegar o dia em que eles simplesmente não poderão sair da sua terra. O que, visto por outro lado, sempre teria as suas vantagens. Há alguns anos atrás, podia ser que um certo indivíduo não pudesse ter ido para Lisboa para nos dar cabo da vida.

Comments

  1. Pedro Marques says:

    Tens duas publicações iguais porquê?

  2. Maquiavel says:

    A construçäo do Túnel do Marão é que näo é compreensível (nem aceitável): um túnel que, correspondendo a 5,6 quilómetros de auto-estrada, e que tinha um custo inicialmente estimado de 350 milhões de euros, isto é, de 62,5 milhões de euros por quilómetro de auto-estrada.
    E depois ainda aprovaram mais de 263,5 milhões de euros.
    Como é?
    600 milhöes de euros para 6 quilómetros de AE?

  3. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Mas não há dinheiro ??

  4. nightwishpt says:

    Pois que morram, como os doentes.

  5. maria celeste d'oliveira ramos says:

    Não me falam em Passos pois é comum dizer “ela deu um mau passo” – então e “ele” ? de que ventre saíu este gajo ?’

  6. Maquiavel says:

    Ler o comunicado da JSD é de ir às lágrimas. Täo preocupadinhos que eles estäo com a “coesäo territorial” e com a “rede de transportes”, e com o “desenvolvimento regional e da construção progressiva da equidade territorial”.
    Mas como é hábito nesta gentalha, só se for de aviäo, ou eventualmente, de TGV. De comboio “normal” ai nunca, que isso é para os pobres. Onde estiveram eles quando foi preciso defender a Linha do Tua e barrar a barragem?

    Já agora, um pormenor: Bragança poderia ser a 1.a cidade portuguesa com comboio de alta velocidade. Hein?
    Os espanhóis consideraram fazer o percurso de Zamora a Ourense por Bragança (e Chaves), porque mesmo com os montes todos é menos fácil que fazê-lo pelas serra de Seabra, que säo da rocha mais dura que existe na Europa, além de que a UE co-financiaria a 75%, por ser projecto trans-fronteiriço; claro que se estivesse à espera do governos ou dos municípios locais portugueses ainda hoje näo tinham projecto…


  7. Acabar com o aviãozinho em Bragança foi um acto de inteligência: custava, à parte do bilhete (uns 70 eur), 250 eur de subsídio do Estado por passageiro/viagem.

    Se a linha do Tua, e outras, tivessem direito a tal patrocínio, Portugal estaria ao nível da Suiça em termos de mobilidade inteligente. E o comboio (regional e de longo curso) tem uma vantagem grande sobre o avião: não serve só Bragança e Lisboa, serve dezenas ou centenas de locais intermédios.

  8. Ricardo Santos Pinto says:

    Não é por o comboio ser bom, o melhor meio de transporte, que os outros passam a ser automaticamente maus. Comboio, avião, autocarro – as populações têm direito ao máximo de alternativas possíveis. E devem poder escolher. Para o Estado, 500 mil contos por ano não é nada.
    Estás a usar os mesmos argumentos que usavam os que queriam acabar com a Linha do Tua: Quanto é que custa cada passageiro?
    O avião não é inimigo do comboio.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.