Reviver o passado em Março (5)

Pessoas da geração do 25 de Abril andam muito zangadas com o povo porque o povo se manifesta contra os partidos. Dizem que não pode haver democracia sem partidos. Não sei se pode. Se calhar não. Mas quando o povo se manifesta contra os partidos, não é o povo que tem que mudar.

João Miranda, Blasfémias, 14-03-2011

Comments

  1. José Pinto says:

    Lamento informar, mas pode existir democracia sem partidos. Não podem é existir partidos sem democracia. O “Povo” nada deve aos donos dos partidos, é o inverso. Os partidos deviam ser exclusivamente financiados pelos seus militantes e simpatizantes, quando assim for muita coisa encoberta se vai revelar ao povo!

  2. artur almeida says:

    Suponho que o Povo é que constituem os Partidos. Os militantes são o POVO. Claro que eu sei que há Partidos defensores da Burguesia.Vocês também sabem. Em Todo o caso as pessoas que tem a coragem de Tomar Partido São Povo. De resto não é o Povo que reage CONTRA os Partidos. São CLIQUES dirigentes, que assim se pronunciam. O POVO esse vai a Todas desde que a Causa seja justa e que coincida com os seus desejos.

    • xico says:

      O Povo é giro. O Povo é bonzinho. O povo não é burguês. o Povo só defende causas justas. Chatice: o Povo só não acerta no partido que o representa. Há que acabar com o parlamentarismo burguês, assim o Povo não se chateia a votar em quem só lhe quer mal. O Povo fica contente. O Povo agradece.

      • artur almeida says:

        Pela enormidade de disparates e lugares comuns o Povo ao Qual eu Pertenço manda-o TOMAR NO CU

      • Tem toda a razão, na minha opinião claro.Sinceramente gostei.Mas como gostei se calhar vai-me acontecer o mesmo vou levar nas orelhas!

  3. Manuel Dias da Fonseca says:

    Claro que não há democracia (representativa como a entendemos) sem partidos.
    Mas há, seguramente, sem estes partidos!
    Estes ficaram muito debilitados, porque a primeira geração de dirigentes após o 25 de abril, não se preocupou em (ou não teve “espaço para”) preparar a geração seguinte, servindo-se dala mais como uma espécie de soldados rasos (jotas), muito úteis em períodos eleitorais…

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