Ao Coelho, ao Belmiro e a todos os neo-esclavagistas

Com dedicatória no verso, cujo texto por linguagem rude e perversa, mas sincera, não divulgo, ofereço este vídeo a Pedro Passos Coelho, Belmiro de Azevedo e a todos os neo-esclavagistas do mundo:

Trata-se de representação teatral, dramática e realista, de um actor norte-americano. A mensagem é universal e critica o desumano mundo em que vivemos.

O Coelho, na AR, defendeu que a redução do “salário mínimo nacional” criaria aumento do emprego. Imagine-se que uma empresa reduziria em 10% o SMN a 100 trabalhadores. Segundo a teoria do PM, no dia seguinte, aumentaria para 110 o n.º de trabalhadores. Em que obra ou modelo macroeconómico se baseia para fundamentar a tese que divulgou no parlamento. É matéria complexa, apenas ao alcance de detentores de insuperáveis saberes.

A seguir veio o Azevedo e afirmou:

Se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém,

Belmiro de Azevedo, se tivesse em conta o percurso de empresário, evitaria ofensivos topetes, mas esse seria o comportamento de quem, na vida, se rege pela ética que jamais fez parte da atitude do antigo engenheiro de portas, madeiras e contraplacados. A família Pinto de Magalhães é quem conhece mais e melhor todas as histórias.

A direita altiva e histérica, estou certo, não deixará de qualificar o ‘neo-esclavagismo’ como novo jargão da esquerda. Maldade e ignorância. O conceito e a prática há muito existem. Censurando ou ignorando, aqui têm uma definição de 1999:

A escravidão pode ser ilegal hoje em todos os países, mas a mesma existe e na verdade está a crescer rapidamente em todo o mundo. Porém, ao contrário de escravos do passado, os novos escravos não são vistos como investimentos de longo prazo. Em vez disso, os “senhores dos escravos” encaram os mesmos como produto barato, que requerem pouco cuidado e no final do processo, são descartáveis. Todavia, uma coisa permanece idêntica: violência. As pessoas ainda são dominadas pela força e manipuladas contra a sua vontade por medo. Observe as forças económicas e sociais que sustentam a escravidão, da corrupção dos governos locais à cumplicidade de empresas multinacionais. […]

O tema pode igualmente ser analisado no site da OIT – Organização Internacional do Trabalho que, aqui, texto em inglês, revela que 2,1 milhões de pessoas são compelidas a ‘trabalho forçado’ no mundo.

Grandes detentores de capital – e o capital não tem pátria – com a conivência dos principais líderes mundiais estão a conduzir, de facto, milhões de seres humanos à miséria. Até quando? Espero que o tempo, indissociável aliado do movimento, mais cedo do que tarde nos traga a mudança. Porém, este desiderato não dispensa a luta dos povos.

Comments

  1. Lidia Sousa says:

    No dia 22 de Maro de 2013 24 16:57, Aventar

  2. celesteramos.36@gmail.com says:

    Mas Sarkozy já foi constituído arguído (notícia de ontem) – talvez “outros” se sigam de lá e de cá e do mundo destes calabreses – o mundo está muito poluído e muito contaminado e pergunto se fica alguém com o que deve ter e ser para que os mias jovens ainda à procura de ser, não cresçam só poluídos, como crecem os jotas – quem fica para limpar a porcaria do mundo ? Há nódoas que não saem ? pois há

  3. joao riqueto says:

    A Primavera vai e volta sempre. Sr Belmiro vá e, não volte mais..


  4. não o alimentem. Não alinhem na treta dos cartões. Temos esse poder na mão só que nem todos o descobritam ainda.


  5. O DOCUMENTÁRIO EM VÍDEO DIZ TUDO SOBRE TODA CLASSE
    POLÍTICA , JUDICIAL E ECONÓMICA . MAS O POVO NÃO QUER ABRIR OS OLHOS CONTRA ESTES BANDIDOS , PELO QUE PARE
    CE GOSTA DE SER ESCRAVO . POR ISSO É QUE TEMOS COELHOS
    BELMIROS , SÓCRATES E OUTRAS CASTAS QUE TAIS , QUE NOS
    EXPLORAM E ROUBAM , ATÉ QUE FIQUEMOS NA MISÉRIA TOTAL

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