Uma perguntinha


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Porque é que os funcionários públicos não podem ter o mesmo número de dias de férias e o mesmo número de horas de trabalho semanais que os outros trabalhadores?

Comments

  1. Pedro Nunes says:

    Outra perguntinha:
    Porque é que certos animais quando pensam em nivelar o número de dias de férias e o número de horas de trabalho semanais de todos os trabalhadores, só pensam em nivelar por baixo?

    • “certos animais”? Isso é ofender os animais. Porque os animais têm inteligencia, e este Osório não.

    • Porque se calhar só é possível aplicar essas regalias em organizações que não têm que se preocupar com ter dinheiro ao fim do mês. Já agora, se todos os funcionários públicos trabalhassem 40 horas, não se conseguiria fazer o mesmo trabalho com menos funcionários, diminuindo deste modo a despesa pública sem prejuízo do serviço público?

  2. eyelash says:

    Uma perguntinha!
    Porque é que os outros trabalhadores não podem ter o mesmo número de dias de férias e o mesmo número de horas de trabalho semanais que os funcionários públicos ?!

  3. nightwishpt says:

    Porque é que acha que os professores não têm? E porque é que quer medir a produtividade simplesmente à hora?

  4. Se não consegues uma resposta à tua pergunta, investiga.

  5. Carlos Rocha says:

    Pois, vamos continuar a gastar mais e mais dinheiro. Até podemos fazer melhor: 40 dias de férias para todos. Que digo eu, seis meses. Ah, como tudo é fácil para esta gente.

    • Maria João says:

      “Esta gente” é quem trabalha certo? Malandros! Está bem que lhes reduzimos 4 feriados, que lhes reduzimos salários com impostos e sobretaxas e taxas, está bem que eles estão a pagar o BPN, o BANIF, o toda a tralha bancária que nos arrastou para a perda de soberania, mas isso não é razão para se queixarem da perda de uns dias de férias, ou seja, de novas descidas salariais. Que maçada “esta gente” achar que tem o direito de se queixar e de achar que o privado devia ter as mesmas horas!
      Querem estragar-me a vida, não?
      Vão lá trabalhar, que eu preciso de oferecer um Maserati à Ritinha, que faz 18 anos para a semana!

  6. Podem.
    Acontece que o estado, aqui tem duas funções: Estado que regulamenta e Estado que emprega. O Estado que regulamenta fixou os mínimos aceitáveis a impor ao sector privado. Nada impede que os privados tenham mais dias de férias do que os funcionários (e alguns têm), e menos horas de trabalho (alguns têm). O que não podem ter é menos do que o Estado impôs.
    Mas o Estado também é patrão, e negoceia com o seu empregado, tal e qual um privado. Em tempos em que não houve aumentos de ordenados e houve congelamento de carreiras, houve, em troca, dias de férias. Qualquer privado pode fazer o mesmo. Chama-se negociar o justo salário. Seja em dinheiro, seja em dias de férias, seja em horas. Qualquer patrão pode pôr os seus empregados em igualdade com os funcionários públicos, e pode até ultrapassá-los em benesses.
    Quando o Estado baixa o salário dos funcionários (em dinheiro, férias ou horas) para os mínimos regulamentares, está a dar um mau sinal aos privados que muitas vezes seguem o modelo da função pública. Se o Estado deve dar o exemplo na sua relação com o trabalho, ao fixar-se nos mínimos está a querer indicar que aqueles são também os máximos e isso é mau para os trabalhadores privados.
    Aos funcionários públicos, que são servidores do Estado, devem ser dadas condições de trabalho, e garantir e exigir que eles cumpram a sua missão. O salário deve ser justo e negociado. Não tem de ser comparado.
    A não ser que o comentador gostasse de ver o seu salário comparado com o de quem lhe faz as tshirts.
    O funcionário público não consegue declarar menos do que ganha. Conheço muitos privados que declaram menos do que ganham, e nos últimos anos antes da reforma, declaram então o que lhes convém para a reforma. Isto, além de ser uma fraude, falseia os dados de comparação.
    Quer que os funcionários públicos sejam comparados com aquilo que todos dizem ser fraudes?

  7. Tiago Ferreira says:

    …e porque será que muitos portugueses só lutam contra os direitos dos outros e não lutam pelos seus?

  8. Tiago Ferreira says:

    … e porque será que muitos portugueses parecem ser tão amiguinhos, nestas situações, de quem os explora e trata tão mal?

  9. José Couto Nogueira says:

    E porque será que muitos portugueses têm inveja dos benefícios dos outros mas não se esforçam um mínimo para terem os seus?

    • Esta foi a melhor de todas. Como se a entrada na função pública dependesse do mérito e do esforço e não de outros factores menos nobres.

      • Não sei como foi consigo. Comigo foi através de provas, entrevistas e avaliação através de empresa de psicotécnicos. Ainda hoje faço parte, por vezes de juris, e as escolhas são assim: às cegas e por concurso com provas e entrevistas.

      • António Fernando Nabais says:

        Que factores menos nobres? Mas de que funcionários públicos está a falar? Se nos limitarmos aos professores, a maioria entrou por concurso nacional, com base na nota de estágio, o que, mesmo não sendo uma garantia absoluta de qualidade, é uma defesa bastante segura contra o compadrio. Raciocine e informe-se!

  10. Contaram-nos que estávamos a entrar na 3ª Vaga, na 3ª Revolução Industrial, aquela que traria menos horas de trabalho e melhores condições laborais. Mais tempo para o lazer e tempos livres, mais tempo para sociabilizar, mais tempo para a cultura e mais tempo para a criatividade.

    Retrocedemos, alegremente, (para alguns, incluindo o autor do poste) à 1ª Revolução Industrial. Se podemos analisar estes tempos idos e compreendê-los à luz do presente, já o mesmo não é aceitável quando se quer voltar a esse tempo à luz do passado.

    Será porque não tivemos a nossa Revolução Industrial desses tempos e a corte preferiu pavonear-se com as sedas e as perucas e os ouros e pratas do Brasil?

    • Mário says:

      Dizem que o Homem se distingue dos outros animais, entre outras coisas, por ter uma inteligência superior que contribui para a evolução da espécie humana no que concerne a busca de uma melhoria contínua das condições de vida para todos. Aqui, no nosso Portugal, pretendem os iluminados fazer o inverso- regredir nas condições de vida dos cidadãos portugueses, mas ao mesmo tempo permite-se que uma elite de exploradores e corruptos continuem a engordar as suas contas bancárias para que nada lhes falte, no presente e futuro. Temos de aprender com os nossos irmãos brasileiros. Bem hajam.

  11. revoltado1 says:

    Por nós portugueses serem invejosos é que estamos nesta situação, porque não elevar todos para o patamar dos que estão melhor’ não seria mais justo? o que sempre me causou urticária não foi isso mas os aumentos por percentagem ai foi na minha modesta opinião a causadora de tão grandes diferenças salariais, fui sou e ate prova em contrário contra aumentos á percentagem , porque não um x a todos por igual’ se um chefe já ganha mais por ser chefe não lhe caiam os compadres se levasse um aumento igual aos seus subordinados, isso sim agora ficar feliz porque quem esta bem vai passar para ao pé dos que estão mal? Devem e os que estão mal vir para ao pé dos que estão melhor não acha? Sr.º Carlos Osório não era isso mais justo?

    • Alguma coisa não está bem. Do que me lembro os aumentos têm sido à percentagem mas ao contrário. Isto é, quem ganha mais é menos aumentado. Nos últimos aumentos, que eu saiba, as chefias não sofreram qualquer aumento.

      • revoltado1 says:

        Pois mas isso só começou a acontecer depois de o País estar em crise, antes todos levavam a percentagem por igual, agora já veio muito tarde deveria ser por igual sem percentagens mas desde sempre, era o que eu queria dizer quando disse que nunca concordei com aumentos a percentagem

  12. MJoão says:

    Agora expliquem-me, com um crescente aumento de produtividade e riqueza, por que é que se continua a trabalhar 8h por dia, pelas quais se lutava há mais um sec. atrás?

  13. Olhe meu caro, o Bagão Feliz teve um “sonho” e acrescentou mais 3 dias de férias a cada português que trabalhava no privado. Esses três dias estavam dependentes da assiduidade. Não havia mais nenhuma questão negocial dependente. No caso dos funcionários públicos esses dias a mais de férias dependiam de tempo na carreira e idade do mesmo e foram em troca dumas negociações salariais. O governo do Guterres compensou os funcionários com mais uns dias de férias em troca de pontos diferenciais entre salários e inflação.
    Hoje os funcionários públicos têm 25 dias de férias se forem assíduos, se não faltarem se não meterem baixa. Assim como era no privado. Os mesmos dias a mais dos 22, que o privado cobardemente deixou que o governo lhes roubasse. Em proveito duma classe de exploradores. Que vive de salariados que na maioria das vezes nem ganha o suficiente para estar acima do limiar de pobreza.

  14. Ó Carlos Garcez Osório, então você faz uma pergunta e apresenta a foto com a “cábula” da resposta?… 😉

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