Como os trolls da coligação distorcem a realidade

Costa debate troll

Os trolls evoluíram e a vida de troll já não é o que em tempos foi. Nos dias que correm, a trollice surge incorporada nas estratégias eleitorais dos partidos sendo que, por cá, o insuspeito PSD é pioneiro na arte de distorcer e perverter a discussão dos temas essenciais com requintes de terrorismo virtual. Algo que de resto ficou provado durante as guerras online que marcaram as Internas de 2010 e as Legislativas de 2011, que incluíram a criação em massa perfis anónimos e incendiários nas redes sociais ou a manipulação do fórum da TSF, tácticas que surgem hoje renovadas e com um impacto incomensuravelmente maior.

Na antecâmara do período oficial da campanha eleitoral, a trollada da coligação volta a ser crucial, tendo um papel tão ou mais activo e influente do que a estratégia oficial na conversão das muitas almas perdidas por essas redes sociais fora. São as colagens absurdas ao Syriza, a presença permanente de José Sócrates em todas as discussões como se ele e Costa fossem a mesma pessoa, o fantasma do despesismo como se tal fosse um exclusivo do PS ou o constante ridicularizar de toda e qualquer proposta socialista apenas por ser socialista. Existem trolls para colocar estas mensagens em circulação e uma série de membros da claque da coligação para as disseminar até à exaustão e que nem sequer as precisam de ler, por mais estúpidas que sejam. Obediência cega ao querido líder em todo o seu esplendor.

Posto isto, chamaram-me a atenção para o grupo PSD – Distrital de Lisboa, no Facebook, onde toda e qualquer trollada é mais que bem-vinda desde que tenha como alvo o PS. Entre tanto lixo pseudo-argumentativo, aldrabices e distorções da realidade que por lá poderemos encontrar, destaco este cartaz, fabricado no já célebre gerador de cartazes, que nos diz que António Costa não quer debater com ninguém na TV. Ora, António Costa poderá ter muitos defeitos e com toda a certeza não será o meu candidato, mas no exterior do mundo encantado dos brinquedos e dos contos para crianças que mantém parte substancial das hostes da coligação anestesiada, foram precisamente os seus heróis, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, quem boicotou o debate entre os projectos políticos com representação na Assembleia da República. E boicotaram fundamentalmente por dois motivos: primeiro porque queriam, ao contrário dos restantes projectos, o privilégio de ter dois representantes nesse debate. Em segundo porque um debate desta natureza, em directo na TV e seguido seguramente por milhões de portugueses, poderia pôr a nu toda a propaganda falaciosa do regime, da manipulação dos números da economia ou do desemprego até a situação social caótica que alastra em Portugal. Seria, tal como o cartaz troll em cima diz, “a machadada final” nas aspirações de Passos e Portas. E escolha não foi difícil: depois da chantagem, a cobardia de quem deve e teme.

Apesar de tudo isto, existe quem perca tempo a difundir o cartaz em cima como se existisse nele a mais pequena partícula de verdade. Uns partilham porque interiorizam a função de peão bem comportado do regime, em busca de um tacho e de mero reconhecimento, outros apenas por serem parvos. Mas mais parvos do que eles são os “estrategas” do PS, que não sabem fazer uso dos mesmos recursos para levaram a cabo uma ofensiva similar. Ou serão mais sérios? Não sei, isso cabe aos portugueses julgar.

Comments


  1. Pois é !

    Esqueceram de dizer que as trapalhadas propositadas são criação do mentiroso compulsivo e da outra…, como é que ela se chama?


  2. “Eles estão no meio de vós”


  3. Digamos que o Dão sebastiao Costa e as suas epistolas estão a ajudar muito!! E escribas com oculos duma lente só, também!!

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