Três coisas sobre o orçamento

Imagem: económico

1 –  em quatro anos tivemos oito orçamentos rectificativos.  Estamos falados quanto à credibilidade daqueles que agora apontam o dedo.

2 – aumentar impostos nunca é positivo. A alternativa (corte de 600 milhões nas pensões, lembram-se?) também não.

3 – irresponsável,  irrealista  inexequível:  tem sido a adjectivação da direita. Mas ilegal não será. O que constitui um alívio depois de 4 anos de borderlines constitucionais.

4,  porque não há duas sem três – Merkel transpirou hipocrisia ao elogiar um governo que não cumpriu um único orçamento e que falhou todas as metas a que se propôs. A direita do interesse nacional aplaudiu.

5 – esta série sobre o orçamento tem um claro problema na estimativa da dimensão. Ilustra como estabelecer metas que se possam aplaudir, para depois fazer algo diverso. Não me critiquem, sff,  apenas estou a repetir a fórmula do anterior governo. E que o actual também aplicará,  já agora.

6 – o problema orçamental resulta de se gastar mais do que se recebe. Não salvar bancos e deixar de patrocinar a iniciativa privada (p. ex.  IPSS e subsídios do IEFP para contratação) era capaz de poupar uns trocos. Mas, claro, o problema está nos salários de quem trabalha, merecendo receber por isso, e nas pensões de quem já as pagou.

Comments

  1. martinhopm says:

    Ao que julgo saber, o PàF em retirada, ou seja já com as eleições no horizonte, não deixou de untar principescamente as mãos das IPSS, mas a Norte do país.

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