O inferno na Terra

Eis o que resta da cidade de Homs, na Síria, uma cidade fantasma feita de escombros e cadáveres onde apenas aqueles que não conseguiram fugir ficaram. Forças governamentais, rebeldes e Daesh fizeram deste reduto de oposição ao regime de Bashar al-Assad um cenário de guerra apocalíptico. As bombas russas fizeram o resto. O inferno na Terra.

Milhares de habitantes desta cidade pegaram no que puderam e fugiram. A maioria encontra-se hoje em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia, outros arriscaram a sua sorte na Europa. A Europa da paz e da tolerância que agora quer deportar a maioria dos sobreviventes desta carnificina da volta para a Síria. Para os escombros e para a violência.

Solidariedade entre os povos?

Comments

  1. Pedro Marques says:

    Não será antes de concentração?


    • ?

      • Pedro Marques says:

        Não falaste em campos?


        • Ah, ok… não são de concentração mas também não são grande coisa… pelo menos não há lá nazis a matar ninguém!

          • Pedro Marques says:

            Não morrem por ai, morrem noutros lados. E o shôr excelentíssimo salazar também os tinha. O que interessa ver é que há muitas formas de fazerem o que os nazis fizeram. E por outras pessoas que se dizem democratas. Um abraço.


  2. Um legado do Presidente Obama em conluio com alguns governos europeus e cumplicidade por omissão dos restantes, será a destruição da Líbia e Síria sem qualquer solução. Longe vão os tempos em que se faziam ou inspiravam golpes de Estado para colocar um fantoche no poder. Agora usam-se drones sem necessidade de sujar botas ou sacrificar sequer uns quantos conselheiros militares. É destruir e do caos surgem movimentos extremista que aterrorizam populações, provocando êxodo que parece surpreender os hipócritas. Reclamando o seu lugar à mesa do tabuleiro, a Rússia juntou-se aos demais para se tornar parte do problema, duvido que queira fazer parte da solução para os refugiados…
    Sobre drones lê isto…
    http://economico.sapo.pt/noticias/dronedefender-a-arma-antidrones-que-desapareceu-misteriosamente-do-mercado_241370.html


    • Pouco importa se estão democratas ou republicanos na Casa Branca. os patrocinadores são sempre os mesmos. tenho, contudo, alguma esperança de ver o Bernie Sanders ganhar a nomeação democrata e conseguir fazer diferente. A ver vamos!

  3. Martinho Marques says:

    Em nome e sob a égide da “feliciade no céu” ou da “justiça social” na terra ou, ainda, da “proteção do povo”, cometem-se sempre, desde tempos imemoriais, as maiores carnificinas, infligem-se os mais atrozes sofrimentos ao povo em nome do qual dizem atuar.
    Sociedade as Nações ou Organização (?) das Nações Unidas são um hino ao cinismo e à hipocrisia das Nações; isso, sim.


  4. agradecemos ao governo americano ao serviço das megacorporações que não querem petróleo nas mãos de estados – excepto se for a arábia saudita, esse lindo bastião dos direitos humanos.

Trackbacks


  1. […] A Síria é o palco do conflito mais complexo e destrutivo da actualidade, que não se esgota no objectivo da conquista do poder. Existem questões étnicas e religiosas à mistura, existe um fanático e imprevisível Daesh, existem facções nacionalistas, paramilitares e exércitos estrangeiros, rebeldes, terroristas, rebeldes-terroristas e milhões de civis indefesos a viver um pesadelo sem justificação. O inferno na Terra. […]