Manipular a economia é desígnio divino e não merece castigo.


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O Departamento de Justiça dos EUA pretende multar o Deutsche Bank em 14 mil milhões de dólares pelo seu envolvimento numa série de atentados terroristas que culminaram na crise financeira que afundou a economia mundial, levando países como Portugal e a Grécia na enxurrada. A jihad neoliberal arrasou tudo à sua volta, exceptuando, claro, as elites que tão bem souberam aproveitar o sangue nas ruas para comprar propriedade, como aconselhava em tempos um famoso terrorista venerado pela seita.

Acontece que os fanáticos não estão dispostos a pagar o montante em causa. Até estão dispostos a pagar qualquer coisita, mas nada que se aproxime sequer do valor anunciado pelas autoridades norte-americanas. Isto equivale a dizer que a organização alemã assume o seu papel na barbárie, mas não lhe apetece pagar o que lhe é agora exigido, algo que de resto já aconteceu no passado com os terroristas do Citigroup, notificados em 2014 para pagar uma multa no valor de 12 mil milhões de euros, da qual decidiram pagar apenas 7 mil milhões.

O que pretendem os extremistas? Simples: renegociar a dívida. Porque se existe uma multa, o valor a pagar passa a ser uma dívida que os terroristas têm para com o Estado norte-americano. O Citigroup conseguiu uma renegociação que lhe permitiu pagar apenas 58% da dívida inicial, o que traduzido para direitês lusitano equivale a algo como não honrar compromissos, ser incumpridor ou não ter credibilidade. É escolher a que melhor lhe aprouver. Claro que, neste caso, os clérigos locais do fundamentalismo neoliberal festejam de AK-47 numa mão e fotografia do Pinochet na outra. Dívidas são coisa para pobre pagar, não para peregrinos de paraísos fiscais.

Seguindo o exemplo dos seus pares, o Deutsche Bank já informou a sua intenção de renegociar o valor em cima da mesa, opção radicalmente vedada às vítimas da sua acção terrorista. Manipular a economia é desígnio divino e não merece castigo. Já os infiéis devem ser severamente punidos e, se possível, escravizados e submetidos ao totalitarismo dos mercados. The weak ones are there to justify the strong.

Foto@Wikipedia

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