Zona de desconforto


trump-lepen-2015
Miguel Szymanski

Adoramos Cohen ou Bowie e sabemos onde é a Gulbenkian. Não usamos palitos à mesa, fazemos gala em ir ao casamento de amigos gay e somos contra alimentos geneticamente modificados, porque sim. Passamos férias em cidades interessantes, onde temos amigos e conhecemos cafés e restaurantes óptimos e achamos importante que as nossas filhas e filhos aprendam violino, piano ou pelo menos flauta.
Sorrimos da gramática e ignorância da população tendencialmente obesa que ouve Ágata e se alimenta de frango industrial, bebe vinho de pacote e refrigerantes açucarados e pensa que a Teresa Guilherme e aquele senhor do Preço Certo são vultos da cultura.
Depois, um dia, admiramo-nos que as massas incultas usem a democracia para nos puxar o tapete debaixo dos nossos sapatos elegantes.

Comments

  1. Renato says:

    Bem, rico, que post tão interessante…😊. Isso são problemas de consciência? Eu não uso palitos à mesa, bebo vinho de pacote, vou a casamentos de amigos gay (se me convidarem) e como frango industrial. O mundo em que se movimenta é um bocado compartimentado. . já agora, há muita gente que vê a Teresa Guilherme e não gosta do Trump. do mesmo modo que há tocadores de flauta que votam nele.

    • Rui Naldinho says:

      Do blog C de…
      C de Comunicar, C de Conversar, C de Comentar, C de Criticar, C de Conhecer, C de… Cultura

      “A cultura do Pimba e as nódoas

      Vou ser politicamente incorreto.

      Nesta “democracia” políticos corretos não têm “sucesso”. E eu, cruzes canhoto, não sou político.

      O que está a dar é a cultura Pimba. Na política, “palhaços”, Tiriricas, Beppes Grillos, e outros que tais, são a “cultura oficial” desta “democracia”. São a bebida que adormece os cérebros para que as pessoas não precisem de pensar. E, não pensando não precisam de agir, de se incomodar. Esquecem os problemas e a falta de dinheiro. Basta-lhes rir que é mais saudável.

      Pensar é perigoso para esta “democracia”

      A “comunicação social”, alimenta esta cultura. O que é preciso é contentar as audiências. Isto é o que parece ser correto dizer. Mas, como prometi ser politicamente incorreto, vou dizer a verdade que incomoda alguns:

      Os responsáveis da Televisão, os “jornalistas”, os “comentadores” lá colocados, de cultura nada percebem. Talvez de futebol. Talvez, ou, provavelmente, nem isso. Mas como foram lá colocados pelos amigos que, quando ouvem falar de cultura, sacam a pistola, são os tipos certos nos lugares certos. Seria perigoso que esses tipos fossem cultos, no sentido progressista da palavra. Não vá o cão morder o dono.

      As nódoas e…
      Esses (ir)responsáveis, esses que se apelidam de jornalistas, como jornalistas são umas nódoas. Não estão lá para utilizar benzina para limpar o Governo, (como dizia o Eça) mas, ao contrário, estão nesses cargos para espalhar as nódoas, disfarçando assim o contraste que evidencia a nódoa num tecido limpo.
      Segundo a sua teoria, de alimentadores de nódoas, o pano deixa de ser branco para ser uma nódoa pegada. Está então conseguida a sua função. Fica o povo sem perceber que a grande nódoa é nódoa e passa a acreditar que é a cor normal do tecido. Há nódoas como a do Relvas que só cortando o tecido conseguem sair. Mas fica o buraco no tecido já esgarçado.

      O mérito de Mário Soares

      É esta a “democracia” porque tanto lutou Mário Soares quando conseguiu meter o socialismo na gaveta. Trancou-o bem escondido, para que ninguém mais se lembrasse desses seus maus exemplos de juventude. Assim, com a indispensável ajuda de Kissinger e Carlucci, lançou aos ventos o Socialismo Moderno, o Socialismo “democrático” forma camuflada de espalhar a nódoa para que não se perceba qual a cor original do tecido.

      Do povo que engoliu esta “cultura” e comprou como novo o tecido sujo, velho impregnado de nódoas, como sendo uma modernidade, do tal povo que referiu Guerra Junqueiro, espero falar brevemente.

      Por agora, mais não digo, pois quero ir ouvir as notícias do Relvas.
      Uma nódoa saiu mas deixou um buraco…”

  2. A grande maioria da elite universitária estava com Hitler! Heidegger era nazi desde 1933.

    • Miguel Szymanski says:

      Está provavelmente a falar da elite universitária que sobreviveu. Porque a verdadeira elite universitária alemã nos anos 20 e 30 eram judeus.

  3. António Correia says:

    Zona de desconforto para quem ?

    Se é pelos dois da foto não me parece.

    Agora quem anda a mamar caviar e a prometer amanhãs que cantam, pode vir a ter surpresas.
    Os parasitas estão apavorados.

  4. Nightwish says:

    O Miguel lá sabe da sua vida.

  5. Anónimo says:

    Cultura é “um complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade” (via Wikipédia)

    Se a maioria são “massas incultas” elas serão, por maioria e por definição de cultura, o corpo da cultura.
    Se a minoria são “massas cultas”, elas vivem isoladas numa redoma, alimentadas pelas designadas “massas incultas”.

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