Lettres de Paris #14

Où aller, la première fois qu’on voit Paris?

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Escrevo esta carta muito cedo hoje. Estou com pressa. A minha pressa é a da duração de um voo de alguém que vem de Lisboa para (me) ver (em) Paris. A pressa são das saudades que tenho dessa pessoa que espero ver daqui a umas breves horas. Breves se comparadas com aquelas em que não nos vimos, há 18 longos dias. Não, na verdade, não é que tivessem sido assim tão longos esses dias. Tempos virão que serão mais de 18 e talvez mais longos. Mas não vale a pena pensar nisso, por enquanto. O seu a seu tempo, a angústia da antecipação é uma coisa que desaprendo, embora devagar.
 
Apesar de tudo, das saudades quero dizer, fiz o mesmo de sempre, hoje, exceto que descobri novas ruas em que nunca tinha reparado, como a Rue du Jardinet e a Rue Monsieur-le-Prince. A primeira com o outono ao fundo. A segunda cheia de revoluções a cada esquina. As paredes de Paris falam connosco uma língua que alguns de nós conhecem bem. Interpelam-nos. Inquietam-nos. Aqui uma citação de Brecht, das Artes da Revolução. Acolá, um homem de olhos azuis diz-nos o que é a educação. Depois uma frase alegadamente de Victor Hugo – ‘a war between Europeans is a civil war’ – a lembrar-nos o que devíamos ser, Europeus, e a não nos deixar esquecer o que se passa hoje, entre nós. Uma guerra civil, portanto, mesmo se as armas não têm munições, ou mesmo que as munições sejam outras. Noutra parede da Rue Monsieur-le-Prince um casal está debaixo de um chapéu de chuva olhando em direções opostas. Calha bem, porque hoje chove em Paris e afinal, é uma cidade como todas as outras, indiferença incluída. Por cima do chapéu de chuva do casal um relógio sob o qual está escrito ‘Work Zombie’. Os ponteiros são euros, dólares, libras e ienes. É disto que nos falam as paredes do ‘quartier’ universitário de Paris.
 

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Maravilha, maravilha seria acabar com esses fins-de-semana improdutivos.

E aproveitar as 18 horas de trabalho que um dia devia ter. Isso sim.

Bruxelas deixa passar OE

Eis um misto de imperialismo e provincianismo. Quando é que a perda de soberania foi a votos?!

“Os Truques da Imprensa Portuguesa” em entrevista

obrigado internet

Obrigado, Internet
Convidado: Os Truques da Imprensa Portuguesa | 05 Nov, 2016

A página do Facebook “Os truques da imprensa portuguesa” tem colocado em questão diversas notícias da nossa comunicação social. Há quem concorde que há truque e há quem diga que é um braço armado do PS, à semelhança do que foi o Corporações. Um podcast com interesse para quem acompanha o assunto. Aqui fica uma espécie de transcrição, muito aligeirada.

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Afinal, qual é o problema da imprensa com Tiago Brandão Rodrigues?

Os Truques” apresentam uma hipótese. Ou melhor, 65.250 hipóteses amarelas.

Da boca para fora?

klimakonferenz

Corbis

Começou hoje em Marraquexe a 22.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, na qual os delegados irão discutir sobre os métodos para reduzir as emissões de gases com efeito estufa e como podem ser verificados os compromissos nacionais. Não se esperam resoluções desta cimeira; A tarefa é fazer trabalhos de casa, operacionalizando os objectivos estipulados no acordo mundial contra o aquecimento global, através de regras específicas.

Veremos como os compromissos serão implementados… A julgar pelo caminho que isto leva – acordos comerciais transatlânticos? Bens básicos a deambularem ao redor do globo?- a implementação vai ser ainda muito mais complicada do que foi o caminho para se chegar a este acordo!

Factos? Quem quer saber de factos?

factos

Segundo o JN, Tiago Brandão Rodrigues “desce” porque, apesar dos factos, que “parecem ilibar o ministro“, a “baralhada” – que Tiago Brandão Rodrigues não criou – é tal, que o ministro já não se livra da desconfiança. Entretanto, numa qualquer repartição do clube do avental, as tríades amarelas esfregam as mãos na perspectiva de mais uma vitória.

Se acha que este absurdo abre um precedente, em que “baralhadas” jornalísticas criam casos fracturantes do nada, desengane-se: a falta de rigor em muitas redacções deste país, aliada à manipulação da opinião pública denunciada e aos interesses que tomaram essas mesmas redacções de assalto, não são propriamente novidades. Factos? Quem quer saber de factos? O que interessa mesmo são as realidades de ocasião que se constroem, ainda que na sua origem estejam o boato ou a informação manipulada. E não é que funciona?

via Os truques da imprensa portuguesa