Dili

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Foi assim
há 25 anos.

Bernie Sanders

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“Milhões de americanos registaram o seu voto de protesto na última terça-feira, expressando a sua oposição feroz a um sistema político e económico que coloca a riqueza e os interesses das grandes corporações acima dos interesses do povo americano. Apoiei Hillary Clinton com grande empenho, fiz uma intensa campanha em seu favor, e acreditava que ela seria a escolha certa no dia das eleições. Mas Donald J. Trump ganhou a Casa Branca porque a sua campanha retórica obteve grande sucesso junto de uma população legitimamente revoltada, na qual se encontram muitos americanos que tradicionalmente votam no partido Democrata.

Estou triste, mas não estou surpreendido, com o resultado. Para mim não é surpreendente que milhões de americanos tenham votado no Sr. Trump por estarem fartos e cansados do status quo económico, político e mediático.

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A Psicóloga Cristã

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“Mas, ao mesmo tempo, como acolher os homossexuais?
A psicóloga acompanha famílias e pais e salienta que para aceitar o filho não é preciso aceitar a homossexualidade.
«Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer.
É como ter um filho toxicodependente, não vou dizer que é bom.»

in Família Cristã. A sério?

Rui Rio a querer levar a água ao seu moinho

Apontou a segurança social como exemplo de direito não sustentável. Se é um direito, pode ser recusado? E o buraco da banca, foi um direito? Quanta insustentabilidade não se resume a pagar a factura do BPN, do BES e do BANIF?

Se esta sopa requentada, impregnada de discurso sobre viver acima das possibilidades, é a alternativa a Passos Coelho, então muito obrigado, mas já tivemos que chegue para uma congestão.

Rui Rio, supõe-se, não é parvo, pelo que estará consciente das críticas que afirmações destas lhe trazem. Sobra, portanto, a intencionalidade das palavras, uma espécie de declaração dirigida, não aos eleitores, mas sim àqueles que podem mexer os cordões para o fazer chegar ao poder. Esses mesmos que ganharam com a política pafiosa de empobrecimento do país. Uma proclamação simples, na qual se lê nas entrelinhas “o Passos está em queda, mas podem apoiar-me sem risco, que eu continuarei a obra.” O discurso para os eleitores virá depois, devidamente polido, como no lobo vestido de cordeiro.

O eleitor não é inocente

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(publicada no diário As Beiras a 10/11/2016)

A propósito das eleições americanas, regressou ao debate uma questão que é um clássico da ciência política. Devemos criticar ou não os eleitores pelos resultados de candidatos com potencial destrutivo para a sociedade, como Marine Le Pen, Donald Trump ou o britânico Nigel Farage? Há quem julgue que não se deve culpar o eleitor. A culpa é remetida exclusivamente para os restantes candidatos e respetivos programas, desculpabiliza-se o eleitor argumentando, por exemplo, que nenhum candidato é bom, logo é aceitável votar num candidato desbocado.
A própria definição de democracia requer que ninguém deve estar à margem da crítica ou do escrutínio, inclusivamente o eleitor. Mas mais do que catalogar negativa e cegamente todos os eleitores deste perfil de candidatos, interessa sim interpelá-los em questões concretas e fundamentais. No caso dos candidatos referidos é especialmente difícil debater diretamente assuntos basilares da sociedade, como a igualdade de género, o respeito pelas minorias, a orientação sexual ou a laicidade. Mas quem não pode fugir a estes debates são as respeitáveis figuras públicas que apoiam personagens deste calibre. Entre os apoiantes de Trump estão veneráveis mecenas, banqueiros e personalidades como Clint Eastwood, Slavoj Žižek ou Rudolph Giuliani. É a estes que deverão ser colocadas as questões que dolorosas que vão do racismo à misoginia de Trump.

O nervosismo de Carlos Carreiras

cc

Carlos Carreiras, um dos mais fiéis súbitos da corte passista, reagiu com incómodo à entrevista de Rui Rio, sugerindo que o ex-autarca do Porto se candidate às Autárquicas. Seria um alívio, para Carreiras, se Rio seguisse esse curso. Afinal de contas, o coordenador autárquico do PSD está a demonstrar uma absoluta falta de competência para encontrar alternativas para os dois grandes centros urbanos, e, desta forma, matava dois coelhos com uma só cajadada: mantinha o ventilador do passismo ligado, adiando a anunciada morte política do chefe, e enviava Rio para o matadouro, onde o outro Rui, o Moreira, com uma alargada base de apoio popular e partidária, o retalharia alegremente, enfraquecendo a posição do mais recente pesadelo de Passos Coelho.

Compreende-se o nervosismo de Carreiras. O fim político de Passos Coelho poderá retirá-lo da ribalta laranja e remetê-lo para o exílio político em Cascais, que não sendo propriamente o inferno na terra, não tem paralelo com o poder de ser um dos homens fortes do líder do maior partido da oposição. Os poleiros, grandes ou pequenos, deixam sempre saudades a quem vive para eles.

Foto@Jornal de Negócios

Obamacare: o primeiro recuo de Trump?

Depois de prometer acabar com a reforma do sistema de saúde de Obama nos primeiros 100 dias de mandato, Trump parece agora inclinado para aceitar uma versão alterada da lei. Sai um chá para a mesa do Tea Party.