É o discurso da direita  que agiganta a Geringonça

Rui Naldinho

A nossa direitinha Tuga apostou forte no desconchave da geringonça, mas o raio da maquineta não há meio de se estatelar!

Ilustração: Hélder Oliveira / Expresso

Nunca conseguiram digerir o seu afastamento do Poder. E com isso foram cavando um túnel entre a realidade e os seus traumas. À medida que o tempo passava foram desenvolvendo uma retórica derrotista, de tal forma penosa, que até conseguiram transformar em pouco tempo uma coligação que tinha todas as condições para sofrer abalos vários, fruto das suas diferentes formas de abordar a UE, a NATO e o Tratado Orçamental, numa máquina sincronizada. [Read more…]

Valha-lhes São Schäuble

Com estas palavras de Pierre Moscovici, a Comissão Europeia deitou para o lixo um ano de discurso do medo.

PSD, CDS e outros terroristas da palavra ficaram desarmados e balbuciam incoerências, mas apenas porque a sua profissão é não estar calados.

Jornalistas, à míngua de apocalipses para títulos, gaguejam e nem São Schauble, padroeiro dos sem alternativa, lhes vale.

Enfim, uma chatice! Pior: uma geringonça! Pior ainda: o diabo!

Passos Coelho

A Esquerda deve agora, repito, agora, defender, com os devidos recato e inteligência, o actual líder da oposição. No interesse da própria Esquerda e no interesse do país.
Eles vêm aí.

Que divertido que tudo isto é

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Alguém pode avisar o Camilo, o Passos e restantes que andaram a repetir o Moedas quando lhes dava jeito?

O Diário do Professor Arnaldo – Começaram as pressões

Louvo a paciência dos autores deste blogue, que continuam a aturar-me mesmo quando passo anos sem dar notícias.
Pois é, ainda cá estou. Mais ou menos no mesmo sítio, mais ou menos a centenas de quilómetros. Dá para ir a casa uma vez por mês – também não é preciso mais, não está lá ninguém para me receber.
Calei-me durante anos porque o ex-director da minha escola era um facínora. Alguém lhe segredou que tinha sido eu a denunciar as fomes que medravam pela escola – não era culpa dele, mas tomou-se de dores. Muitos dos socratistas eram assim, piores do que o próprio Sócrates.
Felizmente, nova Escola, novo Agrupamento, nova Directora e novos alunos. Mas professores são professores e há coisas que nunca mudam!
Ontem, fui pressionado pela Directora de Turma por causa das notas que dei aos alunos dela – os alunos dela, os meus meninos.
Que dei muitas negativas, diz a coisinha. Que assim não pode ser. Que os pais começaram a reclamar.
Fiquei a olhar para ela. Sempre ouvi dizer, nos últimos dois anos, que é um bocado vaquita para os colegas, mas não esperava que viesse confrontar-me logo em Novembro. A propósito do primeiro teste que os alunos fizeram neste ano.
– «Ora, adoro aqueles miúdos, portam-se muito bem nas aulas, mas se tiveram negativa foi porque não estudaram. Queres que estude por eles?»
E acrescentei:
– «Não te preocupes, no fim do ano passam todos! Tu encarregas-te disso.»
Ficou ofendido, o estafermo. Que isto, que aquilo, que eu não tinha direito.
Se estivesse mal disposto, tinha-lhe dito que o caralho é que não tinha direito. Virei costas e fui almoçar, como sempre, ao sr. Costa. Sopa, pão, prato de peixe ou carne, 1/2 litro de vinho, sobremesa e café, tudo por 5 euros. Valia a pena responder à avantesma, logo hoje que era arroz de pato?
A directora de turma, disfarçada de guarda pretoriana dos papás, é que teve sorte. Dormiu descansada, porque pôs na ordem um professor que teve o desplante de dar más notas aos seus alunos e que, da próxima vez, certamente pensará duas vezes.
Como é que ele se atreveu?

O OE2017 está em “sério risco de incumprimento”

Can’t you see I’m easily bothered by persistence?

— Darrell, Paul, Anselmo & Brown, “Walk

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Saúde-se a Comissão Europeia por “não avançar com uma suspensão de fundos a Portugal”, mas lamente-se profundamente a decisão de “deixar passar a proposta de Orçamento do Estado para 2017”.  Ao contrário daquilo que a Comissão Europeia anda por aí a “revelar”, o Orçamento do Estado para 2017 não está em mero “risco de incumprimento” coisíssima nenhuma (como diria Gaspar).

Se a Comissão Europeia lesse com atenção aquilo que se publica no Aventar, saberia que os OE da República Portuguesa estão, isso sim e há muitos anos (lembrete: desde 2012), em “sério risco de incumprimento” das regras que o seu criador estabeleceu quer para si próprio, quer para os serviços, organismos e entidades que de si dependem, quer para o sistema educativo, quer para o sítio do costume.

O sítio do costume? Bem lembrado.

dre16112016

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O Homem que Plantava Árvores

“O homem que plantava árvores” é um magnífico filme de animação baseado no livro com o mesmo título  de Jean Giono.
Conta a história de um homem que plantou uma floresta inteira num local árido e inóspito. É um filme que fala de Esperança.