A rebaldaria em Gondomar e a cumplicidade do Presidente da Câmara

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A besta proprietária deste carro mudou-se há pouco tempo para a rua e já encontrou o seu lugar privativo. Todos os dias, ao fim da tarde, chega a casa, estaciona no mesmo sítio de sempre e vai descansar. Se for 6ª Feira, só volta a pegar no carro na 2ª de manhã. Não interessa se há lugares uns metros mais à frente ou atrás – e muitas vezes há. Ali está melhor, porque fica à porta de casa.
E é ver os muitos jovens que vivem por aqui, numa rua muito movimentada, a terem de ir pelo meio da rua para atravessar. No dia em que forem atropelados, fora da passadeira, a culpa nunca será da besta que a ocupa, mas sim de quem atropelou.
Estou perfeitamente à vontade para falar do Marco Martins, Presidente da Câmara de Gondomar. Tinha 14 anos quando o conheci, na Escola Secundária onde cheguei a dar-lhe algumas aulas. Moí-lhe o juízo durante 2 anos, já ele era Presidente da Junta, para instalar uns pilaretes na minha rua que impedissem os condutores de estacionar em cima do passeio. Votei nele nas Autárquicas de 2013. Nele. Por ser ele. Não por ser do PS.
Mas ao fim de 3 anos, o que vejo, com desilusão, é uma mão-cheia de nada no que toca aos direitos dos cidadãos e em particular dos peões – aqueles que, na selva do trânsito, mais precisam de ser defendidos. E não me venham com a pesada herança do Major – é verdade que foi pesada, mas para isto a desculpa não cola.
Pintar passadeiras. Instalar sinalização. Criar baías através do estreitamento dos passeios nas zonas de atravessamento de peões. Reforçar a acção da Polícia Municipal nessas áreas. Pedir a intervenção da PSP e da GNR. Pilaretes. Sinais luminosos. Sensores. Bloqueadores. Quantos milhões eram necessários, Marco? [Read more…]

Chamemos a isto jornalismo de qualidade!

Rui Naldinho

Para o fotógrafo, “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Se isso é inteiramente verdade para Yann Arthus-Bertrand, como documentarista acrescentou-lhe a voz humana e os sons da natureza, para que tivéssemos uma percepção mais verdadeira da Humanidade.

Foi esse o contrato que o fotógrafo, jornalista e ambientalista francês fez com o espectador, ao produzir uma série  documental que foi estreada em 2015 na ONU, com o titulo “Humano”. Os representantes dos diversos países com assento nas Nações Unidas puderam vê-lo em estreia, numa versão para cinema, conforme desejo do autor.

Yann Arthus-Bertrand

Yann Arthus-Bertrand

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Fidel, o alentejano

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Jornalismo cinco estrelas e três quartos. A TVI com o directo dos pobres, os que não têm dinheiro para o avião.

António Barreto e os aspectos

Segundo Barreto, aspetos novos. Efectivamente, os aspetos são novos, exclusivosdesnecessários — além de maus e preocupantes.

Que grande lata, Maria Luís

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Igualmente mau e insultuoso é acusar António Costa de despejar milhões do BES, caso estivesse no lugar de Passos quando o banco se desmoronou. Não que eu duvide que Costa fosse capaz, algo que já não podemos comprovar na prática, mas a simples especulação, vinda de alguém que afirmou aos portugueses, com a mesma convicção que o seu governo nos garantia que receberíamos a devolução de 35% da sobretaxa no final de 2015, que a intervenção do governo que integrou no BES não custaria um cêntimo aos contribuintes, depois dos milhões que lá enterrou, requer uma lata tremenda. Quando é para fazer estas figuras, não dará para escolher um porta-voz mais credível?

Foto@Dinheiro Vivo

Fidel

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1926 – 2016

Pieguices, parvoíces e outras disfuncionalidades

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Perdida no seu próprio vazio, a bancada parlamentar do PSD aproveitou ontem uma intervenção polémica do secretário de Estado do Tesouro, para explodir em indignação e se fazer notar. Segundo Mourinho Félix, que reagia a uma intervenção na qual António Leitão Amaro afirmou que o actual presidente da CGD teve acesso a informação privilegiada do banco antes de assumir funções, o deputado do PSD “tem um profundo desconhecimento do RGIC [Regime Geral das Instituições de Crédito] ou uma disfuncionalidade cognitiva temporária“.

A indignação, a meu ver, insere-se na categoria das indignações parvas, porque assume que Leitão Amaro tem, efectivamente, uma disfuncionalidade cognitiva, ainda que temporária. A menos que ser acusado de ter “um profundo desconhecimento do RGIC” possa ser encarado como um insulto, o que me parece excessivo e, uma vez mais, parvo.  [Read more…]

Europa ou Morte

Europe or die - Vice News

Desde 2000 mais de 27 000 migrantes e refugiados morreram ao tentar fazer a perigosa viagem para a Europa. Desde 2014 um número sem precedentes de pessoas tentam, e muitos conseguem, entrar na Europa. A “Europa”, sem rumo, de mente embotada, não consegue reagir. Não acolhe os migrantes e refugiados, não financia os países de fronteira para que consigam conter e lidar com a situação. No meio disto tudo o populismo cresce e as pessoas morrem.

Esta reportagem da Vice News em quatro partes mostra o que se está a passar nas fronteiras mais sensíveis. A reportagem é de 2015 mas, infelizmente, continua muito actual.

Depois do corte veja como ligar as legendas (espanhol, francês ou italiano), assim como a ligação para cada um dos episódios.

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Lettres de Paris #31

Dans ma tête il ya une grosse confusion

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Hoje também não tirei fotografias, por isso uso uma de outro dia qualquer, que até se adequa, do caminho que faço alguns dias para o Ladyss. Hoje fiz esse caminho bastante cedo. Tinha reunião logo de manhã com os colegas do meu ‘eixo’. Chovia quando acordei e o céu era cinzento chumbo. Não tive tempo para beber um expresso sequer, fora de casa. Lá fui eu a toda a pressa para não chegar atrasada. Cheguei uns 5 minutos depois da hora, mas houve muita gente que chegou bastante depois de mim.
Tive de me apresentar em francês, pois claro, a uma boa parte dos meus colegas do Ladyss, procurando não dar muitos erros, mas certamente dando. Uma boa parte deles nunca os tinha visto por ali. Acho que me desculparam os erros e foram todos simpáticos. Disse-lhes que esperava que no dia 16 de janeiro, quando fosse a minha vez de apresentar o seminário, esperava falar melhor francês. O meu problema não é a pronúncia – que é boa, sem modéstias. Nem o vocabulário, que também não é mau. É o tempo que demoro a falar, acho eu e os tempos verbais. O francês não é assim uma língua muito fácil e uma coisa é falar na rua e nos cafés, ou em conversas informais com os colegas, outra, bem diferente, é fazer uma apresentação do meu trabalho. Pode ser que em janeiro já fale mais depressa. Mas não é fácil. E depois, na minha cabeça vai uma trapalhada. Continuo a pensar em português, a maior parte do tempo, mas a verdade é que também o faço em francês e em inglês numa alegre misturada. Vá lá que aqui não corro risco de acrescentar a estas três línguas o castelhano e o italiano. Já aconteceu falar em castelhano com uns espanhóis num sítio qualquer, mas foi tudo.

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