Ignorância do jornalismo

Declaração de intenções: nunca votei no PC. Por outras vias, sou muitas vezes acusado de ser quase anti-PC primário. Diria que talvez, mas só quando ele aparece a festejar uma vitória com um chouriço, sublinhando a nova política desportiva do Herrera ou dos seis milhões do central do Braga. Falasse assim quando perde e talvez a solução estivesse mais perto que o fim.

Mas, o post não era para ser sobre isto. Fugiu-me a tecla para o sentimento.

Dizia eu, que não sendo eleitor comunista, olho para o Congresso do PC como um encontro de gente que, acima de tudo faz política. Eles não brincam em serviço e as Teses são mesmo discutidas. Quem ouviu algumas das intervenções percebe que eles não estão (pelo menos todos) atrás de um tacho ou apenas a tentar ganhar palco. Para um comunista a actividade política é muito mais que isso. As entrevistas a alguns “comunistas comuns” mostraram que são de facto gente com outra preparação. E, nesse campo, nenhum partido português os bate.

Apesar da boa cobertura do Bloco, das sistemáticas sondagens, cada vez com resultados mais longe da verdade do voto…

Acompanho por isso integralmente o João Ramos de Almeida: “Nada de novo, portanto. Nada se aprende. Nem com Trump, Le Pen, etc., etc.”

Em oposição a esta pobreza da nossa Comunicação Social, a forma séria e inteligente como Adelino Maltez, hoje em representação da Reitoria da Universidade de Lisboa, falou na SIC Notícias.

Comments

  1. anónimo says:

    Ignorância do jornalismo, ignorância do autor, este post é sobre quê?

    • Do autor, sem dúvida. Pretendia e pelos vistos, não consegui, chamar à atenção para um texto e uma opinião sobre um acontecimento do fim de semana. De modo mais amplo, destacar a péssima cobertura jornalística que é feita sobre a vida e as posições do PC.

  2. Mário Reis says:

    Já militei. “Assisto” por agora. Mas posso assegurar, que não é comparável a nenhum dos outros.
    Que passe então a “fugir” a tecla, o apoio e a lucidez de compreender cada vez mais, o João Paulo e muitos de nós, da importância e da necessidade de um partido, que com todos os defeitos e virtudes, frequentemente descontrói as “cantigas de amigo” que nos embalam e põe as coisas de pernas, nem está para servir clientelas.

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