Pedro Frazão apoia 1143

Perfil do deputedo no Threads em 24/01/2026

O CHefe continua sem se demarcar do esgoto neonazi que é a seita 1143. Bárbara Reis desmonta com mestria a “entrevista” onde Ventura não vai além de meias palavras e mentiras.

A verdade é que a ligação é inequívoca e um não se distingue do outro. Cobardes como são, escondem-se fazendo de conta que não mas agindo como sim.

O valor do silêncio

Primeiro vieram buscar os socialistas, e eu fiquei calado — porque não era socialista.

Então, vieram buscar os sindicalistas, e eu fiquei calado — porque não era sindicalista.

Em seguida, vieram buscar os judeus, e eu fiquei calado — porque não era judeu.

Foi então que vieram buscar-me, e já não havia mais ninguém para me defender.”

(Martin Niemöller)

Foi após o 25 de Abril de 1974, que se consagrou o direito ao silêncio, como um dos maiores expoentes da Democracia. Pois que o silêncio deixou de ser uma arma de opressão e repressão, e passou a ser uma garantia de que ninguém poderia ser prejudicado por não falar. Passou a ser um direito, tanto mais para não se auto-incriminar. Até porque falar ou não, é um direito pessoal, manifestação de livre vontade do indivíduo.

Isto, após o regime do Estado Novo de Salazar, em que se impunha o silêncio a quem pretendia se expressar de forma contrária ao que o regime ditava como certo ou errado. E impunha-se pela força, fosse por espancamento ou mesmo morte. Impunha-se até em julgamentos nos tribunais plenários, com espancamentos diante dos olhos de magistrados em pleno julgamento.

Sim: o Estado Novo de Salazar matou gente. Matou a tiro, por tortura, por degredo. E castrou o pensamento livre, calando com censura, garantindo-se com eleições forjadas, matando opositores, prendendo a crítica, tudo sob a batuta do medo. E no mais terrífico silêncio imposto.

O objectivo do silenciamento foi sempre um só: permitir ao Estado Novo, a manutenção do status quo das ditas elites, garantindo a submissão dos demais.

A Democracia, por seu turno, permite o debate de ideias, expressão livre do voto em eleições sem fraudes, e até mesmo, que aqueles que não comunguem dos ideais da Democracia, defendam teses autocráticas.

Porque a Liberdade, enquanto valor estruturante de qualquer Democracia digna de tal nome, permite isso mesmo: que se fale, que se expresse, que se verbalize. Pois que na Democracia, respeita-se o silêncio. Não se impõe. [Read more…]

V-E-R-G-O-N-H-A

Então, Ventura, já há expulsões ou não?

Imagem: PÚBLICO

Rita Castro, João Peixoto, Rui Roque, André Caeiro. “O PÚBLICO pediu uma reacção ao Chega, mas ainda aguarda resposta.” Talvez o sr. Ventura se digne abrir a boca numa das muitas ocasiões que as televisões lhe venham a dar – esta semana já vai em três entrevistas. Segunda-feira, RTP; Terça-feira, CMTV; Quarta-feira, RTP novamente. A palhaçada não se faz sem palco, é preciso não esquecer.

Botas cardadas

“O fascismo é uma minhoca
Que se infiltra na maçã
Ou vem com botas cardadas
Ou com pezinhos de lã.”

Longe vão os tempos em que os fascistas se deslocavam pelo Rectângulo com pezinhos de lã. Agora é vê-los ameaçar e agredir sem filtro ou vergonha, de botas cardadas calçadas, em todo o esplendor da sua delinquência criminosa, a espancar cidadãos comuns na sopa dos pobres ou à porta de teatros.

A normalização do terrorismo a que temos assistido, por estes dias – que, estranhamente, não levou ao rasgar das vestes dos hipócritas securitários, que podem ter lá um ou outro amigo – tem várias origens.

Tem raízes na seita do Bolsonaro da Temu, na postura do PAR quando legitima o discurso troglodita no Parlamento, na importação do pensamento neofeudalista, distribuído a baixo preço, em reels e tiktoks, por aspirantes a techbros, e, claro, nos burlões do YouTube, que descobriram que o ódio, a violência e a redução das mulheres a objectos são negócios tão ou mais lucrativos que a promoção de casas de apostas ilegais. [Read more…]

A ilusão da identidade nacional

A extrema-direita gosta muito de falar de uma coisa a que chama “identidade nacional”, porque acreditam, uns, ou fingem acreditar, outros, que há uma definição muito simples para isso.

Para essa gentinha, os portugueses são muito católicos, descendem todos directamente dos que assinaram o tratado de Zamora e têm sangue de cristãos que bateram nos mouros entre 1147 e 1249, quando conseguimos expulsar heroicamente a mourama, atirando-a ao mar. Os bravos descendentes desses mesmos portugueses fizeram-se aos oceanos e deram novos mundo ao mundo, espalhando desinteressadamente, e para ilustração dos selvagens, a cultura e a Fé.

A História deu as suas voltas, mas, para a gentinha, a identidade ficou esculpida no granito do tempo, ao ponto de ser facílimo identificar um verdadeiro português ao fim de um curto questionário. Há um nós que não se confunde com os outros. Identidade, aliás, vem de idem, o mesmo – o outro é alter, Deus nos livre de tal coisa, especialmente de for o Deus de Ourique, porque não há outro melhor.

A identidade é algo que só se pode descobrir na sua absoluta incompletude, tal como uma fotografia nunca será mais do que um momento de uma pessoa e, mesmo assim, um momento incompleto, porque nunca está ali a pessoa toda, porque a pessoa é um contínuo cheio de descontinuidades. Só um tolo ou um desonesto poderá cair no simplismo bacoco e na consequente arrogância de explicar o que é isso da identidade nacional. [Read more…]

O Governo Decidiu Acabar com os Feriados do 5 de Outubro e do 1 de Dezembro

ELIMINAR ESTES FERIADOS É ACABAR COM A IDENTIDADE DO NOSSO PAÍS
Nunca ninguém, nem mesmo os responsáveis do anterior regime, o Estado Novo, vulgo fascismo, se atreveram a mexer nestes dias muito importantes para a nossa identidade.
A relembrar:
5 de Outubro 1143 – Assinatura do Tratado de Zamora, onde Portugal foi reconhecido como País.
1 de Dezembro 1640 – Restauração da Independência de Portugal, acabando com a dominação espanhola.
Será esta decisão um percursor de uma eventual perda da nossa independência?
Aqui temos mais uma decisão controversa deste nosso governo que como é evidente não deveremos apoiar.