Bobby Robson não me deixa saudades

O Fernando Moreira de Sá fez o elogio fúnebre do antigo treinador inglês do FC do Porto, Bobby Robson.
Lamento não partilhar dessa tristeza e, em relação ao agradecimento de todos os portistas, podes excluir-me pelo menos a mim.
Como treinador, nunca passou da mediania. Nunca ganhou nada de realmente importante. Como seleccionador inglês, foi um longo fiasco de 8 anos.
Como treinador do FC do Porto, retenho sobretudo a perseguição que moveu ao Domingos, o melhor jogador do plantel, durante uma época inteira. E retenho ainda mais a forma como, depois de o FC do Porto lhe ter dado a mão no pós-despedimento do Sporting e no cancro que o atormentou, moveu um processo em tribunal ao clube, mesmo sabendo que tinha sido libertado sem custos para ir treinar o Barcelona. Alegou depois que não tinha percebido os termos do acordo.
Dele, retenho ainda que, em quatro anos de Portugal, não se dignou a aprender uma única palavra portuguesa. Dir-me-ão que os ingleses não têm jeito para línguas. Depois de ter vivido este ano com um rapaz inglês que cá estava ao abrigo do Comenius, e que em meia dúzia de meses aprendeu a falar um português perfeito, esse argumento não me convence.
Bicampeão nacional? Até o Carlos Alberto Silva o foi…
Nunca tive jeito para elogios fúnebres. Respeito os mortos, mas as verdades são para se dizer.

P. S. – A propósito, morreu nos últimos dias alguém que também não me deixa saudades: Rui Cartaxana, um dos mais encarniçados anti-portistas que conheci. Que alcance agora a paz que não conseguiu ter nos últimos 30 anos de vitórias do FC do Porto.

O Sporting não joga nada

Ontem lá fui com os meus amigos a Alvalade ver o jogo com os Holandeses de nome impronunciável . À minha volta a mesma gente com ânimo redobrado vá lá saber-se porquê, pois há pouco mais de um mês já estavamos todos de acordo que o Leão não joga nada.

A teimosia pode ser uma virtude se estiver ao serviço da ponderação e da inteligência, mas se estiver ao serviço da mediocridade é insuportável. É como bater contra uma parede.

A táctica (seja lá o que isso for) é aqui no Sporting uma organização que coloca os jogadores a passarem a bola de uns para os outros sem saberem o que lhes fazer. Quando tentam invadir o meio campo adversário já toda a gante percebeu para onde vai a bola. Centros para dentro da área onde os defesas estão de frente e têm vantagem.

Em noventa minutos o Sporting teve uma oportunidade de golo, uma grande penalidade e falhou. Jogou setenta minutos contra dez jogadores do adversário e não conseguiu rematar uma vez à baliza.

O Paulo Bento não muda o quer que seja. Diz ele que a equipa está na corrida. Pois está, para segundo. Mas o pior de tudo é que já há nas bancadas quem ache natural jogar para segundo.

A mediocridade pega-se!

Treinador de fato de treino nunca deu bom resultado

Vamos invadir

Aqui há tempos um derby dos mais pequenos acabou à paulada e da da grande.
Agora vem a decisão e um dos maus fica com a taça.
Moral da história: se quiseres ser campeão invade o campo.

Nota de roda-foot: sou sócio do SLB

Freeport 5 – BPN 5

O Freeport a jogar em casa apresenta-se de vermelho mortiço, e cansado pelos últimas contendas. Nunca mais foi o mesmo depois da abada de 7 de Julho.                                              O BPN de equipamento alternativo, cinzento com umas dobras aqui e ali laranja. Tem vindo a ganhar confiança nos últimos tempos depois da vitória folgada sobre o adversário. O árbitro é o internacional PGR habituado a empates. Apita cada vez mais frequentemente e não deixa as equipas jogar. Quando uma das equipas ganha vantagem de imediato, o árbitro, arranja um livre perigoso junto da área. Penalties é que não há , mesmo quando são cometidos nas “barbas” das assistência.                                                                                                                               Ao intervalo o Freeport perdia por 3 a 0 mas o BPN não tem conseguido aguentar o ritmo de jogo. Depois de um golo óbvio e fácil, o segundo golo foi muito dificil de obter, com ressaltos e fintas esquesitas mas acabou por entrar. Estava o resultado em 3 a 2 quando num repente se chega a 5 a 5 com 3 golos nos últimos cinco minutos. Espera-se para esta última parte uma variação de resultado que tudo indica vai deixar o jogo ir para penalties .                                  Se formos para uma finalíssima é muito possível que se contrate um árbitro lá fora, o internacional Eurojust, que poderá ver, o seu principal elemento, ser renegado por uma das equipas ou mesmo por ambas!                                                                                                    O outro jogo épico prolonga-se há cinco anos, e o árbitro aguenta tudo e todos a ver se morre alguem para apitar para o final do desafio. Diz-se que esse resultado pode ter grande influência neste que se joga até às eleições de Setembro. Grandes jogos, com fintas de corpo, cotoveladas e perónios e tíbias partidas…

Planeta Ronaldo

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De repente já nada interessou. Nem os polícias baleados, nem a crise, os números da economia, a gripe A, tudo isso passou para um plano muito inferior. O quer contou foi Ronaldo, Cristiano Ronaldo. Qual o número de adeptos presentes, qual o número da camisola, o que iria o craque dizer… Eram esses os mistérios. Para cerca de 30 minutos de directo televisivo.

De um jogador de futebol, passou, pelo menos por uns momentos, para uma estrela galáctica. E as televisões nacionais e espanholas seguiram tudo a par e passo. Dos 80 mil no estádio – mais que Maradona no Napolés -, para largos milhões nos dois países e não só. Como se explica?

Os negócios de futebol

Não sei se já perceberam que os negócios no futebol se fazem por “pacote” . Normalmente aparece um treinador, por exemplo, vindo das profundezas de um futebol mediano ou mediocre (incluo os que nunca ganharam nada ou andam em equipas do fundo da tabela) e com eles vem meia equipa de jogadores.
Todos “Maradonas” ! Ao fim de meia dúzia de jogos logo se vê que há um que “dá uns toques” e que os outros só jogaram na praia. Na época seguinte tudo se repete.
O Leão este ano jogou pelo seguro. Olhou para a equipa e viu o que toda a gente via, falta um “10” um homem que jogue atrás dos dois homens da frente e que ao mesmo tempo, liberte o Moutinho para jogar em todo o campo.
E pronto, uma das vantagens de estabilizar a equipa é esta. Conhecemos o que temos e damos valor ao que temos.
Na Águia temos mais do mesmo, um monte de jogadores tal como o ano passado. Metade não joga ou torna-se um problema para se arranjar solução.
Um avançado como Saviola é mais que suficiente para dar objectividade à equipa e um defesa esquerdo, para o David Luis jogar no meio da defesa. Mas não, vem aí uma camioneta de aquisições ! Jogadores para não jogarem.
Muitos de nós acham que as comissões e as mais valias se contabilizam com malas de dinheiro, off shores etc.
E se o “contrapeso” forem estes treinadores e jogadores que não dão rendimento nenhum ?
 
PS: não estou a referir-me concretamente ao Benfica, até porque há equipas que nem jogadores portugueses têm. Mas lembram-se todos de um recente negócio que é parecido. Eu compro umas acções por 2 e uns meses depois tenho alguem que mas compra (só a mim) por um preço 150 vezes superior. Está tudo legal. Se eu tiver um monte de jogadores que ninguem quer e os conseguir vender no meio de um qualquer negócio, tudo o que venha é lucro.
Devia haver um limite de jogadores estrangeiros por equipa!

Benfica com eleições (i)legais

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As eleições do Benfica estão a tornar-se um ‘must’ para qualquer estudante ou estagiário de direito. Em dois dias seguidos, os canais de televisão colocaram, frente a frente, não os candidatos a presidente, não os respectivos vices, não os potenciais directores desportivos mas, sim, os advogados.

Em vez de um debate sobre contratações, treinadores, erros do passado, estratégias desportivas de futuro e de sobrevivência desportiva, discutem-se artigos de estatutos, providências cautelares e coisas afins.

Já agora, que haverá de tão grave para que seja necessário forçar as eleições para o dia de hoje? Porque arrisca Manuel Vilarinho, como presidente da Assembleia-Geral, uma acusação de crime de desobediência, por recusar uma notificação judicial que aplica uma providência cautelar à candidatura de Luís Filipe Vieira? Afinal, em causa pode ficar todo o acto eleitoral. Quer Manuel Vilarinho ver-se livre, muito depressa, da presidência da AG ou terá outros motivos?

A linguagem técnica de Joel Santana

Joel Santana tem um excelente currículo como treinador de futebol. Quanto mais não seja por ter sido o único campeão estadual com os quatro grandes clubes cariocas: Vasco da Gama, Fluminense, Flamengo e Botafogo.

Agora, Joel Santana está a treinar a selecção da África do Sul, que recebe o Mundial do próximo ano. Para avaliar das condições de preparação, foi organizada a Taça das Confederações. O treinador brasileiro teve aqui a primeira oportunidade de testar as habilidades dos seus pupilos contra grandes selecções. E a África do Sul terminou em quarto lugar. Nada mau.

O mesmo já não se pode dizer do inglês de Joel Santana. O ‘mister’ bem se esforça para explicar o que aconteceu dentro das quatro linhas mas, na maior parte das vezes, não se sai bem…

Ainda ninguém percebeu que isto já é demasiado ridículo

Segundo o jornal espanhol "Marca", a verdadeira cláusula de rescisão de Cristiano Ronaldo é ainda mais astronómica: mil milhões de euros (1.000.000.000).

Ou a notícia da “Marca”, normalmente bem informada em relação ao que se passa no “Madrid”, não é verdadeira ou este caso já ultrapassa os limites da decência.

No court central

Neuza Silva

Neuza Silva

Hoje vi uma bonita jovem tenista portuguesa jogar em Winbledon com a Serena Williams.
Contra a potência física da Americana e a sua maior experiência, a jovem portuguesa apresentou um ténis muito bonito, cheio de técnica que não raras vezes venceu a adversária.
Percebendo que fisicamente não podia competir face à maior potência contrária, deu um festival de “amorties” “passing shots” e “bolas cortadas” , ante a evidente simpatia do público que enchia por completo o recinto e que muito a aplaudiu.
Foi a primeira vez que a jovem Neuza da Silva jogou neste torneio de Wimbledon. No primeiro set muito nervosa perdeu sem dar luta, ganhando uma partida. Mas no segundo set jogou maravilhosamente, ombro a ombro com a campeã americana que se viu aflita para fugir à derrota.
Para além de Neusa da Silva, temos a Michele Brito e o Gil bem mais batidos neste testes de alta competição.
Há trinta anos atrás as meninas aprendiam “ponto de cruz” !
Gosto de ver a juventude do meu país entre a elite dos países modernos, democráticos e livres!
Valeu a pena!

A boca de Cisshoko


Com esta boca, como é que o FC do Porto queria transferi-lo para o AC Milão?

Ana – Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo*

 

Embora nunca tenha feito comentários neste blogue, lembrei-me de aceitar o convite do Aventar, que leio todos os dias, para enviar textos escritos pelos leitores.
Gosto muito de futebol, algo que, assumo, não é normal numa rapariga. Mas no meu caso, não tenho problema nenhum em assumir que só vejo jogos de futebol por causa dos jogadores. O que me interessa é vê-los de calções, a correr, e de tronco nu quando festejam.
Assim, não tenho clubes. Mas tenho «jogadores». E a verdade é que sou maluca pelo Ricardo Quaresma. Para mim, é dos jogadores mais belos que já vi na minha vida. É lindo, lindo, lindo! Aquela tez, morena, de cigano legítimo, aquele sorriso, aquelas pernas!
Para mim, é muito melhor do que o feioso do Cristriano Ronaldo. E mesmo como jogador, é melhor. Só lhe falta um nome esquisito – tipo Horácio Osvaldo. Ou fazer umas caras parvas sempre que marca ou falha um golo. Ou criar uma intensa campanha de «marketing» à sua volta, incluindo roupa e óculos de sol todos estilosos. Ou mudar de penteado todos os dias. Aí sim, nem precisava de jogar – era simplesmente o maior!
Peço ao blogue que ponha fotografias dos dois jogadores para se ver a diferença entre eles, utilizando os «links» que vos deixo.

* Ana é leitora do Aventar.

O campo do Ramaldense

Ramalde é uma freguesia do Porto com profundas desigualdades sociais. De um lado, a zona do Pinheiro Manso, do Foco ou da Urbanização do Lago. Mesmo ao lado, o bairro das Campinas, Francos ou o Viso. Quem vai, por exemplo, ao Café Porto Alegre, a meio da Avenida Antunes Guimarães, depara-se com dois mundos: o dos senhores «chiques» das vivendas da avenida e as gentes pobres dos bairros dali da beira.
O mítico campo de futebol do Ramaldense fica entre estas duas realidades. Desde pequenino, lembro-me de ir para lá ver os jogos de futebol e os de hóquei em campo. Ia mais ao Estádio da INATEL, junto ao Bairro da Previdência, onde vivi até aos 24 anos, mas muita da minha mocidade passei-a no Ramaldense.
Pois agora parece que o campo vai ser encerrado definitivamente, após a sentença do Tribunal Constitucional, a última instância a que o Ramaldense podia recorrer. Os proprietários do espaço decidiram denunciar o contrato, após 65 anos de utilização por parte do clube, provavelmente para vender o terreno a algum especulador imobiliário.
A renda estava em dia, mas nem isso demoveu o senhorio. Não lhe interessa que mais de 100 crianças percam um espaço de prática desportiva. Não lhe interessa que desapareça a escolinha gratuita de futebol que movimentava quase 50 crianças dos 5 aos 9 anos. Não lhe interessa que 80 atletas seniores, juniores, juvenis e femininos deixem de poder praticar a modalidade. Não lhe interessa os 200 jogos que ali vão deixar de ser realizados anualmente.
Claro que não interessa. A renda era irrisória e o dinheiro, como sempre, fala mais alto. Aposto que daqui a uns anos, onde está o campo de Ramaldense, estará uma urbanização de luxo, iguais às do Lago. Quanto às crianças que deixam de poder praticar desporto, não há que temer. A sua vida seguirá outro rumo. Droga e outros vícios é coisa que não falta por ali…
Depois disto, é impossível deixar de dar alguma razão ao Filipe Moura.

FCP – os negócios à Dragão

Cissokho, uma força da natureza. Alto, 22 anos, com um poder muscular fora do comum, forte pontapé, uma velocidade de sprinter e uma resistência de fundista!
Bastava vê-lo jogar uma só vez para perceber que com umas lições estava ali um jogador fabuloso.
Vi-o em Alvalade e parecia que tinha uma mota nas pernas, tal era a diferença de velocidade.
Por uma verba modesta, a rondar os trezentos mil euros, mudou-se para o FCP. Para as mãos de quem sabe. Meteu o “Cebola” mais para dentro e deixou aquele espaço todo pela esquerda e por fora para o atleta dar largas à sua força.
Outro, medroso, tê-lo-ía aprisionado à defesa, não sais daqui, não passas o meio campo. Em três tempos tinha tirado o potencial galopante ao diamante. Mas não, deu-lhe vida e tactica, depois foi como “fio de azeite”. Paciência, respeito, gozo pelo que se faz.
Apareceu-lhe o Manchester pela frente, e depois? O melhor em campo.Correu o tempo todo como na sua praia favorita.
Agora, por quinze milhões, vai para o Inter substituir Maldini!
Um negócio feito com mérito, com risco num mercado global e competitivo.
Quem não gosta de ver ganhar dinheiro assim?

“Habemos Mister no SLB”

O Benfica comunicou esta tarde à CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) que chegou a acordo com o Braga para a contratação do treinador Jorge Jesus. O clube benfiquista vai pagar 700 mil euros.

E se… Jorge Jesus no Porto

E se o Pinto da Costa tivesse um acordo com o Braga e Jorge Jesus para daqui a um ano o mister ir para o Dragão?
E se o acordo com Jesualdo tivesse sido pensado apenas para um ano e depois dos acontecimentos tiver sido alterado para dois?
E se o Jesus tivesse roído a corda ao PC e tivesse escolhido o BENFICA?
E se as exigências (legítimas) do Braga estiverem relacionadas com isto tudo?
E se?

Cristiano Ronaldo: Vácuo, vazio ou nada?

O que pensa Cristiano Ronaldo acerca da discussão que se levantou sobre os valores excessivos que se estão a gastar no futebol em momentos de crise?

«Gosto de vê-los com o ódio nos olhos, escutar os insultos deles.»
«Isso não me importa. É verdade que muita gente me odeia, mas há muitos mais que gostam de mim e me apoiam. Só me sinto mal quando jogo mal. Felizmente, isso acontece pouco.»
«Quero reescrever a história do futebol com a camisola do Real Madrid.»
«Eu sou o Cristiano Ronaldo e posso ganhar mais medalhas do que qualquer outro.»

Reflexões profundas do «melhor do mundo». Se o mundo acha que gastar 93 milhões de euros num simples jogador de futebol é um escândalo, então é porque o mundo o odeia profundamente. E ele gosta disso!
Depois destas «reflexões», é difícil não classificar o pensamento de Cristiano Ronaldo, segundo as leis da física, numa destas três categorias: vácuo, vazio ou nada.
O vácuo é um espaço não preenchido por qualquer matéria, mas pode conter campos e energia, que pode dar origem a partículas. O vazio é um espaço em que não há matéria, campos ou radiação. Mas ainda assim, contém o espaço no qual se pode vir a criar algo. O nada nada contém. É um não-lugar, porque nem sequer contém um espaço vazio onde se possa criar algo. Nada é nada. E Cristiano Ronaldo, lamento dizê-lo, é nada. Repare-se em Messi, que não precisa de falar ou de andar nas bocas do mundo para vir a ser o próximo «melhor do mundo».
Cristiano Ronaldo não devia, pois, estar aqui a ocupar espaço, senão seria vácuo ou vazio. E ele vácuo ou vazio não é. É nada. Mas se até o Seinfeld fez um programa sobre nada, eu também posso escrever sobre nada.

220 milhões de euros «reais»

É quanto custam os três jogadores que o Real Madrid comprou! Dizem os conhecedores que o Real recupera esta massa obscena a vender camisolas dos próprios!
Afinal andamos todos a protestar porque há uma grande concentração da riquesa e que há um leque muito alargado de
vencimentos, mas a verdade é que quem paga tudo somos nós. E de livre vontade!
No meio destes negócios há quem ganhe comissões milionárias, não marca um golo que seja, mas todos encolhem os ombros, como tenha que ser assim.
Como pode o povo protestar com os banqueiros milionários e depois aceitar de bom grado que rapazes, que têm a cabeça nos pés, ganhem estes balúrdios?
É uma incoerência que dá alento ao sistema, que o aprofunda e que lhe dá legitimidade.
Não se queixem!

E se na bola a bolha rebenta?

Tal como a bolha do imobiliário? Os negócios que se concretizam no futebol não são sustentáveis, a prazo isto tudo vai dar “bolha” e, como todas as bolhas, mais tarde ou mais cedo rebenta.
Os bancos retraiem o crédito, os adeptos vivem uma crise que não dá para aventuras, há milhões de desempregados em Espanha e em todo o mundo que são adeptos. De onde vem o dinheiro? (de onde vem e para onde vai é uma das minhas obsessões)
Barcelona rebola-se e diz que por 300 milhões (tanto quanto o presidente do Real diz que tem para gastar) vende-lhe a equipa que ganhou tudo! Com o “merchandise” não recupera a massa, é preciso vender 30 milhões de camisolas.
O Presidente do Real é o dono da maior empresa de construção civil de Espanha, há muita especulação, dinheiro que corre por fora, que precisa de entrar no circuito.
Este dinheiro, em montantes formidáveis com origem na especulação de terrenos e em esquemas de fuga ao Fisco, mesmo que obtenha uma margem mais baixa de rentabilidade, já vale a pena.
O porta voz do Barcelona é desta opinião. Pode estar a falar o despeito, mas não se vem para os jornais dizer isto se não houver alguma segurança.
E se na bola a “bolha” rebenta?

PENINHA É MUITA, FALTINHA É QUE É NENHUMA

FERRARI FORA DA F1?


Será realmente uma pena que a Ferrari saia do circo, mas se sair, sai pelo próprio pé e depois de ter mostrado que não está à altura das novas regras, pelo que pena, lamento mas não tenho. Não se pode viver dos fantasmas, bons ou maus, do passado.
Parece não querer aceitar as modificações impostas para 2010, mas todos os outros aceitam e está irremediavelmente só. Há até três novos inscritos, pelo que as novas regras se calhar, para os dias de hoje, não são más.
De qualquer forma, a Ferrari, e também as outras equipas que protestaram as regras, inscreveram-se a tempo para a próxima temporada, embora afirme agora que o fez “à condição”.
Não acredito no entanto que a Ferrari, apesar das ameaças, se atreva a abandonar. É cá uma ideia minha, digo eu!

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Quanto vale a vida humana?

Costuma dizer-se que a vida humana não tem preço. Mas conforme a pessoa nos é próxima, esse valor vai aumentando, seja ele qual for. A vida da minha filha, por exemplo, não tem preço. Nem 20 milhões, nem 100, nem 1000, nem infinitos, como dizíamos quando éramos miúdos. A vida de uma qualquer criança no Sri Lanka ou nos Estados Unidos também não terá preço, mas sobretudo para os seus pais e para os que a amam.
Até que ponto trocaríamos a vida de uma pessoa que não conhecemos por um milhão de contos?
Lembro-me de ter ficado escandalizado, era ainda uma criança, quando o meu irmão mais velho disse que não trocaria o Totoloto pelo fim da fome em África. Que tinha muita pena, mas…
E agora, ficaria escandalizado da mesma forma?
Vem tudo isto a propósito de Cristiano Ronaldo e o Real Madrid. Quanto vale a sua vida? Para mim, como pessoa, não vale um chavo. Mas estou certo de que, para os seus, a sua vida não tem preço.
E como jogador? Bem, como jogador, Ronaldo (não é Rónaldo, senhores jornalistas, não é Rónaldo), vale aquilo que lhe quiserem pagar aqueles que o vêem jogar. Aqueles que compram as suas camisolas. Aqueles que querem saber da sua vida privada. Como dizia antes o Carlos Fonseca, a culpa até nem é sua. Por mim, não receberia ele um tostão, que eu só tenho olhos para o meu Portinho.

Benfica: Ramires em trânsito para «outros grandes centros da Europa»

Excerto da entrevista ao «site» «Samba Foot»:

«Você foi contratado pelo Benfica do Portugal. Porque você escolheu este time? Não representa um risco para sua participação na próxima Copa do Mundo?
Não, eu acho que foi a proposta que tive aí oficial. Sentamos, conversamos, eu não tive nenhuma outra proposta oficial. Achei o Benfica um bom clube também até pela o fato de se adaptar também. E só chegar lá é fazer um bom trabalho.

O que você conhece do campeonato português? Qual é sua visão da Europa e do seu futebol?
Bom, eu conheço pouco do campeonato português. Até porque não tem como acompanhar muito aqui, as vezes passa os gols tudo mas conheço pouco. A gente vai para lá com a intenção de fazer uma boa competição, fazer uma boa temporada para que eu possa dai de Portugal para ir para outros grandes centros da Europa.»

Naturalmente, passarei a torcer pelo Barcelona…

http://blogaodofutebol.wordpress.com/2009/05/04/kaka-e-cristiano-ronaldo-sao-do-real-garante-jornal/

Um gigante com pés assentes nas nuvens

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esperava a notícia mas admito alguma dificuldade em entender como pode o Real Madrid pagar 93 milhões de euros pela transferência de Cristiano Ronaldo, para além de um salário astronómico e prémios galácticos. Poucos dias depois de assegurar Kaká por mais de 60 milhões, o Real faz outra contratação sonante e garante uma presença no livro dos recordes com as quatro mais caras transferências de sempre. E sempre pela mão de Florentino Perez. Por este andar, ainda vai ter uma estátua.

Quando chegou a presidente de um dos mais importantes clubes do mundo, em 2000, o empresário contratou Zidane, Luís Figo e, mais tarde, Beckam, construindo a primeira equipa de galácticos. Com eles, o Real obteve duas ligas de Espanha, uma Liga dos Campeões, duas Supertaças de Espanha, uma Supertaça europeia e uma intercontinental. Bom, pois claro. Mas, para um clube da estaleca do Real, com uma história gloriosa, parece pouco, não?

Ainda há dias, Florentino garantiu que a contratação de Zidane tinha sido proveitosa, em termos desportivos e financeiros, porque deu lucro. A venda de produtos de merchandising, os direitos de imagem, os benefícios decorrentes do pagamento de presenças em eventos e torneios, pelo facto de ter estrelas na equipa, foram algumas das formas de ganhar dinheiro com os galácticos. Esqueceu-se foi de salientar que teve também de vender património imobiliário do clube para equilibrar as contas.

Alguns anos depois de ter saído da presidência, Florentino regressa e aposta na mesma receita. Uma nova equipa de galácticos, juntando Ronaldo e Kaká a outras estrelas, para regressar aos títulos.

O problema é que o Real tem hoje cerca de 500 milhões de euros de dívidas e as possibilidades de obter apoios institucionais, da Câmara de Madrid, por exemplo, como aconteceu no passado, são diminutas. A crise está em todo o lado, Espanha já a sente na pele há muito e ajudas a clubes de futebol não são medidas populares, apesar do Real ser mais que um clube.

O problema é que nestes tempos é muito mais difícil obter apoios de muitos milhões em publicidade e patrocínios, como aqueles que o Real necessita. Se os resultados desportivos não suportarem a aposta, então um dos gigantes pode entrar em colapso.

Eleições no Glorioso

A táctica é a mesma. Avança o Manuel Vilarinho para o embate da comunicação social, mas o candidato é o Luis Filipe Vieira.
A estratégia tambem é a mesma, impedir a todo o custo que apareçam candidatos.
Apareceu agora o Raúl Carvalho que não é candidato para estas eleições, é para as seguintes.
O Jorge Vieira de vez em quando vem ameaçar que vai ser candidato, mas é só basófia.
O Bagão Félix já veio dizer que estas eleições não são oportunas , e que não quer deixar o seu tractor e as suas rosas.( acho que são rosas )
O Vilarinho que eu conheço bem de anos de futebol, no CIF , abriu o livro na TVI e não esteve com meias. O Vieira vai ganhar, até porque ninguem concorre contra ele , e em Outubro tambem niguem concorreria, e se concorresse perdia.
E acreditem que o Manel sabe muito mais do Benfica do que nós todos juntos. Lembram-se dele na TV a discutir com o Vale e Azevedo? E no campo ainda era pior, ninguem o aturava, discutia com tudo e com todos.
Um amigo porreiro! E um benfiquista como há poucos. Ele diz que como ele só há dez ou vinte. São os que se atravessam com as garantias nos bancos.
Mas, diz o Manel Vilarinho, que o grande problema do Benfica é que não ganha. Quando passar a ganhar troféus no futebol a crise passa. As vitórias nas outras modalidades é um efeito que dura dois ou três dias, não contam para a crise existêncial.
Para já livraram-se do Quique e de uns milhões de euros. O António Salvador , Presidente do Braga, não perdoa nem um cêntimo para deixar sair o Jorge Jesus (se fosse o Pinto da Costa…) mas é claro que está no seu direito.
E quanto a jogadores ? Mais um carregamento da América do Sul, ou vão mesmo reforçar a equipa , com dois ou três grandes jogadores?

A futebolítica

Apesar de haver algumas diferenças gritantes, e veja-se que nunca se ouviu falar em políticos com salários em atraso ou partidos em falência técnica, existe um paralelismo entre o futebol e a política e uma ligação quase umbilical entre os dois.
Basta considerar a constante presença de políticos em eventos futebolístos.
Mas tal como o país político, o futebol português é pobre, eminentemente corrupto (apesar de ainda se estar a tentar provar isso), com maus dirigentes e maus jogadores. Os bons jogadores normalmente vão para países mais desenvolvidos e só cá ficam os outros à espera da sua vez. É claro que existem as camadas jovens, mas tanto numa situação como noutra, são sempre muito pouco aproveitados e recorre-se quase sempre a “quem vem de fora”.
Tal como a política, o futebol está de “rastos”. Num campeonato em que os jogos são feitos praticamente deitados no chão, parados e com tantas faltas, raramente se marca um golo na marcação de um livre. No entanto, sempre que se vai marcar um livre, os (poucos) adeptos entram em histeria como se fosse um penalti. Parece mesmo que o golo é iminente e só falta festejar. Inevitavelmente a bola lá vai para fora e toda a gente protesta, dizem que o jogador não presta, chutou para fora do estádio e que devia ter sido outro a marcar o livre. Mas o mais grave é que dois minutos depois, o árbitro marca outro livre e toda a gente volta a ficar expectante para festejar golo… mas o mau jogador chuta novamente para as nuvens! E isto continua sempre a acontecer. É um jogo inteiro assim. É um campeonato inteiro assim. E é sempre assim. Assim como na política. É só pólvora seca. Parece que vai acontecer alguma coisa, mas depois não dá em nada.
É inacreditável a parecença do futebol com a política portuguesa.  Até as eleições são feitas na mesma altura. Parece combinado. Se calhar é por isso que alguns passam de um lado para outro. Políticos que se tornam dirigentes futeboleiros e vice-versa.
E apesar de haver uma míriade de clubes, são sempre os mesmos dois a ganhar. E não querendo que mais ninguém ganhe além deles, vêm sempre dizer que a competição é muito importante para melhorar a actividade desportiva. Na política é igual, e assim que perdem, disparam em todas as direcções dizendo que a governabilidade está ameaçada se a sua hegemonia for interrompida.
Também se ouve falar muito daqueles que mudam de clube e que são “vira-casacas” e “peseteros”: passam do PCTP/MRPP para o PSD, passam do PCP para o PS… é uma questão de mudar para plantéis que permitam voos mais altos e ganhar outro tipo de troféus…

Noutra perspectiva, a política está invadida de futebol. Veja-se por exemplo, Vital Moreira a reclamar “falta” no comício em que participou juntamente com a CGTP. A CGTP veio a público dizer que foi apenas carga de ombro e que foi Vital Moreira a provocar o contacto. Aliás, esta é uma táctica muito conhecida nos meios futeboleiros. Chama-se “entrada à Soares” e consiste em “colar-se” a um adversário já com um cartão amarelo para provocar a sua expulsão.
Ainda agora, no apuramento para as “Competições Europeias”, o que mais se ouviu foi que fulano em vez de levar cartão amarelo deveria era ter levado cartão vermelho. Até as declarações são as mesmas. “O responsável por este desaire, sou obviamente eu!”, isto foi o que disse Vital Moreira e são as palavras que Carlos Queiroz já vai ensaiando.

Agora também, tal como os clubes que reclamam constantemente da arbitragem, são também os partidos a reclamarem com o Banco de Portugal e exigirem a demissão de Vitor Constâncio por não resolver os problemas noutro tipo de “arbritragem”. E tal como no futebol, uns jogadores levam com processos sumaríssimos, outros não levam com nada e saem incólumes de todas as situações.

Depois, existe também o lado obscuro das “campanhas negras” e “trabalhos de bastidores” nas duas actividades e o consequente envolvimento dos tribunais para clarificar as situações. Não há ano que passe em que não existam dirigentes envolvidos em polémicas e escândalos envolvendo compras fraudulentas de terrenos, construções ilegais, pagamentos por “baixo da mesa”, falsas ou não-entrega de declarações de rendimentos, escutas telefónicas incriminadoras, desvios de dinheiro, tentativas de corrupção activa e passiva, abuso de poder, etc, etc. Todos os dirigentes negam sempre todo e qualquer envolvimento em actividades ilegais e nos tribunais nunca se consegue provar nada, e até se consegue provar exactamente o contrário, apesar de ninguém acreditar. Ou então, os processos prescrevem.
Falando de elementos externos: uma palavra para a comunicação social. Tal como no futebol, também na política, conforme os interesses instituídos, uns optam por apoiar descaradamente uma facção, tentando prejudicar o máximo possível o outro lado, evocando sempre uma neutralidade e imparcialidade sem mácula.

Internamente, tanto uns como outros, só falam de estratégias e mudanças de equipa técnica. Sócrates, pelos vistos, escolheu mal o avançado para estas eleições. Manuela Ferreira Leite foi altamente elogiada pela escolha do possante meio-campista Paulo Rangel para o ataque à Europa. Louçã e Jerónimo continuam a fazer o papel de “Portugal” nas competições internacionais: de vez em quando até surpreendem e sobem ao pódio, mas toda a gente sabe que nunca vão ganhar nada. E Portas… bem, Portas tem a sorte de não existir uma 2.ª Divisão na política… No entanto, Sócrates já disse que não vai mudar de tácticas porque sabe que tem uma boa equipa que lhe pode permitir ainda ganhar o Campeonato. Não se pode ganhar todos os jogos e este foi um jogo à parte e não tem nada a ver com o Nacional. Eu sinceramente até acho que Sócrates daria um excelente treinador. Tem gerido e aguentado muito bem uma equipa quezilenta, que gosta de malhar em todas as direcções. Não é fácil. E no caso das Europeias, fez-me lembrar aqueles treinadores que põem em campo a pior equipa para jogar um desafio sem grande importância, salvaguardando os pesos-pesados para o que mais interessa: o Campeonato! Veremos se estou errado. Espero que Sócrates também esteja.

E finalmente, de há uns anos para cá, as duas actividades sofrem do mesmo mal: ninguém aparece para participar no espectáculo! Constantemente aparecem os dirigentes e responsáveis a pedirem uma reflexão sobre o assunto e opinadores profissionais a explicarem o porquê desta situação estranha, envolvendo duas das actividades que mais emoção geram neste país. Uns explicam e apontam a crise económica, a corrupção latente, os maus intervenientes e o descrédito generalizado no futebol para justificarem os estádios vazios; outros explicam e apontam a crise económica, a corrupção latente, os maus intervenientes e o descrédito generalizado na política para justificarem as mesas de voto vazias. E depois começa a nova época. Rola a bola e rola o discurso. E eu já me ponho a adivinhar: outro livre para fora…

EU sou Sócio do Benfica: é uma vergonha o que Vieira está a fazer

Tenho vergonha que o Presidente do meu clube tenha optado por seguir este caminho!
Não honra a história democrática do meu clube!

Um ‘português’ em Tirana

Ao fim da manhã, numa reportagem da SICN vejo o repórter falar com um cidadão albanês vestido com a camisola de Portugal. Diz que é fã do Benfica e da selecção de Portugal. E fala português, bem razoável para um albanês que nunca esteve em Portugal. Pelo menos é o que ele diz.

Como aprendeu a falar português, pergunta o repórter da SIC. “A ver a SIC nos últimos 15 anos”. O homem deve ser brilhante. Sem ajuda, sem perceber nada da língua, apenas a ver a conjugação de imagens e sons aprendeu a exprimir-se em português de forma razoável para entender umas perguntas e avançar umas respostas.

Ao início da tarde, na RTP1, o repórter enviado a Tirana encontrou, claro, o mesmo indivíduo. A pergunta da ordem recebeu a resposta esperada: “A ver a RTP todos os dias”.

Fiquei mais descansado. O homem aprendeu português não só a ver a SIC mas também a RTP. Assim já acho possível.

Com jeitinho, vai aprender a ler português se passar uns minutos por dia no Aventar.

Vídeo:

(Não encontrei online a reportagem da SIC com o mesmo protagonista)

E AGORA, COMO VAI SER?

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A ÚLTIMA DAS HIPÓTESES

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É hoje.
Lá para o fim da tarde já se sabe. Ou passamos e estamos no Mundial, e o benefício da dúvida mantêm-se, ou comprova-se o que já tenho dito, este treinador não serve!
Não sou treinador nem nada de semelhante, e percebo pouco de futebol e de tácticas ainda menos, mas percebo de resultados, e quando eles não surgem, a culpa ou é do treinador ou da qualidade dos jogadores. Ora, como os jogadores são os melhores do mundo, e temos até o melhor dos melhores, a culpa só tem um sítio para cair.
A tolerância, é zero. Temos, todos nós se ele não o conseguir, de encontrar a grande equipa que este treinador tarda em encontrar, arranjando um treinador em condições.
Mas no fundo, os jogadores não estarão fora das culpas, já que todos se consideram craques e alguns até jogam a olhar para a câmara de televisão.
Resta-nos a esperança do senhor Madaíl, e a esperança de que ele tenha razão.

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