Face oculta – as escutas são entre amigos

Sócrates falou ao telefone com um amigo e vai continuar a falar sempre que lhe apetecer. Eu por mim acho bem, mas as escutas não são por serem entre amigos, são por serem entre duas pessoas que falam do negócio da TVI, a tal que atacava Sócrates e que ele silenciou.

 

O filho tambem falava ao pai todos os dias, não para lhe pedir a benção, isso acho bem, mas para lhe dizer que a sucata já brilhava.

 

O Vara falava aos amigos colocados nas empresas públicas, não para saber se estavam com gripe A, o que eu perceberia, mas para lhes dizer que se deviam comportar com o sucateiro como se ele fosse um ourives.

 

Este Sócrates é capaz de fazer de nós "um grupo de amigos do Freeport" e colocar-nos "enrolados" na licheira da Cova da Beira, tudo com a benção da decência e da verdade!

Eis a procuradora que está investigar Vara e Penedos

Como é que não fico admirado?

O fax que diz o contrário do que alguns gostariam de ler

 

Esta frase, integrada no contexto da mensagem trocada entre os elementos do Freeport, é extremamente elucidativa. «O Ministro do Ambiente é tido como a integridade em pessoa».

Ou seja, as pessoas pensam que ele é íntegro. Ninguém vai desconfiar…

Suborno no licenciamento do Freeport

Um fax com notas manuscritas sobre luvas de dois milhões de libras para licenciamento do outlet de Alcochete. Um dia depois das eleições que levaram à demissão de Guterres, um dos administradores manifesta a sua preocupação "…se o parlamento é dissolvido até às eleições, o Secretário de Estado não pode aprovar nem rejeitar nada".

 

Reflectindo sobre o resultado das eleições, "a demissão do governo de Guterres significa que Sócrates deixou de ser ministro do Ambiente" e no ponto anterior refere "que Sócrates é considerado um dos pilares do PS e é tido como a integridade em pessoa".

 

O autor do fax, Keith Payne, confirmou à polícia ter ouvido falar de pagamentos corruptos através de Charles Smith, intermediário no processo e o primeiro arguido no decurso da investigação.

 

Depois do envolvimento de familiares, do vídeo, do licenciamento à pressa e nos últimos dias do governo, agora um fax a confirmar o que já se sabia. Houve suborno!

 

Dois milhões de libras valiam à época 3,2 milhões de euros, o equivalente a 650 000 contos.

 

Alguem acredita que só um é que beneficiou de um licenciamento que exigiu "tratamento urgente e medidas especiais"?

 

Entretanto, a TVI, muito convenientemente, foi calada durante as eleições!

Portugal Amordaçado

 

No «ranking» da liberdade de imprensa, Portugal caiu de 16.º para 30.º lugar de 2008 para 2009. Em termos de respeito pela liberdade dos jornalistas, foi um ano negro. Bastaria olhar para o caso TVI e o fim do Jornal de Sexta através de pressão directa sobre o Grupo PRISA, as manobras de compra da TVI ou os processos judiciais a jornalistas.

Foi o Portugal Amordaçado, resultado da maioria absoluta do PS e das eleições legislativas deste ano. É triste, muito triste, o estado a que chegou a democracia que Abril nos legou.

 

 

Homenagem a João Miguel Tavares contra as manigâncias de Sócrates (onde se compara com João Vale e Azevedo)

Mais uma vez, José Sócrates perde um processo em Tribunal. Desta vez, contra João Miguel Tavares que, no fim de contas, só disse o que muitos já disseram: «A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.»

As dificuldades de José Sócrates em conviver com a democracia impediram-no, mais uma vez, de ver que só um cego não vê que o primeiro-ministro é claramente suspeito de um conjunto de manigâncias, mesmo que as mesmas não tenham sido (ainda) provadas em tribunal. Não é culpado, pelo menos até ver, mas que é suspeito, é.

Faz-me lembrar João Vale e Azevedo: enquanto foi Presidente do Benfica, a Justiça nunca lhe tocou e era tudo difamações do FC do Porto e da Olivedesportos. Quando deixou de o ser, cairam-lhe todos em cima.

 

Freeport – comissões houve. Quem as recebeu?

Novo fax (novo para a gentalha tuga, claro) há muito nas mãos da polícia Inglesa, vem não só confirmar que houve comissões, o seu montante, em libras (dá cerca de três milhões de euros) como a razão para serem pagas naquela altura.

 

O governo de Guterres estava de saída e  havia que pagar para que tudo  ficasse preto no branco. O não pagamento impedia o licenciamento do Freeport,  naquela altura e  perdiam-se mais uns anos, com o processo a voltar ao ínicio.

 

Diz a SIC que já estaria nas mãos da TVI (a tal que calou a voz à Manela e que foi comprada com a massa dos fundos de pensões da PT) mas que só agora veio a público, convenientemente.

 

Claro que tudo isto são coincidências e nada está provado.

 

Mas que este fax entre executivos da empresa proprietária do Freeport existe, existe! Para além de tudo o mais que já sabemos e que tambem não está provado.

 

Provado, provado está, que temos um empreendimento licenciado à pressa e com graves atropelos a uma zona protegida, vídeos a chamarem os bois pelos nomes, familiares envolvidos, reuniões com quem tinha capacidade de autorizar e agora o fax da polícia inglesa, a dizer o preço e as razões.

 

Só falta alguem confessar para termos caso!

 

 

Freeport: a TVI ataca outra vez

«Se estamos face a uma possível rejeição (chumbo) do estudo de impacto ambiental, é pouco provável ser possível inverter uma tal decisão seja em que circunstância for, a dois dias da sua rejeição (chumbo) formal por parte do Ministro do Ambiente».

 

Consta de um fax hoje divulgado pela TVI. Dois milhões de libras de suborno, assumido.

 

Freeport outra vez. Já não há eleições, pois não?

Mas lembrando o que aconteceu com outro fax, nada de relevante, excepto o pormenor de este fax estar na  posse da polícia britânica. Pode ser que o caso seja julgado por lá. Por cá, nem nisso acredito.

Um é sabido e o outro é anjinho?

Costuma dizer-se que "ou há democracia ou comem todos" o que parece (parece, já não sei bem) querer dizer que estamos todos em igualdade  perante a lei e os costumes. Não podemos exigir a um o que não exigimos a outro.

 

Vem isto a propósito do que aí vai entre os meus amigos PS quanto à questão da trapalhada com as palavras e os silêncios de Cavaco Silva, Presidente da República.

É óbvio, para todos, que há aqui uma questão mal explicada, acusações deturpadas, fontes interessadas, tentativa de intromissão nos resultados das eleições, tudo o que não deveria ter acontecido e muito menos com o envolvimento da Presidência da República.

 

Mas estes meus amigos, são os mesmos que defendem José Sócrates, Primeiro Ministro, de todas e quaisquer suspeitas nos diversos casos em que o Primeiro Ministro está envolvido.

 

Foi acusado? O tribunal já se pronunciou?

 

 

 

No Freeport aparecem envolvidos, tios e primos do Primeiro Ministro? Tudo natural.

 

Na Cova da Beira, o professor que passou o Primeiro Ministro a doze disciplinas ao domingo, é um dos acusados em tribunal por ter existido batota no concurso em que José Sócrates era o secretário de Estado de quem dependia a adjudicação? Normalíssimo!

 

José Sócrates falsificou as fichas na Assembleia da República? Normal!

 

Comprou uma casa a metade do preço e através de uma off shore? Normal!

 

Não há nada provado em tribunal, até lá todos são inocentes. Mas então isso não se aplica ao Presidente da República? Os índicios que nem tudo correu bem no caso das escutas, é razão bastante para transformar Cavaco no sr. silva e, no caso de Sócrates, não chega para lhe fazer crescer o nariz?

 

Há Democracia ou comem todos?

Sócrates, Comunicação e Fé:

Confesso, devo ter sido dos poucos bloggers que não viu a entrevista do PM.
Estava a assistir a um debate sobre o QREN. Paciência, terei de ver a gravação.
Mesmo assim, fui recebendo uns sms. Num deles, o escriba de serviço colocou: “Espectacular, o homem domina as técnicas de comunicação”. Escrito por um perigoso “fassista” da minha área profissional, a comunicação. Por sinal, um PSD daqueles que sabe o hino e tudo.
Curioso, nesta palestra, a dada altura, um dos oradores decidiu falar de comunicação, aproveitando o embalo para criticar os jornalistas. Não querendo maçar os leitores e não pretendendo entrar em polémicas (já bastou a minha opinião sobre o Vasco Lourenço, ehehehe) dei por mim a concluir que o orador em causa percebia tanto de comunicação como eu de física quântica. Queixava-se de uma medida avançada pelo PM que, na realidade, é puramente virtual e mera propaganda, algo que ele denunciou e que a imprensa não lhe ligou. No ar pairou uma qualquer estratégia de censura pró-governamental. Escusado será dizer que a Manuela Moura Guedes desmente, religiosa e cabalmente, todas as sextas-feiras, mas enfim. Ficou a suspeita. Eu deveria ter explicado mas não o fiz. Não estava em minha casa e era mero acompanhante de convidado.
É fácil culpar os outros. E aqui chamo um bom exemplo que o desmente.
Recentemente passou um ano sobre uma campanha de comunicação feita com pés e cabeça. Pensada ao detalhe e que pretendia chamar a atenção para uma injustiça que este governo se preparava para cometer. Muitos diziam que não valia a pena, que a comunicação social não lhe pegaria pois estava “vendida” ao Governo (o caso Freeport ainda não estava em antena e o estado de graça de Sócrates perdurava) e, pasme-se, outros já tinham tentado. Esqueciam que mandar uns bitaites não conta. A campanha avançou na mesma.
Resultado: todos os órgãos de comunicação social lhe pegaram, deram o devido destaque, directos incluídos. A partir daí foi sempre sem parar, a população mexeu-se criando movimentos cívicos e o erro não foi cometido.
O problema é outro. A Comunicação está pejada de amadores que enganam os clientes convencendo-os que os jornalistas se compram com uma boa jantarada e um JB 15 ou resmas de páginas de publicidade. O cliente, por sua vez, pensa que com um powerpoint feito pelo estagiário-escravo de serviço e uma daquelas sessões de massagem cerebral a que chamam “conferência de imprensa” se consegue. É como aquele doente que prefere ir ao bruxo em vez de marcar consulta no médico. Depois, quando a enfermidade não passa culpam o médico ou, no caso presente, os jornalistas.
Na verdade, alguns ainda acreditam (ou preferem acreditar) que é com papas e bolos. Olhem, o Sócrates é que a sabe toda. Em questões de Comunicação não brinca. Claro está que um dia vai deixar de resultar pois “milagres” é domínio da fé e não da Comunicação.
(também AQUI)