A minha Isabel II

Ponto prévio: a primeira de todas as Isabéis é a minha avó, que aparece aqui fotografada num dos seus muitos esplendores.

Não sou insensível a contos de fadas, até porque fazem parte da minha formação, sendo que, a partir de dada altura, tive de fazer um esforço para que não fizessem parte da minha deformação.

Não aceito, de qualquer modo, que esses contos de fadas sejam queimados em autos-de-fé politicamente correctos, porque também não me passa pela cabeça que as pirâmides egípcias sejam arrasadas para que os escravos ou os crentes (outra maneira de se ser escravo) que as construíram sejam compensados pelas vidas que perderam mesmo antes de morrer. É preciso aprender a viver com contos de fadas.

A rainha Isabel II, falecida de fresco, e a sua família fizeram parte de um conto de fadas com pessoas reais, que acompanhei na minha infância, em fotografias de jornais e de revistas cor-de-rosa. Como qualquer romântico incurável, maravilhei-me com casamentos que pareciam ter trazido os filmes da Disney para a realidade.

Depois, cresci devagarinho, descobrindo a humanidade dos divórcios, a inevitável fealdade da política (que não a torna menos necessária) e o parasitismo de mais uma família que era também uma atracção turística. [Read more…]

Música: a rainha de Inglaterra faleceu e o Expresso esqueceu-se da Madonna

Eis a lista com a Madonna. A Madonna é excelente, como sabemos. Na lista do Expresso, infelizmente, falta a Madonna. Não fui só eu a dar por ela.

Vladimir Putin, Isabel II e o Holodomor

– Sim, Vlad. Nós também fizemos um Holodomor na Índia, vários até, mas aquilo era tudo sub-gente, muito escurinha, e ninguém quis saber. Para a próxima, em vez da Ucrânia, invade, sei lá, o Bangladesh!

(baseado em factos verídicos)

A evasão fiscal de Isabel II, a Caloteira

O mundo ficou por estes dias a conhecer um novo conjunto de papéis, 13 milhões de conjuntos, para ser mais preciso, sobre malta empreendedora que faz uso dos chamados paraísos fiscais para levar o seu dinheiro de férias e evitar a maçada dos impostos.

Entre as vítimas deste violento atentado à privacidade contam-se antigos e actuais colaboradores de Donald Trump e Justin Trudeau, oligarcas ligados a Putin, gente simpática da Líbia, da Rússia e do Irão, que chumbou em auditorias governamentais que colocam em causa os seus procedimentos de prevenção de branqueamento de capitais, tipos que faziam negócios de armamento com o saudoso Saddam e mais uma série de indivíduos recomendáveis onde se incluem fundos de capital de risco e bancos, que como sabemos é malta que prima pela transparência e pelas melhores práticas.  [Read more…]

Mudança de Regime

O João Cardoso, em dia de lua cheia, anda muito entretido com as atrocidades cometidas pela ditadura de Elizabeth II. Ditadura é lá, a senhora não foi a votos e isso é ditadura, claro. Então que seja isso a ditadura. Mas não te esqueças, JJC, no dia que fores botar o voto na urna, do tipo de regime vais estar a eleger. Democraticamente, claro.

Ainda sobre sua majestade

Em Portugal toca-se na Isabel, a senhora que para todos os efeitos é chefe de estado da ilha e seu império há 60 anos e é blasfémia. Desde o séc XIV debaixo da pata britânica, não admira. Quando visitou Salazar foi um corropio no beija-mão.

Então troquemos os Sex Pistols pelos U2. Sim, ditadura (regime no qual um governante se perpetua até que a morte do seu povo o separe), e criminosa, sangue espalhado pelo planeta, 60 anos ungida por nascimento e um tio nazi. Querem mais música? africana, asiática, ou a dos corajosos irlandeses chega?

60 anos no poder

chama-se ditadura.

A rainha que tem as mãos sujas de sangue

Por Alá!!!


Cada vez mais parecido com o Mickael Jackson dos últimos dias, o coronel Kadhafi declarou ontem, não entender a contestação à sua pessoa. Segundo diz de si próprio este “grande líder revolucionário”, apenas desempenha o papel de uma “figura simbólica”. A quem o quis escutar, Kadhafi disse que o seu poder é “semelhante ao de um rei” e segundo corre, chegou ao ponto de comparar o seu “reinado”, com o da rainha Isabel II. Mais ainda, apontou o facto de Sua Majestade estar no trono britânico desde 1952, não sendo isso um motivo para a atacarem.

Tudo isto, apenas nos faz gritar um bem sonoro “por Alá!”