Negócios da Índia

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Desde o seu planeamento em 2006 que o novo Parque Empresarial de Águeda, o Parque Empresarial do Casarão, obra pensada, projectada e comercializada pelo executivo socialista aguedense, executivo que cessará funções este devido à impossibilidade de Gil Nadais se recandidatar ao cargo, está envolto numa enorme polémica e é motivo de discussão entre os munícipes.

A longa demora nas obras, a falta de empresas interessadas na aquisição de lotes no referido espaço para construir unidades de produção, a desistência verificada por parte do LIDL em ali se sediar com um novo entreposto de mercadorias para a região centro, devido às péssimas acessibilidades rodoviárias de acesso ao Parque, o excessivo despesismo cometido pela autarquia em 2012 na instalação de postes de alta e média tensão no parque quando ainda não existia nenhuma empresa a laborar no espaço, aliada a um forte consumo energético 24 sobre 24 horas da iluminação pública que se verificou desde 2012 até aos dias de hoje, para literalmente nada produzir foram alguns dos problemas publicamente levantados sobre a forma em como foi gerido todo o processo por parte do executivo camarário aguedense.

Porém, os problemas não se resumem ao que acabei de enunciar…

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Os acordos da Índia

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Lista de Acordos e Memorandos de Entendimento assinados durante a visita de Estado do Primeiro Ministro António Costa à Índia

1. Memorando de Entendimento na área das Tecnologias da Informação e Electrónica
Visa promover a cooperação na área das Tecnologias da Informação e Electrónica através de projectos específicos partilhados pelo sector público e por instituições privadas de ambos os países.

2. Memorando de Entendimento na área da Agricultura e sectores conexos
Visa promover a troca de informação técnica e científica, a organização de programas de formação, promoção de trocas comerciais na Agricultura, incluindo o acesso ao mercado de produtos agrícolas de ambos os países.

3. Memorando de Entendimento na área das Energias Renováveis
Visa promover a inovação tecnológica no campo das energias renováveis e a partilha de conhecimento, programas de formação, visitas técnicas e workshops, seminários conjuntos e conferências sobre o sector energético.

4. Memorando de Entendimento na área da investigação e dos recursos marinhos
Visa intensificar a cooperação na área dos Recursos Marinhos, através de temas como a oceanografia, ecologia marinha, desenvolvimento técnico e científico da aquacultura, bio e geo-química e acidificação oceânica.

5. Memorando de Entendimento na área da Defesa
Visa a cooperação na área da Defesa e cobre matérias tais como (i) visitas de alto nível (ii) cooperação ao nível operacional (iii) cooperação nas áreas da educação e do treino (iv) troca de pontos de vista em matérias de interesse mútuo, tais como, desafios da segurança, segurança marítima, missões de Paz da ONU, cooperação na indústria militar.

6. Acordo sobre a isenção de Visto para cidadãos com passaporte diplomático
O acordo permite a isenção de visto para viagens de curta duração, entre a Índia e Portugal, no caso de cidadãos indianos ou portugueses possuidores de passaporte diplomático.

 

Foto Lusa

Caminho da Índia

Narenda Modi, o primeiro-ministro indiano, entrega a António Costa, primeiro-ministro de Portugal, um exemplar em inglês do livro de Orlando Costa, seu pai. Um momento muito significativo.

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Foto Lusa

A Cidade da Alegria

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Durante o mês que decorre, Janeiro de 2017, o primeiro-ministro António Costa visitará a Índia, o segundo país mais populoso do mundo. Quem a conhece, entre os ocidentais, diz que é uma terra deslumbrante e aterrorizadora.

Dominique Lapierre escreveu A Cidade da Alegria (1985), um livro que retrata a vida duríssima dos habitantes de um bairro de lata de Calcutá que, apesar de uma tremenda miséria material, irradiam uma alegria paradoxal e contagiante, alicerçada numa fé religiosa inabalável na qual sustentam a sua resignação. Esta Cidade da Alegria é uma realidade cultural e até antropológica difícil de compreender à luz dos padrões ocidentais, talvez mesmo à luz de qualquer tipo de padrão. É a terra do desespero, com cerca de metade dos seus 12 milhões de habitantes a viver na rua, onde dorme, come, toma banho e satisfaz as suas necessidades fisiológicas, de cócoras, muitas vezes nas bermas das ruas e nos passeios. As vias públicas são autênticos rios de dejectos e da água que serviu para lavar o corpo e a loiça. A maior parte da população de Calcutá que vive nestas condições é proveniente do Bangladesh. Vieram como refugiados, antes e depois de 1971, ano de independência daquele país, fugindo à fome e às lutas entre hindus e muçulmanos. Diz quem esteve em Calcutá que nenhum ser humano fica indiferente ante a imagem catastrófica da Cidade da Alegria, onde a fome, a doença e a morte são constantes a cada esquina.

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António Costa na Índia

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No início de Janeiro de 2017 o Primeiro-Ministro estará de visita à Índia, pátria do Budismo. Será mais um momento importante a marcar esta nova fase da diplomacia portuguesa.

O futuro será não-violento ou não será

Inspirada na metodologia da não-violência de Gandhi, a associação Ekta Parishad luta pelo direito à terra e aos recursos naturais de milhões de indianos. Candidatos ao Nobel 2014, desafiam o mundo a escolher uma economia não-violenta.

Violação por decreto

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Uma menina de 20 anos foi encontrada em sua casa na companhia de um rapaz (não descobri informação quanto à idade dele, mas presumo que seja de faixa etária próxima) de uma religião diferente.

De imediato, foi convocado um conselho tribal de cidadãos, daqueles de tipo medieval, onde se decidiu multar os jovens enamorados, que, pelos vistos, aguardavam a sentença amarrados a árvores. Cada um deles teria que pagar 25,000 rupias (cerca de 290 euros) pelo hediondo crime de enamoramento por alguém de uma tribo que não a sua. [Read more…]