O mal amado?

[Rui Naldinho]

Para um leigo que olha para o panorama político português através dos vários meios de comunicação social e das redes sociais, constato, dessa leitura, que a imagem de autarca modelo de Rui Moreira, não é assim tão consistente como parecia ser, apesar de muita propaganda em torno das suas acções. Também verifico que a sua margem de manobra como vencedor incontestável nas próximas eleições autárquicas, no Porto, parece não ser tão confortável.

Eu não estou a criticar a sua gestão no município. Longe disso. Mas, face aos últimos acontecimentos políticos, apenas me revejo naquele ditado popular:

“Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades!”

Manuel Pizarro e Rui Moreira

Manuel Pizarro e Rui Moreira

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Marco António Costa e o Tosão de Ouro

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O jornal Público dá hoje nota de um comunicado do líder da oposição em Vila Nova de Gaia sobre a Medalha de Mérito Municipal que o presidente da autarquia, Eduardo Vítor Rodrigues, entregou nas comemorações do Dia do Município a Marco António Costa, responsável, nos últimos anos, pela gestão financeira da Câmara de Gaia, uma das mais endividadas do país.

Como era de esperar, o PSD aponta a contradição insanável, e ainda por explicar, do autarca socialista, capitalizando em seu favor esse paradoxo político que foi o de medalhar o “autor” da dívida que tanto se criticou e que serviu de argumento central à campanha das últimas autárquicas,  assim como para a justificação das dificuldades subsequentes na gestão da câmara.

Não é possível ao PS manter o silêncio sobre esta matéria, que já deu origem a saneamentos políticos por delito de opinião, continuando a fazer de conta que nada se passou e tratando os eleitores de Gaia sem o respeito que lhes é devido.

Marco António: 25 euros por dia

Podemos debitar por crédito bancário? Ou será com o ex-Presidente? Sim, agora percebemos porque não ficou por Gaia – não teria casa da Presidência.

Marco António

Chegou a conta. Acho que é para ti. Ou fica por conta como a campanha do Menezes a líder do PSD?

Qual foi a parte do CDS que me escapou?

Hoje, no Público (pág. 43) tropecei num artigo de opinião de Manuel Sampaio Pimentel intitulado “Desculpe Dr. Menezes, não posso votar em si (II)”. Pecando por não ter lido a parte I, só posso supor que a primeira não deve ter sido muito diversa no seu objectivo final.

O actual Director do Centro Distrital do Porto da Segurança Social, nomeado pelo actual governo, compara o endividamento da Câmara do Porto com o da Câmara de Gaia e, perante tal cenário, chega a uma conclusão definitiva: Luís Filipe Menezes não pode ser o próximo Presidente da CMP ou, coisa mais prosaica, pelo menos não o será com o seu voto.

Este militante do CDS, ex-vereador de Rui Rio não aprecia LFM. Está no seu direito. Não gosta da obra de LFM em Gaia. É a democracia. Porém, é bom lembrar que LFM governa Gaia em coligação com outro partido, o de Manuel Sampaio Pimentel e, pelo que sei, nunca vi o CDS de Gaia nem a Distrital do Porto do CDS criticar a gestão de LFM em Gaia. Bem pelo contrário. Nem sei se Manuel Sampaio Pimentel, quando foi nomeado para a CCDRN, em 2003, evitou aprovar ou se opôs a candidaturas de Gaia ao QREN que ajudaram, certamente, ao avolumar do tal endividamento de que agora fala tão crítica e preocupadamente. Não sei.

O problema não está, obviamente, em Sampaio Pimentel não apoiar uma candidatura de LFM (mesmo que o seu partido, aposto, o vá fazer). Não. É um direito seu e que merece o respeito de todos. O problema é outro: comparar o endividamento de Gaia com o do Porto. Seria o mesmo, para facilitar a compreensão de todos, que comparar o endividamento do FC Porto com o do Vitória de Guimarães. É intelectualmente desonesto fazê-lo.

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Um novo ciclo:

 

Em Janeiro escrevi que Menezes seria o candidato natural ao Porto. Dependia, sobretudo, da sua vontade. O único problema para o PSD Porto seria se o seu prolongado silêncio tivesse no final uma resposta negativa. Não teve. Hoje, na SIC, Menezes afirmou-se como candidato contando com o apoio do Presidente da Concelhia do Porto (Ricardo Almeida), do Secretário-geral (Matos Rosa) e do líder do partido (Pedro Passos Coelho).

 

A força de Luís Filipe Menezes é ser um candidato que está para além do seu próprio partido. A revolução que fez em Vila Nova de Gaia e a forma como sempre procurou, através de Gaia, mostrar que o Porto podia e devia ser o motor da AMP, fazem de Menezes um candidato da esperança. A esperança de um Porto mais forte, renovado culturalmente, cosmopolita, próximo das pessoas e cujo papel da câmara é a promoção da qualidade de vida dos seus habitantes sem descurar o seu papel positivamente aglutinador de toda a Área Metropolitana do Porto e sem estar de costas para as suas instituições públicas e privadas.

 

É um Porto diferente que se pretende. É o Porto com gente que o compreende e ama. Faz toda a diferença. Falta pouco mais de um ano para a esperança renascer.

As pontes da outra margem

Claro que não! Então com ideias destas, quem ia fazer tal coisa?

Se calhar tens mesmo razão e este Homem é um senhor. A proposta é totalmente coerente com o pensamento do autarca, mas poderia ter alguns melhoramentos: [Read more…]