O triunvirato da manipulação

Existem três elementos básicos para manipular as massas.

O primeiro é o medo, recorrendo-se à tragédia eminente e à exploração da tragédia alheia. A primeira, explorando a ideia que o pior está para chegar castra os ímpetos da demanda. A segunda, faz com que os povos se conformem mais com o que têm que é melhor do que outros estão a passar. Combinadas, travam a reivindicação e estimulam a submissão.

Todavia, o medo nas sociedades democratas não chega, devido a empecilhos como a liberdade de acesso à informação, de expressão, entre outros. Vantagem das ditaduras.

Face às limitações da democracia aos intentos manipuladores, tem de se acrescentar mais dois instrumentos que se interligam com a génese humana: a vaidade e a inveja.

A vaidade, leva as massas a querem exibir. A inveja, a desejar o que os outros exibem. Mais ainda, a vaidade leva a que se queira ter para se mostrar que se tem. A inveja leva a que se queira ter o que os outros têm, independentemente de se poder ter ou não. Bem afinada, a inveja atinge o auge quando se deseja que os outros deixem de ter aquilo que se lhes cobiça.

Esta combinação da vaidade com a inveja, construiu um modelo de sociedade assente na ideia de que se vale não pelo que se é mas pelo que se tem.

Esta combinação do medo, com a vaidade e a inveja, articula-se e sintetiza-se por via da propaganda, que mais não é do que a técnica de convencer a vítima de que aquilo que a prejudica é bom para ela.

Este triunvirato do medo, vaidade e inveja, articulado através da propaganda, criou das mais pérfidas sociedades que acabam por se revelarem absolutamente contrárias ao que uma sociedade livre, democrata e plural deveria representar. E aqui é que está o requinte do triunvirato: tudo isto se alcança através da própria democracia.

A direita tem medo da rua, nem percebe que por vezes lhe dá jeito

Como era óbvio, a primeira vítima dos Indignados das Praças do Sol foi o PSOE.

A nossa direita radical andou por aí a queixar-se que era tudo uma manobra orquestrada contra o PP. Choram muito antes de tempo, tipo Sócrates, tremem de medo quando as ruas são ocupadas, e ainda bem. Por cá chegarão a este ponto: uma TV assumidamente liberal aldraba completamente um directo, com um betinho a fingir que está lá:

E quando lá chegarmos, a esse ponto, tudo estará bem no resto da península.

Nota de rodapé: 25% dos eleitores do País Basco iam ficando sem partido onde votar. Os resultados demonstram que a democracia no estado espanhol não é nada real.

Um editorial a ler

Hoje no Jornal de Negócios, há um editorial que se tem que ler. Especialmente a nota final:

PS: todos os jornais cometem erros e são manipuláveis por fontes. O Negócios também já errou e errará. Mas houve desinformação gritante nos últimos dias, com exagero claro de medidas de austeridade, o que teve beneficiários. Como é verificável, o Negócios deu em primeira mão muitas medidas, incluindo o próprio pedido de ajuda. Não demos tudo o que agora se sabe. Mas não falhámos nada. À cumplicidade com as fontes preferimos a cumplicidade com os leitores. E assim não os enganámos.

Manipulação sem igual:

O ainda Primeiro-ministro é um homem perigoso senhor de uma máquina de manipulação comunicacional como nunca se viu em Portugal. Ele utiliza a mesma filosofia dos ajudantes de Bush e isso foi bem visível no momento “Ó Luís, fico melhor assim, ou assim?”, não percebendo que estava a transformar uma tragédia numa comédia.

Ler o resto AQUI.

Alguém precisa de passar pelas Novas Oportunidades

RTP desemprego

Este gráfico baseia-se num que encontrei no Blasfémias ao qual adicionei alguns elementos (as escalas e o bloco azul) para evidenciar uma coisa simples: o 10.8% do mês de Junho não está à escala. Manipulação grosseira no telejornal estatal.

Novo ecosistema mediático prejudica jornalismo

Neste momento Portugal  está a abdicar da exigência democrática,diz o filósofo Jose Gil numa entrevista ao  Diário de Noticias.Na verdade   numa  conjuntura em que aqueles  que  têm alta responsabilidade em  defender a democracia se demitem da sua funçao  critica,  o sistema democrático perde,e  entra em crise.Refiro-me aos jornalistas .
Isto acontece por várias razões.
Tentarei  referir  algumas  que alteraram o ecosistema  mediático,e que se interpõem entre a informação e o cidadão,perturbando-o .
Como  actualmente tudo o que acontece  só existe  se fôr noticia, o que não é noticia ,não acontece.
A partir daí ,Governos,partidos,corporações, multinacionais , instituições, clubes,  empresas,universidades,hospitais,etc  começaram a perceber que em vez de serem os jornalistas a controlar a agenda mediática/política  , deviam  ser eles,  munindo-se de  gabinetes  que alegadamente  facilitassem a compreensão da notícia ,para comunicar com o exterior,mas  na verdade  serviam   para  controlar a realidade mediática  .
 
De facto ,o  grande objectivo destes gabinetes de imprensa  é condicionar e controlar a  informaçao, de forma que só chegue ao cidadão o que lhes interessa que saiba .
Eles sao a “Fonte”,e a partir daí, o jornalismo está condicionado a ela.
A fonte só lhe fornece  os conteúdos  que filtra mas de que ele precisa para exercer o seu labor. 
Assim, o que  devia ter nascido como um serviço público para melhor informar, transformou-se num travão à informação,porque não  se pode ultrapassar essa “fonte” que conhece os factos e os dados,a única autorizada a divulga-los,tornando verdade  aquilo  que ´é uma   mera convicção .
Inclusivé, os próprios funcionários e técnicos  das diversas corporações estão proibidos de emitir opinões para fora.Tudo tem de  passar pelo gabinete de imprensa.
A  derrapagem começa a  acontecer quando  o que há a informar não é positivo.Então, há que manipular a informação, maquilha- la ,quiçá, transforma- la em  propaganda,segundo directivas superiores.
É neste momento  que o jornalismo deveria saber dar o salto para tornear estas dificuldades que  a fonte lhe pretende o pôr.
Pois é nesta fase que  o sistema pretende controlar a informação, sonegando ao jornalista aquilo que nao deseja que o cidadão saiba,mas que é de interesse publico.
Fica- se face a um muro informativo,em que não se sabem por ex. os números dos implicados na corrupção,  quantos  aderiram, ou não, a uma greve, quantas pessoas há em listas de espera, como estão funcionando as escolas, se a criminalidade violenta está a aumentar, ou   a situação verdadeira do emprego.
Invertida a correlação de forças  caímos em duas posições.Ou o jornalista se torna subserviente,  para não perder o posto de trabalho,ou  faz um jornalismo partidário.
Neste caso, começa a ser privilegiado  pelo gabinete de imprensa  que lhe fornece dados que a outros nao são  fornecidos ,e passamos assim a ter um jornalismo   acomadaticío, ou de trincheira.
Alguns jornalisas para fugirem a este  circulo vicioso socorrem-se das chamadas fontes anónimas,   muitas vezes peritos que não podem falar em seu próprio nome por receio de represálias,mas a fonte anónima descredibiliza o jornalismo, e  o jornal , retira ao cidadão um direito de  saber quem  responde pelo que disse, e  pode servir para manipular a informaçao de acordo com criterios subjectivos do autor da peça,ou do editor ,sem que ninguem posso vir desmenti-lo
Por isso é que quando cai um governo ou uma câmara , os gabinetes de imprensa mudam imediatamente ,pois são lugares de confiança politica .
Por isso em Portugal  há, cada vez mais,  um deficit democrático,como refere, e bem, o   filósofo  José Gil.
Precisamos urgentemente  de um jornalismo independente, que venha ao encontro das necessidades do cidadão,e lhe forneça os dados que precisa para ajuizar em consciência ,não dos governos,  dos partidos ,das empresas ou das câmaras  municipais.

AS

A Regra do Jogo e a manipulação das visitas no Sitemeter

O meu querido Fernando Moreira de Sá publicou há dias, no Aventar, um «post» em que brincava com «A Regra do Jogo» e com os «links» em demasia que, na sua opinião, são feitos por aquele blogue.
Compreendo a sua posição e aceito-a. No entanto, conhecendo o Carlos Santos e sabendo que é uma excelente pessoa, não ficaria de bem comigo próprio se não escrevesse este «post». É verdade que o Carlos Santos faz muitos «links» e alguns deles, por vezes, de forma menos criteriosa. O resultado, talvez, do seu grande empenho no blogue que criou e da forma intensa como vive o fenómeno da blogosfera.
O Carlos Santos procura audiências? Acredito que sim. Mas e os outros, andam à procura de quê? Cada um utiliza as armas que tem à mão. Uns falam de futilidades, outros falam de coisas de mulheres em que não se percebe muito bem o que é ou não publicidade, outros põem mulheres nuas, outros especializam-se em downloads de tudo e mais alguma coisa, outros andam a substituir bandeiras de Portugal e por aí fora.
Não é o caso de A Regra do Jogo. É um blogue sério que fala de coisas sérias. E de uma coisa podemos ter a certeza: as suas visitas no Sitemeter correspondem exactamente ao número de pessoas que o visitam. «A Regra do Jogo» não manipula os dados do Sitemeter. Infelizmente, certos blogues que andam na parte superior da tabela, e que se especializaram em defender tudo o que o Governo diz e tudo o que o Governo faz, não podem dizer o mesmo.