Foi o melhor testemunho que arranjaram?

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Ou foi o pior?!

Cada vez menos portugueses querem ouvir a cassete da direita

PPC

Sondagem após sondagem, os subvalorizados componentes da Geringonça continuam a contar com apoio maioritário da população, contrariando as previsões e expectativas de um certo grupo de indignados. Como é que era mesmo aquela história dos militantes insatisfeitos do PCP e do BE abandonarem o barco porque não queriam coligações com o PS, porque eram irresponsáveis ou outra treta qualquer que a imprensa do velho regime arrotava todos os dias? Yeah, right… [Read more…]

Da objectividade da imprensa portuguesa

JdN

Ou como tudo muda no espaço de 5 dias.

Via Os Truques da Imprensa Portuguesa

Pura propaganda, no Jornal de Negócios

O Jornal de Negócios traz hoje uma peça titulada “O programa de ajustamento de Portugal em cinco gráficos“. Olhando para os gráficos incluídos, para os títulos para eles escolhidos e para as respectivas legendas só se pode  concluir que o dito programa de ajustamento e, consequentemente, o anterior governo, se coroaram de sucesso. Deve ser o tal país que está melhor, apesar das pessoas estarem pior.

Esta peça, ao apresentar números sem contexto, martelados até, é uma obra de propaganda, à semelhança de outras que este jornal tem feito sair em prol das políticas de direita.

Vejamos brevemente o que está em causa.

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O sector, o setor, o projecto e o projeto: bem-vindos a Portugal

Obviamente, o vencedor do concurso é o Jornal de Negócios.

Piratas e Marcelos, Velhos e Novos: a sustentabilidade que nos vendem e o mundo real

RS MRS

Corria o ano da graça de 2013. Em Setembro, o Jornal de Negócios noticiava a entrada do BES no índice mundial de sustentabilidade do Dow Jones, integrando assim um restrito grupo de 23 instituições bancárias de topo. A classificação obtida pelo banco liderado por Ricardo Salgado, 85 pontos, suplantava a média (58 pontos) e fixava-se pouco abaixo da classificação líder mundial, com 93 pontos. Cinco meses depois, em Fevereiro de 2014, o BES apresentava prejuízos na ordem dos 518 milhões de euros. Em Julho do mesmo ano, o prejuízo encontrava-se já na casa dos 3570 milhões de euros*. Em Agosto passado, segundo o Expresso, os prejuízos do banco ascendiam já a 9 mil milhões de euros e a factura continua a aumentar. Mas isso não será novidade para o caro leitor. Até porque a factura está a sair do seu bolso. Por muito que lhe tentem vender o embuste da intervenção lucrativa ou o tentem fazer de otário. Resta saber quem são os piratas que elaboram estes índices. Valem tanto como a palavra do ex-primeiro-ministro. [Read more…]

Contribuinte, o Novo Banco precisa do seu dinheiro. Outra vez.

As medidas de reforço de solidez que o Novo Banco propõe ao BCE pretendem gerar mais capital do que os 1.400 milhões detectados nos testes de stress. A folga serve para fazer face a outras exigências e a perdas futuras.
O plano de capital do Novo Banco prevê medidas destinadas a reforçar a solidez da instituição num valor acima dos 1.400 milhões de insuficiências detectadas nos testes de stress do Banco Central Europeu (BCE).

 

E as boas notícias não terminam aqui. O mesmo Jornal de Negócios revelou ontem que o Novo Banco registou prejuízos de 552 milhões de euros na operação bancária em Portugal. Resta-nos saber até quando durará esta mentira e quando chega a factura. E você, também acredita que o prejuízo da venda do Novo Banco não sairá do seu bolso?

«O ‘Jornal de Negócios’, relativamente à maioria parlamentar de esquerda que rejeitou o governo da coligação PàF,

tem tido um comportamento impróprio de um jornalismo da democracia, i.e., responsável, imparcial e consonante com os interesses do País.»
[Carlos Fonseca disse-o e agora repetiu-o]

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Irresponsabilidade

Eu, que gosto muito de ler o chileno Luis Sepúlveda, não resisto a citá-lo:

Estamos a viver, em muitos países da Europa, uma pobreza que queríamos esquecer, superar. Estamos a chegar a níveis de pobreza do pós-guerra, e não houve nenhuma guerra. Houve, sim, uma enorme irresponsabilidade dos ricos e dos nossos representantes.

(Jornal de Negócios,2 março 2012)

O Guerreiro e o “tio” Alexandre Soares dos Santos

O director do ‘Jornal de Negócios’, neste artigo, transformando em discurso colectivo aquilo que é opinião do próprio, escreveu:

Estamos saturados de manhosos, desconfiados de moralistas, estamos sem ídolos, sem heróis, estamos encandeados pelos faróis dos que saltam para o lado do bem para escapar à turba contra o mal.

Lido num ápice, sem cuidar de saber quem são os manhosos, desconfiados moralistas e dos ineptos de que Guerreiro fala, até seríamos levados ao automatimso de subscrever a mais comum das ideias expostas. Com atenção, verificamos, porém, que a guerra dele é contra Ana Gomes, António Capucho e outros que criticaram a transferência da sede da ‘holding’ Sociedade Francisco Manuel dos Santos (SFMS) para a Holanda, por interesses de ordem fiscal. E na elegia da patriótica e solidária atitude do “tio” Alexandre, o pedadógico Guerreiro argumenta:

Uma empresa tem lucro e paga IRC; depois distribui lucro pelos accionistas, que pagam IRC (se forem empresas) ou IRS (se forem particulares). Neste caso, a Jerónimo continua a pagar o mesmo IRC em Portugal (e na Polónia); o seu accionista de controlo, a “holding” da família Soares dos Santos, transferiu-se para a Holanda. Por ter mais de 10% da Jerónimo, essa “holding” não pagava cá imposto sobre os dividendos e continuará a não pagar lá. Já quando essa “holding” paga aos membros da família, cada um pagaria 25% de IRS cá – e pagará 25% lá. Com uma diferença: 10% são para a Holanda, 15% para Portugal.

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Um editorial a ler

Hoje no Jornal de Negócios, há um editorial que se tem que ler. Especialmente a nota final:

PS: todos os jornais cometem erros e são manipuláveis por fontes. O Negócios também já errou e errará. Mas houve desinformação gritante nos últimos dias, com exagero claro de medidas de austeridade, o que teve beneficiários. Como é verificável, o Negócios deu em primeira mão muitas medidas, incluindo o próprio pedido de ajuda. Não demos tudo o que agora se sabe. Mas não falhámos nada. À cumplicidade com as fontes preferimos a cumplicidade com os leitores. E assim não os enganámos.