Um Verdadeiro Líder

Homem de Honra e de uma só palavra, o sr Presidente do Governo Regional da Madeira, foi agraciado com medalha militar.

Merkel tem razão, então não tem?

(Foto: blogue “cantigueiro”)

A chanceler alemã tem toda a razão: a Madeira é um mau exemplo e Merkel utilizou-o muito bem para mostrar como se pode aplicar muito mal os fundos estruturais europeus (Público). As verbas recebidas não aumentaram a competividade, antes foram empregues na construção de túneis e autoestradas. Este dinheiro, sr. A. João Jardim, deveria ter sido canalizado para apoiar as pequenas e médias empresas, promovendo o crescimento económico e evitando, deste modo, a austeridade que agora os madeirenses são obrigados a aguentar.

Mas não foi só Jardim… (este Carnaval não vai ser diferentes dos anos anteriores nem os gastos…). Temos assistido ao mesmo, aqui no continente: autoestradas a mais, paralelas umas às outras a pouca distância (algumas por concluir), e outras infra-estruturas que nos endividaram e agora corta-se nos apoios e subsídios , etc. Por outro lado, não se tratou de criar emprego. Pelo contrário, nunca o desemprego foi tão elevado.

Mas temos o que merecemos: eles continuam lá, sempre os mesmos, a fazer palhaçada e a gozar com o Zé Povinho.

Os eleitores são teimosos e masoquistas: aguentam-nos durante décadas!

Agricultura e tempo

 

 Os tempos mudam como o comércio. Estamos falidos, mas sabemos como nos defender. O que era agricultura´hoje em dia é jardinagem de plantas exótica que vendem como um raio de luz 

Ao longo do tempo, durante milhares de anos, a horticultura, a fruticultura, as ervas e as plantas, têm sido a base da dieta, têm sido a base do sustento dos seres humanos. A jardinagem, no começo dos tempos da agricultura, não era uma actividade usada de forma sistemática. Comia-se do que a natureza dava, como prova Roy Lewis no seu livro The Evolution of Man, 1960, Editora Hutchinson, versão portuguesa intitulada Por que como o meu pai? Editora Hagá, 1992, com versão francesa do mesmo ano, editado por Actes Sud: Pourqoi j’ai mangé mon père, pergunta afirmativa nas versões britânica e francesa, mais duvidosa na portuguesa, facto que me parece natural. O nosso País tem sempre duvidado dos seus afazeres, como temos observado recentemente na guerra política que se tem desenvolvido na nossa República nos anos recentes. A agricultura britânica e francesa, foram prósperas não apenas por ter boa

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São políticos e analistas à portuguesa, com certeza

Olho as notícias do dia. Começo perturbado, mas acabo sereno. O ‘bloco central’ anda a circular sobre socalcos. Compreende-se. O tempo é de vindimas. Até ao terreiro da adega o caminho é sinuoso e acidentado. Uma vala funda aqui, um segmento plano acolá, e lá vai a trôpega marcha.

Aos solavancos, conseguimos, porém, chegar à Madeira e ficamos mais descansados. Vimos Sócrates e Jardim muito, muito sorridentes e cordatos. Uf! – Suspiramos e aliviados concluímos: – Se calhar vamos ter acordo orçamental. Porreiro pá!  

Chegados ao “Contenente”, o optimismo desmorona-se. Passos Coelho, a propósito da revisão constitucional, afirma querer acabar com o fim da intoxicação pelo PS. Ora esta! – exclamamos. Há momentos, na “iilha”, os outros dois estavam tão enlevados e eufóricos, e agora o Coelho está fulo com os socialistas? Apreensivos, deduzimos: – Se calhar a tensão nas relações inviabiliza o acordo orçamental. Porra pá!

Desiludidos e abatidos, resolvemos esquecer o problema. Que se lixem os gajos, o orçamento e o resto que congeminamos, mas recusamos escrever!

Com a questão posta de lado, azar o nosso, viemos parar a esta recomendação de leitura. Outra vez o maldito orçamento! – lamentámos – mas não resistimos e seguimos a recomendação. Prosseguimos na aventura e, com espanto, lemos que o economista Vítor Bento assevera: a não aprovação do orçamento não é drama nacional.

Tivemos de gritar, em simultâneo: – Porra pá, porreiro pá! Andámos a ouvir de gentes de grande sabedoria – o Prof. Cavaco Silva, o Eng.º Sócrates, o Prof. Marcelo e outros – o sério aviso de ser imprescindível o acordo parlamentar sobre o OGE para 2011. De súbito, o Bento – nunca um apelido foi tão merecido – numa penada desfaz preocupações e sofrimentos. Que se tramem a Fitch, a Moddy’s, a UE, o BCE e o agravamento das contas do Estado! Se necessário, com elevado sentido patriótico, cá estaremos para pagar mais impostos.

Temos de acreditar nas nossas elites. Somos um povo com fé e eles são políticos e analistas à portuguesa, com certeza. Não é porreiro pá?    

Roubou billiones, diz o Joe do Jardim

E para já o Tribunal diz que há fundamentos sérios para Joe dizer o que disse do Jardim !

O Jardim foi condenado pelo Banco de Portugal ao pagamento de uma coima de 1 milhão de euros e à inibição do exercício de atividades no sector financeiro pelo período de nove anos. Além disso, Jardim está acusado da prática de crimes de manipulação do mercado, falsificação de documentos e burla qualificada.

O juiz vai dizendo que o Joe foi longe demais que tocou na honra e bom nome do Jardim mas que o Joe, enquanto representante dos accionistas do banco, tinha sérios fundamentos para reputar como verdadeiras as imputações que formulou.

Entretanto, o Joe já avançou com acções judiciais contra alguns ex-administradores do BCP pedidndo indemnizações no montante global de 1, 328 mil milhões…

Face a este montante eu tambem acho que é mais desvio do que roubo!

Antes e depois do temporal

Estes são os nossos estadistas, coerentes, horizontes largos, firmes nos propósitos, competentes, acima das fraquezas da espécie, capazes de olhar para o bem do país e não para as suas guerras  mesquinhas.

Estas duas fotos envergonham qualquer mortal!

Tudo não passa de mais ou menos dinheiro, nada tem a ver com políticas, com “governance”, com capacidade de estabelecer objectivos e as medidas e avançar coerentemente. Quando o dinheiro aparece ninguem tem convicções, sempre fomos tão amigos…

Mesmo quando a tarefa é hércula e justa um bocadinho de dignidade  é fundamental!

Beijos na boca

Uma história rápida mas com piada passada aqui há anos com a ponte da Figueira da Foz, projectada pelo Prof. Edgar Cardoso, teve um deslizamento de terras, muito dinheiro para colocar a coisa no sítio certo. Perante esta denúncia o então secretário de Estado das Obras Públicas respondeu qualquer coisa como:” o meu querido prof. não recebe lições de ninguem e este deslizamento até é bom porque vai dar trabalho a muita gente”. Enfim, trabalhar para aquecer tambem cria postos de trabalho…

Foi do que me lembrei quando vi aquela maravilhosa conferência de imprensa, com Sócrates e Jardim aos beijos na boca, atira-se com a Lei das Finanças Locais para a ribeira ( pode ser para as do Funchal…) acaba em nada, ou melhor, desaparece no mar, quem quer saber da maldita Lei que só travava o desenvolvimento, Deus é grande, manda uma enxurrada e o que estava certo deixou de estar, isto agora torna a ser uma farturinha.

Não está aqui em causa a necessidade imperiosa de socorrer as pessoas e bens, mas em vez desta festa de “alívio”( o dinheiro vem aí outra vez) seria essencial que o trabalho de Planeamento e Urbanismo fosse encarado seriamente de uma vez ; que se transmitisse a ideia que esta tragédia tem responsáveis; que o modelo de desenvolvimento da Madeira fosse revisto e modificado de cima abaixo ; que não se continue o atentado de lesa- Porto Santo ; que o dinheiro deverá ser aplicado responsavelmente a bem das populações e não ao serviço da máquina de betão e dos amigos que vendiam retretes e que agora têm uma dezena de empresas todas a fazerem negócios com o governo regional; que ver o primeiro ministro e o chefe do governo regional com olhos de carneiro mal morto é um péssimo sinal!

Com beijos tão mal amanhados nenhum deles vai perceber que cheira mal da boca !

Convite – cidadãos por Lisboa

CONVITE A TODOS OS AMIGOS DO JARDIM DO PRÍNCIPE REAL

QUE FUTURO PARA O JARDIM DO PRÍNCIPE REAL

PARTICIPE NA SESSÃO PÚBLICA A REALIZAR HOJE 6ª FEIRA, 18 DE DEZEMBRO, DAS 21H00 ÀS 23H00, NO AUDITÓRIO QUINTANILHA, DA FACULDADE DE CIÊNCIAS DE LISBOA, COM ENTRADA PELA PORTA DO JARDIM BOTÂNICO, À ESCOLA POLITÉCNICA.

CONVIDADOS OS EX.MOS SENHORES:

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA, DR. ANTÓNIO COSTA;

VEREADOR DOS ESPAÇOS VERDES DA CÃMARA MUNCIPAL DE LISBOA, DR. JOSÉ SÁ FERNANDES;

PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO FLORESTAL NACIONAL, ENGº AMÂNDIO TORRES;

DIRECTOR DO IGESPAR DR. GONÇALO COUCEIRO.

PRETENDE-SE COM A SESSÃO DISCUTIR DE FORMA ABERTA, ESCLARECIDA E CIVILIZADA O PROJECTO EM CURSO NO JARDIM DO PRÍNCIPE REAL, EM ESPECIAL, COMPREENDER QUE FUTURO DEVE ESTAR RESERVADO AO JARDIM DO PRÍNCIPE REAL.

 

Andam a vender os meus jarros

A maioria das árvores que embelezam a minha rua, não estariam grandes e viçosas se não fosse o meu trabalho, incompreendido, diga-se de passagem, noite dentro em pleno verão, a chegar-lhe água.

 

Entre a minha casa e a garagem do prédio há um pequeno jardim, que cresceu graças à minha força de trabalho e a algumas situações rídiculas, porque as pessoas nunca acreditam que alguem faça alguma coisa por altruísmo,  ou porque pura e simplemente gostam de jardinar.

 

Não senhor, passei a ser o encarregado da câmara que trata dos jardins e vá de mandar bitaites, o senhor não quer varrer ali aquelas folhas, está tão feiínho, ou aquela árvore  precisa de poda e eu a ver se não me desmancho, assim talvez tenham alguma consideração pelo encarregado e não estraguem.

 

Bem, um dia (há sempre um dia) cheguei à rua e tinham-me roubado os jarros lindos que cresciam numa mancha de branco, que davam nas vistas, mas isto é como um pai que tem uma filha linda, sabe que um dia lha vão roubar, é a lei da vida e ainda bem que é assim, não se pode esconder.

 

Pior que estragado, torno a colocar a tabuleta " este jardim é seu, proteja-o" e vou até à Guerra Junqueira ver as "teens" enquanto almoço, e ler uma horinha ali debaixo do frondoso arvoredo quando, entre o barulho de conversas, ouço um tipo a gritar " um molho de jarros, um euro" e, aparece-me o facínora com os meus jarros a querer vender-me os meus jarros!

 

Não perdi a cabeça porque o preço, enfim, fazia juz à beleza dos jarros e além disso, não me ofereceu desconto…

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