Zoologia
Ó pá, emigra
Portugal não pode ser “um país de muitas cigarras e poucas formigas”, Miguel Macedo dixit.
A repressão policial nos Governos PSD
Fiz este filme há uns meses, para o 5 Dias, mas neste momento faz todo o sentido voltar a publicá-lo.
É extraordinário como os Governos do PSD têm uma apetência especial pela violência e pela repressão policial. 3 Ministros da Administração Interna – Silveira Godinho, Dias Loureiro e Miguel Macedo – e a mesma matriz identitária, convertida num bastão. Parece ser a matriz do PSD.
Página no Facebook da PSP assaltada por pirata salazarista
Debaixo desta bela imagem escreveram:
Diariamente lemos crónicas interessantes, desabafos contundentes, opiniões inflamadas contra a PSP, contra “agentes infiltrados”, contra contradições e todos sob o mesmo mote: Todos são suficientemente conhecedores desta realidade para opinarem, para monitorizarem o trabalho policial, para dizerem o que se deve e não deve fazer. É fácil criticar, é simples escrever sobre preconceitos, difícil é passar pelos problemas e resolvê-los! No fim do dia, quando regressarem a casa, os outros, os “suspeitos do costume” estarão ao seu lado para o proteger, com as cores do costume, com a farda do costume e com a disponibilidade que lhes reconhecemos! Eles falam, falam, mas na hora do aperto, A TODAS AS HORAS, são sempre os mesmos a avançar! Consigo desde 1867, todos os dias!
Tirando o dislate de a PSP não ter sido criada em 1867 (a Polícia Cívica monárquica foi emprateleirada pela República que criou a GNR. mas naturalmente quem cometeu este atentado não percebe nada de História) esta defesa do papel da PSP ao longo de 48 anos de ditadura é obviamente obra de quem tenta denegrir a imagem da instituição. Não se tratando de um agente infiltrado do mundo do crime só pode ter sido obra de “piratas informáticos”, como usam escrever os jornais.
Há indícios de que a PSP pode ter retomado o controlo da sua página, uma vez que tem apagado vários comentários, mas ainda não conseguiu eliminar o ultraje original. Aguarda-se a todo o momento uma conferência de imprensa de Miguel Macedo.
Solidários com o funcionário público Miguel Macedo
O povo português, sempre generoso com os mais necessitados, não poderá negar solidariedade a todos aqueles que servem desinteressadamente o país, como é o caso dos funcionários públicos. O funcionalismo público tem, agora, no ministro Miguel Macedo o exemplo mais recente de alguém que merece toda a nossa solidariedade. Efectivamente, o pobre governante ficará, doravante, e por iniciativa própria, privado do subsídio de alojamento a que, legal e imoralmente, tinha direito. O facto de ter prescindido desse privilégio após a saída de várias notícias só serve para demonstrar que o Governo está atento aos sinais enviados pela sociedade civil. O minúsculo pormenor de Miguel Macedo possuir uma habitação em Lisboa não nos deve coarctar o exercício da generosidade: com 1400 euros a menos por mês e com os aumentos do IVA, é importante que os vizinhos do ministro estejam atentos a indícios de qualquer tipo de carência alimentar que Miguel Macedo possa manifestar. Para que não se sinta muito envergonhado, proponho que se deixe, anonimamente, à porta de sua casa, um cabaz com produtos de primeira necessidade.
Adoro perífrases, eufemismos e areia nos olhos
Secretário de Estado das Comunidades também abdica do subsídio de alojamento
José Cesário, Secretário de Estado das Comunidades, à semelhança do ministro Miguel Macedo, optou por prescindir do subsídio de alojamento a que tinha direito. Segundo fonte da Secretaria de Estado “decidiu abdicar do subsídio para não introduzir qualquer tipo de ruído na gestão política da secretaria de Estado que tutela.”
É em momentos destes que descubro que, afinal, perífrase é frase mas no mau sentido, tal como eufemismo é uma treta codificada. O que José Cesário poderia ter dito, se estivesse minimamente interessado em parecer uma pessoa séria seria qualquer coisa como: “Um subsídio como este só faria sentido se pudesse ser aplicado a qualquer funcionário público que fosse obrigado a trabalhar longe da sua residência oficial, sendo obrigado a pagar alojamento perto do local de trabalho. Como eu ganho mais do que a maioria dos funcionários públicos e, ainda por cima, possuo uma segunda casa na cidade em que, agora, trabalho, é imoral receber esse subsídio, ainda para mais num país em dificuldades financeiras.”
Não tenho dúvidas nenhumas de que esta notícia será comentada por todo o país de diferentes maneiras. A zona em que vivo é célebre pelo delicioso desbragamento de linguagem com que as pessoas se exprimem diariamente. Antevendo as reacções que esta notícia suscitará pelos cafés e similares aqui à volta, ficam com um provável comentário traduzido para a linguagem que José Cesário utilizaria: “Talvez devessem introduzir qualquer tipo de corpo estranho na gestão de um determinado orifício que Vossa Excelência possui na retaguarda do organismo.”
Que Bem Prega Frei Tomás!…

A jovem democracia portuguesa é uma moça porreira (pá) e o povo lá vai tolerando que um governante, tendo habitação própria em Lisboa (o local de trabalho), receba do Estado um subsídio de habitação de 1400 euros por mês. É legal, claro, está na lei.
Miguel Macedo tem casa própria declarada em Lisboa. Por isso, e como compete a gente com algum pudor, vai abdicar do subsídio de alojamento. O bracarense subiu 10 pontos na minha consideração.
ps: terá concluído Miguel Macedo que é pouco ético pagar a alguém 1400 euros do dinheiro do povo para habitar a sua própria casa?…
Cromos do Dia: Miguel Macedo, Paulo Campos
Vamos começar a fazer uma caderneta de cromos aqui no Aventar. Entre raros, banais e repetidos para a troca, cromos não faltam. Hoje, para início de colecção, entregamos dois cromos. O segundo parece ultrapassado mas é pura ilusão. De cada vez que o leitor vai a uma estação de correios pagar uma passagem numa Scut, por exemplo, é cromice dele. Impagável e difícil de trocar.
Pornografia (10)

O exercício da actividade política – paga com o nosso dinheiro – não tem quer “moral, basta que seja “legal“.…
p.s.: ao preço a que estão as viagens de avião para Paris (França), troco este deputado pela Inês Medeiros…
Ou há moralidade ou comem tolos
Ministro recebe subsídio apesar de passar a semana em casa própria na capital
Já uma vez, a propósito dos professores, escrevi isto, que, com certeza, pode ser aplicado a muitas outras profissões, embora cada um se deva queixar do que conhece, que para falar sobre o que não se sabe já há muita gente entre os jornais e os blogues.
Um ministro é, tal como qualquer funcionário público, um servidor do Estado, mas a verdade é que o primeiro é filho e o segundo não chega a ser sequer enteado. Um professor obrigado a viver, mesmo que temporariamente, longe da sua residência, por razões profissionais, paga do seu bolso tudo, desde a gasolina até ao arrendamento de uma segunda casa. O ministro, que, mesmo não sendo milionário, ganha mais do que um professor, tem direito a um subsídio de 1400 euros, quantia superior ao ordenado de muitos professores e outros funcionários públicos.
É claro que tudo é feito dentro da legalidade, até porque os interessados dominam, também, o poder legislativo. Esta gente tão lesta a esmiuçar a fortuna que recebemos mensalmente é sempre lenta a desfazer-se de privilégios, usando a lei para cometer imoralidades e comer os tolos, ou seja, os cidadãos. É claro que irão dizer que a supressão de subsídios destes não teria efeito prático no combate ao défice, mas eu pensava – vejam lá – que cada tostão conta. Para além disso, há, ainda, outro problema: quantos casos semelhantes, entre ministérios, autarquias e regiões autónomas haverá que não conhecemos?











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