Ou há moralidade ou comem tolos

Ministro recebe subsídio apesar de passar a semana em casa própria na capital

Já uma vez, a propósito dos professores, escrevi isto, que, com certeza, pode ser aplicado a muitas outras profissões, embora cada um se deva queixar do que conhece, que para falar sobre o que não se sabe já há muita gente entre os jornais e os blogues.

Um ministro é, tal como qualquer funcionário público, um servidor do Estado, mas a verdade é que o primeiro é filho e o segundo não chega a ser sequer enteado. Um professor obrigado a viver, mesmo que temporariamente, longe da sua residência, por razões profissionais, paga do seu bolso tudo, desde a gasolina até ao arrendamento de uma segunda casa. O ministro, que, mesmo não sendo milionário, ganha mais do que um professor, tem direito a um subsídio de 1400 euros, quantia superior ao ordenado de muitos professores e outros funcionários públicos.

É claro que tudo é feito dentro da legalidade, até porque os interessados dominam, também, o poder legislativo. Esta gente tão lesta a esmiuçar a fortuna que recebemos mensalmente é sempre lenta a desfazer-se de privilégios, usando a lei para cometer imoralidades e comer os tolos, ou seja, os cidadãos. É claro que irão dizer que a supressão de subsídios destes não teria efeito prático no combate ao défice, mas eu pensava – vejam lá – que cada tostão conta. Para além disso, há, ainda, outro problema: quantos casos semelhantes, entre ministérios, autarquias e regiões autónomas haverá que não conhecemos?

Comments

  1. lidia sousa says:

    Escrevi um mail para o Ministério da Administração Interna o preto/branco Miguel MACEDO, o impoluto, que já recebia o mesmo subsidio quando era deputado, além dos lucros do seu escritório de Advogado, porque vergonha das vergonhas, estão no Parlamento apenas para fazerem lobby e servirem-se das informações para os colegas do escritório, poderem melhor orientar os clientes. O mesmo se passa com o Aguiar Branco, que também recebe e recebia subsidio de alojamento e esse então, recebia mensalmente da sua poderosa Sociedade de Advogados Aguiar Branco e Associados, 25.000 Euros por mês, tal o trabalho que os seus inúmeros colaboradores tinham. com as dicas que ele obtinha no Parlamento. Outro que tal, é o Frasquilho que agora aparece menos na Televisão desde que lhe dei uma bronca, pois é Administrador não executivo do BES INVESTMENT, fazia relatórios económicos de bota abaixo para uso interno e relatórios muito favoráveis para o exterior pois não podia prejudicar o Patrão. Isto sim devia ser urgentemente abolido, pois no caso deste Frasquilho nem a ferros ele iria para o Governo receber um ordenado mixoruco, pois não podia acumula o do BES. Haja vergonha. O tal impoluto MACEDO NEM RESPOSTA ME DEU.

  2. Bruno says:

    Só uma coisa: o mesmo fim que ao Kadhafi. Vem aqui a corja política nacional falar de moralidade, de justiça e ELS, cujo patrão é o mesmo que o meu (não venham com a treta que são políticos ou deuses tipo Luís XIV) têm direito a regaliazinhas e o caraças. Por isso, sofram como o Kadhafi e assim dão valor a quem todos os dias tem que trabalhar, seja funcionário público ou privado.

  3. MAGRIÇO says:

    O argumento usado para defender as mordomias é o mesmo que usaram para não taxarem os mais ricos ou os rendimentos dos especuladores (sei que não apreciam especialmente esta designação, mas não encontro melhor) da bolsa: não seria relevante em termos de encaixe financeiro. Metade do meu subsídio de Natal é mais relevante?

  4. insulas ocidentaes. says:

    E os”meritissimos”titulares Soberanos”???.