Solidários com o funcionário público Miguel Macedo

O povo português, sempre generoso com os mais necessitados, não poderá negar solidariedade a todos aqueles que servem desinteressadamente o país, como é o caso dos funcionários públicos. O funcionalismo público tem, agora, no ministro Miguel Macedo o exemplo mais recente de alguém que merece toda a nossa solidariedade. Efectivamente, o pobre governante ficará, doravante, e por iniciativa própria, privado do subsídio de alojamento a que, legal e imoralmente, tinha direito. O facto de ter prescindido desse privilégio após a saída de várias notícias só serve para demonstrar que o Governo está atento aos sinais enviados pela sociedade civil. O minúsculo pormenor de Miguel Macedo possuir uma habitação em Lisboa não nos deve coarctar o exercício da generosidade: com 1400 euros a menos por mês e com os aumentos do IVA, é importante que os vizinhos do ministro estejam atentos a indícios de qualquer tipo de carência alimentar que Miguel Macedo possa manifestar. Para que não se sinta muito envergonhado, proponho que se deixe, anonimamente, à porta de sua casa, um cabaz com produtos de primeira necessidade.

Comments

  1. Maria Pedroto says:

    Mas cuidado… não troquem a noção que têm de produtos de primeira necessidade. Não pensem em deixar nem pão nem água. Como aumentaram de iva, já não são considerados produtos de primeira necessidade.

  2. Nightwish says:

    Estes FDP quando são os direitos dos outros tão calados, mas quando são os seus previlégios já é uma cabala e um insulto.
    Umas guilhotinas ali perto no 5 de Novembro resolviam isto num instante…

  3. Filipe says:

    Esta triste comédia dos subsídios de alojamento não poderia chegar ao fim sem a participação de Aguiar Branco. O ministro da Defesa Nacional vai renunciar também ao subsídio, apesar de, ao contrário dos outros dois, “não ter casa própria em Lisboa.” E porquê? Confesso que já tenho medo de perguntar… Será porque estamos a viver tempos difíceis, dos tais sacrifícios, e o abastado senhor deseja contribuir para o esforço que é exigido aos portugueses? Não! Pasme-se: “em solidariedade com os outros membros do governo”. Só que aqui coloca-se uma outra questão. Mas porque será que Aguiar Branco se apressou a abdicar de tal verba se não tem casa na capital? Bom, acontece que o ministro da Defesa não tem direito a subsídio; pode, se assim o desejar, e se disso necessitar, utilizar o Forte de São Julião da Barra, sua Residência Oficial. Se não quer, não pode andar a pedir dinheiro aos portugueses para viver numa outra habitação de Lisboa. “Olha, não gosto do Forte, vou mas é alugar outra casa. Passos, mete o meu nome no despacho? Ou comem todos, ou há moralidade.”

  4. MAGRIÇO says:

    Coitado do senhor! Como vai ele viver com um corte de 1 400,00€ na seu vencimento (mensal!), se o que me vão sacar a mim é muito menos e já estou preocupado? Se o virem digam-lhe que tem aqui uma porta aberta! Que diabo, onde comem três comem quatro…

  5. Bruno says:

    Por estas e por outras que: Funcionário Público é lixo. Estar no topo é fixe. A fp que corte os subsídios a que tem direito mas os de quem tem que dar o 1º exemplo é que já não devem cortar. Se ele quiser viver com o meu salário, numa RA e com esse dinheiro pagar viagens, combustível, alimentar-se e trabalhar por menos do que o seu simplório subsídio de residência, que experimente. Depois veja se deve ou não cortar algo que por lei os fp têm direito (aqui fp significa funcionário público). Se querem trabalhar, ao menos na vida que trabalhem e vejam a asneirada que andam a fazer.


  6. Eu fiquei tão comovida com o arrancanço de gesto tão nobre, que fiquei sem capaciade de fazer comentários
    E como pertenço ao grupo dos FP (é favor não confundir os falsos com os verdadeiros) solidarizo-me com os que escreveram antes de mim sobre este senhor que recxusa, imagine-se, o Forte de onde ??? de S. Julião da Barra ??? Pobre senhor que nem pode escolher um dos muitos FORTES maravilha da engenharia civil portuguesa ao longo da costa de África até Macau – ai perdão até ao Guincho – Macau é outra história de um tal “Melancia” que há anos não aparecia no noticiário e, hoje, os malandros do canal da Tv1 foram “desencantar” (antes que a TV1 seja privada e não possa dar estas bojardadas de notícias) – coitadinho do senhor que só tem 9500 euros, por mês, de subvenção vitalícia e eu nem sei a quantos anos corresponde ao meu salário de fp – pois que já não faço contas de cabeça uma vez que estes fp superiores e governamentais me deram cabo dela (cabeça)
    Eu não ofereço da minha sopa mas dou um euro para juntar a outros que alguém queira disponibilizar – ai um euro – estou mesmo doida – não é um escudo – pois não estou boa da cabeça

  7. Ricardo Santos Pinto says:

    Promova-se mais um Banco Alimentar do Aventar.

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  1. […] de, em 2011, Miguel Macedo ter prescindido de um subsídio de alojamento, Carlos Martins, actual Secretário de Estado do Ambiente, veio fazer o mesmo, confirmando que les […]

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