
António Costa, a linha de sucessão e o futuro do país, ilustrado com a habitual genialidade do Nuno Saraiva, para o Inimigo Público, Série II. O jogo de tronos dos social-democratas segue dentro de momentos.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

António Costa, a linha de sucessão e o futuro do país, ilustrado com a habitual genialidade do Nuno Saraiva, para o Inimigo Público, Série II. O jogo de tronos dos social-democratas segue dentro de momentos.

A capa do Inimigo Público, da autoria do genial Nuno Saraiva, é todo um tratado à grunharia que caracteriza os estádios de futebol neste país. Não reflecte o comportamento de todos os adeptos, não é um exclusivo do Afonso Henriques, mas é uma constante. Grande Marega, que teve a coragem de virar as costas aos porcos e sair.

Global Imagens/DN (https://bit.ly/2GOVCht)
When I’m driving, I sometimes turn on the radio and I find very often that what I’m listening to is a discussion of sports. These are telephone conversations. People call in and have long and intricate discussions, and it’s plain that quite a high degree of thought and analysis is going into that. People know a tremendous amount. They know all sorts of complicated details and enter into far-reaching discussion about whether the coach made the right decision yesterday and so on. These are ordinary people, not professionals, who are applying their intelligence and analytic skills in these areas and accumulating quite a lot of knowledge and, for all I know, understanding.
— Noam ChomskyProfessional sports are a way of building up jingoist fanaticism. You’re supposed to cheer for your home team. […] This idea of cheering for your home team, which you mentioned before, that’s a way of building into people irrational submissiveness to power. And it’s a very dangerous thing.
— Noam ChomskyWhy do you care who wins? Why do you care who wins? Why do you have to associate yourself with a particular group of professionals, who you are told are your representatives, and they better win or else you’re going to commit suicide, when they’re perfectly interchangeable with the other group of professionals— Noam Chomsky
„Unter dem Entgegengesetzten aber hat der Widerspruch kein Mittleres; denn der Widerspruch ist ja eben eine Entgegensetzung, von deren beiden Gliedern eines jedem beliebigen Ding zukommt, ohne dass es zwischen ihnen ein Mittleres gibt.“
— AristótelesPorque o árbitro se encontrava bem colocado e perto, cerca de 3/4 metros, e foi peremptório a assinalar a grande penalidade, aliado ao facto de não terem existido protestos de jogadores da equipa penalizada, que aceitaram pacificamente a decisão, com excepção do faltoso, único a esboçar contrariedade, damos-lhe o benefício da dúvida.
— José Gonçalves
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Efectivamente, porque hoje é sábado.
Reparar (opção minha, i.e., intencional, para o caso em apreço, não vá andar por aí o Ciberdúvidas, de gramática normativa em riste e corrector em punho) nos infinitivos de Duarte Gomes, árbitro que tinha dificuldade na detecção de inofensivos saltos do Jardel (o Mário) na área do Benfica, confundindo-os com lances para grande penalidade.
Isso foi há muitos anos, mas o sempiterno tema da arbitragem no futebol voltou à ordem do dia cá de casa, aqui, aqui e aqui (toma e embrulha, JJC).
Comecemos pelo mais importante, pelos infinitivos — os tempos indicados (m:s) dizem respeito ao vídeo que aparece lá em baixo, em (*):
‘recordar isso em casa’ (20:49); ‘dizer também’ (20:50); ‘e dizer-vos antes’ (21:58), ‘e convidar‘ (21:59), ‘e recordar‘ (22:44), ‘e dizer‘ (23:04), ‘fazer alguma pedagogia lá em casa’ (25:33); ‘recordar que estamos no âmbito das opiniões’ (26:02); ‘ver a imagem com o dinamismo’ (26:14) ou ‘Paulo, focar, focar no braço direito’ (26:30-2), ‘Paulo, perceber que isto está em dinâmica, OK?’ (26:43-5).
De facto, esta tendência sintáctica de infinitivo isolado em início de oração aparece aqui de forma abundante, através de um falante de português europeu. Pense-se neste caso em que escrevo pense-se neste caso, em vez de pensar neste caso. Convém de facto pensar neste caso, em que não dispenso o ‘convém’ (e o ‘de facto’), para não começar a frase com pensar neste caso. Pegando num dos exemplos de Duarte Gomes, em vez de recordar isso em casa, pense-se em recorde-se isso em casa e é importante também pensar em soluções como é importante recordar isso em casa. Mas este fenómeno é assunto que vou deixar para entretenimento e discussão em aulas e em clubes de sintaxe, isto é, fica para outra altura, depois do Benfica-FC Porto de amanhã. Para um benfiquista portuense como eu, dias de Benfica-FC Porto e de FC Porto-Benfica são dias mágicos: mais do que dias de Benfica-Sporting ou de Sporting-Benfica.
Por isso, vou meter a minha colherada na celeuma futebolística da semana, aqui no Aventar — quem não gostar nem de futebol, nem de discussões sobre futebol ou sobre o árbitro, o ovo e a galinha pode ficar por aqui, em vez de ler mais.
A história, velhíssima, foi assim: um soldador, empoleirado num andaime, soldava uma janela de alumínio. Vários metros abaixo, o seu ajudante olhava para cima, de nariz no ar. De repente, um pingo de solda caíu-lhe num olho e as dores violentas abiram-lhe a boca em todas as injúrias que cabem na língua portuguesa. Estomagado, o soldador processou o ajudante, sob a acusação de lhe ter chamado os nomes mais obscenos. Quando foi presente a tribunal, o soldador ouviu o juiz acusá-lo de ter chamado ao seu patrão os palavrões mais escabrosos. O ajudante explicou com grande aprumo: Palavrões? Eu? Nunca, senhor doutor juiz. Quando o pingo de solda me entrou no olho, eu só disse oh Manel toma cuidado.
Foi mais ou menos isto que eu percebi da briga entre os presidentes do Arouca e do Sporting, ao ouvir o adido de imprensa dos leões: O presidente do Sporting não chamou nome nenhum nem empurrou o responsável do Arouca. Este é que estava a brigar e Bruno de Carvalho só lhe perguntou o que se passava. Nuno Saraiva disse isto com as bochechas como um pudim flan. Está visto que não nasceu para estas baldrocas.
o editorial do DN que vale a pena ler.
não transpira quando o Comité Central de Pequim entra país dentro a comprar tudo o que pode. Lá está, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.» Nuno Saraiva, com as palavras todas
[DN, Cavaco, o sectário]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

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Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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