Hugo Viana Dar-nos-á o Europeu

Já não há dúvidas: Hugo Viana foi chamado por Paulo Bento para o Euro 2012. O médio do Sporting de Braga toma o lugar de Carlos Martins, afastado dos trabalhos da Selecção Nacional devido a uma lesão muscular. Hugo Viana chegará a Óbidos nas próximas horas. O futebol de posse do nosso Seleccionado recebe, portanto, o que lhe faltava, um colocador milimétrico de bolas imprevistas e improváveis, lá, onde for preciso, no oportunismo letal de Ronaldo, na desmarcação mortífera de Nélson Oliveira. No fim, talvez possamos dizer que foi o Hugo a dar-nos finalmente um Europeu.

Ao Carlos nada lhe falte nesta hora crucial. Estamos todos com ele.

No futebol também tivemos heróis

A propósito da primeira final da taça de Portugal, parece que algumas boas almas se abespinharam com a constatação de que na época os jogadores eram “convidados” a praticar a saudação fascista em jogos oficiais.
Na realidade nem todos o fizeram. também no futebol tivemos homens de coragem. Exemplo máximo: o jogo entre a selecção portuguesa e a selecção falangista realizado a 30 de Janeiro de 1938.

Portugal garante vitória no Euro 2012

A selecção portuguesa já garantiu o primeiro lugar como a mais gastadora em alojamento no Euro 2012. Num muito honroso último lugar, está a Espanha, campeã da Europa e do Mundo. Assim, Portugal, o país cujos cidadãos são castigados por terem vivido acima das suas possibilidades, vai desembolsar 33 mil euros por dia; a Espanha vai gastar 4700 euros.

Até já imagino Cristiano Ronaldo a mandar a Casillas uma fotografia do quarto e a perguntar se não tem inveja de um homem tão bonito e tão rico. Face aos congelamentos salariais e aos cortes dos subsídios de que sou alvo por ter cometido o crime de ter levado o país à ruína devido a ter ido jantar fora de vez em quando e por ter tido o descaramento de ir passar férias a casa de familiares, comprometo-me, desde já, a não assistir a nenhum jogo de uma selecção que pode representar muita coisa, mas não representa, de certeza, um país em que os cidadãos são obrigados a viver abaixo das suas possibilidades e muitos abaixo das suas necessidades.

Cristiano Ronaldo, o mau exemplo do costume

No final do jogo em que a selecção portuguesa foi justamente derrotada, falhando o apuramento directo para o Europeu, Cristiano Ronaldo, o capitão de equipa, não fez nenhuma declaração. É um dos casos em que o jogador é, de longe, melhor que o desportista, entendendo-se, aqui, desportista como um cultor do desportivismo, como um homem que se mostra digno na vitória e na derrota.

Desta vez, Cristiano Ronaldo não fez figuras tão tristes como nas ocasiões em que dirigiu gestos obscenos ao público ou em que cuspiu em frente às câmaras, quando Portugal foi eliminado pela Espanha, no Mundial de 2010. Seja como for, o uso de uma braçadeira de capitão e o facto de ser um ídolo de tantos jovens deveria trazer responsabilidades acrescidas a Cristiano Ronaldo e, no final do jogo de ontem, impunha-se que tivesse dado voz à tristeza e à esperança, como o fizeram Paulo Bento e Nuno Gomes. Infelizmente, o extraordinário jogador continua a não saber perder, mantendo uma imagem de menino mimado e de portuguesinho típico, com tudo o que isso contém de falta de civismo.

É certo que qualquer pessoa que goste de jogar seja o que for não pode gostar de perder, mas o caminho que deve ser percorrido pela humanidade é o de se afastar dos instintos primários. Saber perder é, portanto, mais humano do que não gostar de perder, é a diferença entre a razão e o coração.

Eusébio chorou quando Portugal não chegou à final do Campeonato do Mundo de 1966, mas esteve sempre mais preocupado com o jogo do que consigo e soube, tantas vezes, cumprimentar o adversário, o que aconteceu, por exemplo, com os guarda-redes que defrontou. Ainda hoje, é aplaudido em todo o mundo. Cristiano Ronaldo é assobiado, mas, vítima de um excesso de auto-estima, pensa que isso acontece por ser rico, bonito e um grande jogador. As qualidades inegáveis do jogador português mereciam um homem da mesma estatura, mas, até hoje, não foi possível.

Pepe: A legitimidade de criticar


A ingratidão é fodida.

Regressa a serenidade e a alegria à Selecção Nacional


Se com Scolari teve piada e com Carlos Queirós foi giro, agora é que vai ser divertido!

E Madaíl, também funciona em piloto automático?

“O grupo não vai ser nada afectado. Os jogadores têm muita tarimba e muita capacidade para jogarem em piloto automático”

Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, sobre o ‘caso Carlos Queiroz’

Se é assim, o melhor é despedir o seleccionador, não contratar mais nenhum e deixar que os jogadores decidam (na Playstation, por exemplo) quem entra a titular e quem fica no banco.

Melhor ainda, acreditando que Madaíl fez um bom trabalho nos últimos anos e que o pessoal da federação tem muita tarimba e capacidade, também devem conseguir trabalhar em piloto automático e não é preciso presidente da federação para nada.

Aos ainda devotos do religioso Scolari

Sim, o burro é ele.

E nem falemos da forma como destruiu o trabalho com os jovens jogadores portugueses.

Rififi na FIFA

Terá sido encomenda do Bloco Central? Será uma forma de pressão sobre as plutocráticas agências de rating?

A FIFA colocou a selecção nacional cujo apuramento foi arrancado a ferros, em 3º lugar no ranking futeboleiro mundial.

Que bom, salvou-se a Nação. No balneário já ganhámos, “somos os maiores”!

Excelente grupo no sorteio para o mundial da África do Sul

Dados os 1700 metros de altitude de Joanesburgo onde jogará o primeiro classificado do nosso grupo 3 equipas vão lutar pelo 2º lugar, e pela honra de eliminar a Espanha. O Brasil é um adversário conhecido, com quem temos contas recentes a ajustar, incluindo  as piadas de Dunga,  que só motivam os nossos 3 ex-brasileiros. Uma boa oportunidade para Deco regressar ao seu golo de estreia pela selecção.

A Costa do Marfim é perigosa, e talvez fique em primeiro lugar.

A Coreia dá-nos sorte, que também precisamos.

De resto anda meio mundo a lastimar o sorteio, incluindo os meus colegas aventadores. É um facto que devemos encarar com tranquilidade, ainda não se refizeram do apuramento que achavam muito difícil ou já impossível, não entendendo que o gozo destas coisas está no sofrimentozinho de deixar tudo para o fim. À portuguesa, como a nossa selecção deve ser, é claro.

Obrigado Carlos Queirós

É hoje o sorteio da fase final do Campeonato do Mundo da África do Sul. Com quem vamos jogar? Não interessa.

Para já, devemos agradecer a Carlos Queirós. Porque vamos ao Mundial.

Sem a fantochada das bandeiras nas casas e nos carros.

Sem a palhaçada das Nossas Senhoras dos Caravaggios, das rezas e dos santinhos.

Sem precisar de atiçar contra um clube toda uma nação.

Sem precisar de hostilizar símbolos do nosso futebol.

Sem precisar de «inventar» outros jogadores para a mesma posição dos hostilizados.

Sem precisar de idolatrar quem sai e regressa quando lhe apetece.

Sem precisar de andar ao murro aos adversários.

Sem precisar da parolada do discurso e do fato de treino.

Estamos onde queremos sem ter precisado de nada disso. É por isso que hoje, dia do sorteio para a fase final, só me ocorre mesmo dizer «Obrigado Carlos Queirós».

 

Cabeça de abóbora no Índico

  

Um crânio qualquer que dá pelo nome de António Oliveira, grasnou umas parvoíces a respeito da possível estadia da selecção portuguesa em Moçambique. Ora leiam:

 

"António Oliveira disse também que o Estádio Nacional de Moçambique não estará pronto até ao mundial e que o país não tem um campo de futebol em condições, sendo que o melhor, o da Machava, é de piso sintético. 

“Vir para cá a selecção é misturar política com desporto. E se a selecção vier para aqui os portugueses vão andar todos atrás. O Brasil podia vir mas com Portugal a relação é diferente, ainda há complexos de colonizador e colonizado, enquanto que os sul-africanos receberiam melhor a selecção, sem essa carga emocional”, disse à Lusa."

 

Este improvável presidente da Associação Portuguesa em Maputo, esquece-se do que aconteceu nas últimas competições internacionais em que Portugal participou. Sempre que a selecção vencia, a população invadia as antigas avenidas D. Luís I e da República, manifestando a alegria pela vitória "dos seus". Não querer reconhecer esta evidência, além de uma estupidez, é uma torpeza. Tudo deve ser aproveitado para o estreitamento de relações com os PALOP e anote-se também o facto, de o sr. Oliveira parecer esquecer-se do grau de segurança que se vive em Maputo, incomparavelmente superior ao de qualquer cidade sul-africana.

 

Mais um "Grande líder" da Segunda Geração de Setenta, de certeza absoluta!

 

Estórias de assaltos aos quadradinhos

 

 

Os interesses de dois ou três Estados, impuseram a existência internacional de uma anomalia que dá pelo pitoresco nome de Bósnia-Herzegovina, coisa a lembrar lutas de clãs, Narodnas Obranas, roubos de gado, bombistas  e assaltos na estrada. País retalhado de um hipotético distrito arrancado à Sildávia e um outro arrebatado à Bordúria, este foco infeccioso situado em pleno coração da antiga Jugoslávia – outro absurdo erguido pelos vencedores de 1918 -, serve perfeitamente, à semelhança do Kosovo, para criar clivagens regionais que potencializam conflitos sangrentos e divisões dentro da U.E. Coisa de pouca dura, espera-se… 

 

Aguarda-se também a saída das forças portuguesas desses antros de narcotráfico, sendo mais úteis em países onde a presença nacional é respeitada e querida pelos locais. Nos PALOP e em Timor-Leste, por exemplo.