O irrevogável Sérgio Moro

Fotografia: Patrícia de Melo Moreira/AFP@O Globo

Em Junho de 2017, o juiz Sérgio Moro, próximo Ministro da Justiça do Brasil, deu uma entrevista ao Expresso:

Que vai fazer quando acabar a ‘Operação Lava-Jato’?
Satisfaço-me com pouco. Continuarei a trabalhar como magistrado. Não comecei com este caso, já tive outros processos relevantes e a vida de magistrado me dá satisfação profissional. Não preciso de estar na ribalta.

Mantém que não vai entrar para a política?
Sim, já repeti várias vezes. Não existe nenhuma possibilidade.

Nunca diga nunca é o ditado.
Não tenho nada contra a política, é uma profissão nobre e não nos devemos desiludir por eventuais agentes não honrarem esta atividade. Mas não tenho perfil profissional. Fiz outra escolha de vida.

Há coisas irrevogáveis, não há?

No dia em que a justiça brasileira “virou” Mortágua

Moro foi afastado da investigação da Lava Jato por não ter compreendido bem aquela parte na qual não podia divulgar assim levianamente uma escuta feita ao telefone da presidente da República enquanto, ao mesmo tempo uma colega de profissão comeu

Breve sumário da crise política brasileira

A era da informação trouxe-nos um obstáculo de maior quando nos debruçamos perante este tipo de acontecimentos: a cada hora que passa, o rol de informações e contra-informações que os órgãos de comunicação social nos dão a conhecer a uma velocidade, diria, de torpedo, fazem com que por vezes, o nosso discernimento sobre o ponto de situação seja cada vez mais difícil e confuso. Grande valia no mundo actual é conseguir, no meio do cataclismo informativo que nos injectam, conseguir criar uma âncora que nos permita fundar uma opinião limpa e isenta.

Sobre a actual crise brasileira, resumidamente, chego a 4 conclusões e 3 dúvidas:

[Read more…]