CGTP Pôs-se de Fora Para Assim Melhor “Defender” Os Trabalhadores


FOI-SE A MEIA-HORA, FORAM-SE DIAS DE FÉRIAS, FORAM-SE FERIADOS, FOI-SE A CGTP
O governo avançou, recuou, lateralizou, fez das tripas coração, e atingiu os seus objectivos. Ao fim de uma porrada de horas (foram dezassete, caramba) lá conseguiu um acordo tripartido com a CIP e a UGT. O sr Álvaro, nosso Ministro tu-cá-tu-lá, está satisfeito.
Foram-se dias de férias, acabaram-se alguns feriados, não se trabalha a tal meia-hora a mais, passa a ser mais fácil despedir os maus funcionários,
Como tem sido hábito ao longo de tantos anos de suposta democracia, a CGTP, pôs-se de fora das negociações logo ao princípio da reunião, defendendo assim os trabalhadores Portugueses da sua visão obsoleta das coisas do trabalho, não deixando no entanto de, no futuro, ir dizendo tudo o que lhe passar pela cabeça, incentivando por certo, os trabalhadores que ainda a ouvem, a lutarem contra o acordo, a fazerem greves, a não cumprirem com o acordado, no que terão o PCP e o BE a fazerem o coro necessário.
Já passava das três da manhã do dia de hoje, 17 de Janeiro de 2012, quando foram dadas por concluídas as negociações cujas conclusões não agradaram por completo seja a quem for. Foi o acordo possível para acalmar as hostes e promover uma paz social aceitável.
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Comments

  1. mortalha says:

    eu se estivesse nessa reunião também tinha saído. não sem antes mijar para cima da mesa, como está na moda.
    mas isso sou eu que não acredito em cantigas destas para “sair da crise”. ainda bem que o ilustre autor acredita na exportação de natas… espero que tenha razão, para bem da nação.

  2. ainda penso says:

    Subscrevo plenamente o comentário acima do mortalha. Haja organizações neste país que ainda tem a hombridade de não fazer parte desta corja de coveiros que mais uma vez deitaram pazadas de terra em cima dos nossos caixões.
    Os direitos que nos foram retirados ontem , para quem não se lembra, foram conquistados com muito sacrifício, muita luta e muito sofrimento pelos nossos pais e avós e por alguns de nós já mais entrados na idade. NÃO nos foram DADOS. A CGTP demonstrou mais uma vez que é integra e que não se vende aos coveiros deste país. O engraçado é que se lá tivesse ficado, era acusada de ser igual aos outros. Valha-nos Deus, que povo este. Já não há “Padeiras de Aljubarrota”

  3. Meus caros,
    Muito embora não seja meu costume comentar comentários a escritos meus, gostaria de lembrar aos amigos que fizeram o favor de aqui deixar as suas observações, que os “direitos adquiridos e conquistados” não existem. Isso é uma falácia que a CGTP e o PCP nos foram vendendo desde há mais de 30 anos.
    Esses “direitos” só têm razão de existir se houver com que os pagar. Quando essa possibilidade acaba, acabam os “direitos” e regressam os deveres e os sacrifícios, como é o caso actual.

  4. Nightwish says:

    Por muito que os colaboracionistas continuem a querer arranjar desculpas, não se negoceia com terroristas.
    Quando falhar o pagamento à Troika, porque não há economia para o pagar, repetimos a dose para o ano (e tudo isto é apenas fazer o mesmo para o ano): de 18 para 11 dias de férias, todas escolhidas a dedo pelos patrões; 3 feriados; despedimentos gratuitos de grávidas, pessoas com baixas médicas e que não trabalhem 12 horas por dia (claro que isso já se vai tornar prática comum este ano, ficará apenas uns trocos mais barato, tipo dois dias por mês de ordenado), obrigatoriedade de aceitar ordenados abaixo do ordenado mínimo quando se estiver desempregado, subsídio que durará 3 meses, e uma medida que se tornará vital para ainda conseguir sugar alguma coisa, apresentação da conta da polícia, bombeiros e morgue quando o fulano se suicidar por ter sido despedido por se ausentar do emprego quando começou a vomitar sangue.

    O pior é que tudo isto não só um caminho rápido para a chinesização de Portugal, é completamente idiota porque aumenta o desemprego, diminui salários e portanto vai destruir completamente o consumo interno, e aqueles que ainda fiquem com emprego vão ser muito menos produtivos porque vão ficar sem período de descanso (sendo depois descartados por trocos quando tiverem que ficar de baixa).

    Mas pronto, é o progresso, que o senhor Catroga tem que arranjar dinheiro para o tacho nalgum lado.

  5. Desde que haja dinheiro para os boys e para os amigos , os “direitos adquiridos e conquistados”que se lixem para não dizer outra coisa , deves de andar a comer do mesmo tacho ou Magalhães.

  6. artur almeida says:

    Um assalto a uma idosa é coisa fácil. Rouba-se e se necessário mata-se a “velhinha”. O mesmo com crianças ou até adultos desprevenidos.. Acontece que os direitos adquiridos “SÃO MESMO ADQUIRIDOS” e sabe porquê? Porque inscritos nos contratos e nos acordos coolectivos de Trabalho, estabelecidos pelas partes: Patrões e Sindicatos.Dizem “os costumes e até a Lei que um acordo, só pode ser revisto, por ambas as partes. Ora o que vem acontecendo há muitos anos é que o patronato “Poder Económico” Domina o “Poder Politrico” e como sabem da existencia duma organização sindical de Transfugas chamada UGT querem convencer os Trabalhadores e os otários qu a UGT está lá em representação de Todos os Trabalhadores. E isso é verdade? Claro que não. Por outro lado a impossibilidade de cumprimento Financeiro de um acordo não pode recair sobre quem trabalha, porquanto não são os trabalhadores que têm o ónus de Gestão Financeira. Ora é claramente manifesta ” a má fé, quando o poder politico se impõe às negociações bilaterais e Impõe o seu Poder, Só Porque Tem Poder. E o Poder até de Matar à Fome, que é uma Pena de Morte Lenta.. Muito mais haveria, porém termino esta observação, dizendo que a CGTP ao abandonar aquela reunião, estilo Tribunal Plenário, onde os antifascistas eram condenados, pelo menos não se tornou CONIVENTE. É claro que a história não se repete, ainda que por vezes se assemelhe.Quando os alcatruzes da Nora andam para trás, nunca levam àgua.

  7. ainda penso says:

    Dizer que os Direitos adquiridos e conquistados não existem é o mesmo que dizer que o fascismo e a PIDE não existiram, provavelmente também é uma invenção do PCP e da CGTP. E já agora, o dinheiro não foi gasto a pagar os direitos dos trabalhadores, foi gasto a encher os bolsos dos mesmos que hoje se alvoram em salvadores da pátria e que nos pedem sacrifícios todos os dias sem que eles próprios o façam, que é para não variar.

  8. Horácio Martins says:

    O melhor disto tudo é que os direitos e mordomias adquiridos pelos nosssos politícos (entenda-se por esta classe de individuos parasitas e corruptos do sistema), como dizia as mordomias para estes não acabam, como vemos aténas nomeações, tudo gente a ganhar 3 mil euros e tal e motoristas a ganhar quase 2 mil, mas claro estes salários são pagos do nosso bolso e como tal sabe bem neste caso não pagar tão barato mas sim caro. Até porque como dizia um tal cabecilha destes capangas chamado Diogo Campos Leite e celebrizado no you tube como ” Diogo Campos Leite e amiséria” 10 mil Euros por mês é um ordenado de pouca monta para estes abutres.

  9. “Os direitos adquiridos não existem”

    E o jeito que isso dá ao patronato?!
    Não há dinheiro? Procure lá outra vez… mas desta vez nos lugares certos, onde há. e aos milhares de milhões.

  10. Parece que para o autor do texto inicial, os direitos adquiridos só existem para os bondholders a quem os privados devem a guita. A CGTP fez muito bem em mandar as negociações bardacaca.

  11. Maquiavel says:

    Espera… como de costume a UGT capitula aos interesses do grande capital e do governo mais reaccionário da democracia… e como de costume a culpa é da CGTP!!!

    Brilhante “análise”!

    Este artigo após a loa a Fraga.
    E depois admiram-se de perder no prémio “Melhor Blog de Esquerda”…

  12. Bruno says:

    Nunca há dinheiro, mas vamos ver se as fortas automóveis das empresas não terão mais carros de luxo, se receber o salário mínimo é compensador. Eu digo mais: retirem as criancinhas das escolas e vão trabalhar, pois assim competimos com chineses, paquistaneses e outros. E sempre entravam mais umas lecas numa casa. O filme data de… Revolução industrial. Não é pagando menos, para que o patronato encha os bolsos, que a economia cresce. Bem haja a CGTP!

  13. André Alves says:

    Voltando aos direitos adquiridos, anda aí um senhor Ângelo que defende que a pensão que aufere é um direito adquirido e que se recusa a abdicar dela. Esteve um mês ausente da SIC Notícias para a coisa arrefecer e agora voltou em força.

  14. MAGRIÇO says:

    A José Magalhães assiste todo o direito de pelejar pela sua dama, mas que o faça com armas credíveis. Dizer que os direitos adquiridos não existem – quando alguns até estão consagrados na constituição – revela algum desconhecimento da causa que defende ou, em alternativa, falta de honestidade intelectual.

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