A importância higiénica do papel

A técnica

Ter papel higiénico em casa, e usa-lo, é mais que um simples gesto de limpeza e cidadania. Nestas coisas sou cauteloso e não gosto de arriscar. O papel, independentemente da marca, cor, espessura, com ou sem desenhos, com textos ou jogos de sudoku, é imprescindível. Nunca sabemos quando vamos precisar dele, portanto o melhor é estarmos acompanhados de um rolito, não vá o diabo tece-las e ficarmos desprevenidos.

É, já perceberam, uma exigência do homem, e mulher, moderno.

Aliás, estes tempos recomendam o uso permanente de papel higiénico, em diversas situações da vida do dia-a-dia.

Dantes havia quem utilizasse jornal, o que tinha as suas vantagens. Era duplamente útil, para entretenimento e limpeza. E ficava mais em conta. Hoje já não é coisa comum. O papel de jornal é grosso, pouco confortável. O papel dito higiénico é maneirinho para a função que lhe está destinada.

Em redor do papel higiénico poderíamos passar horas a filosofar. Há tempos descobri que há de tudo em redor do papel higiénico. Desde poesias, conselhos sobre os melhores tipos de papel a usar em conformidade com o nosso género de pele, um repositório de anedotas, sugestões de leitura para antes de usar sob o título de “leituras absorventes”, entre outras trivialidades. Num dos sites disponíveis na Internet havia mesmo quem defendesse que cada pessoa deve usar o seu próprio rolo, porque desta forma nunca poderíamos acusar ninguém de ficar com a melhor parte.

Fiquei a saber que o papel higiénico é coisa de antigos. Na China (parece que eram especialistas em coisas de papel) já era utilizado desde o ano 800 antes de Cristo. Em 1867, em Filadélfia, EUA, os irmãos Thomas, Edward e Clarence Scott decidiram promover um maço de papel enrolado e perfurado, facilitando a separação. A ideia foi um sucesso e nasceu a Scott Paper Company, que ainda existe.

No meio de tudo isto, e já perceberam que nutro uma certa simpatia pelo papel higiénico, permanecia com uma dúvida: a melhor forma de o pendurar. Arquimedes teve a sua revelação quando estava numa banheira. Eu tinha a minha quando navegava na Internet. Num site encontrei a fórmula exacta e tecnicamente correcta (sim, há uma técnica) de colocar o papel higiénico.

Espero que não haja dúvidas. Se as houver, sobre a técnica, visitem o site de referência.

Se quiserem comentar o texto, façam favor. Mas não sejam preguiçosos, sejam imaginativos e evitem os clichés.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    E deve ser colocado à direita ou à esquerda de quem se senta? Zé, já viste a chatice do esquerdino com o papel pendurado á sua direita? E agora me lembro que cá em casa numa das casas de banho ( a minha!) o papel está à esquerda. Por isso o tiro da parede…percebi agora! Muita porrada tenho levado por causa disto!


  2. A escolha do lado fica ao critério do utilizador de tamanha genial invenção. Para uns será à esquerda, para outros à direita, alguns devem preferir o centro, à frente… Enfim, opções que se respeitarão.

  3. Luis Moreira says:

    O problema, caro José Freitas, é que só pode ser à direita ou à esquerda.E o construtor não nos pergunta nada.Problema que só o acaso pode resolver…


  4. Olha o problema da “confiança”. Sejamos positivos e falemos dos guardanapos. Se calhar é melhor não. O papel higiénico é americano e o guardanapo é europeu. Ainda parece proteccionismo…

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