Senhora Ministra,
Com todo o respeito, venho por este meio comunicar-lhe que não entreguei os meus Objectivos Individuais. Não entreguei nem vou entregar, como é lógico.
E agora? Ouvi o Secretário de Estado de V. Ex.ª dizer que ia haver consequências para quem não entregasse.
No que me diz respeito, estou à espera. Mas por via das dúvidas, para não ficar cansado, sentei-me.
Aguardo uma resposta. É que estou mesmo muito preocupado com o meu futuro profissional.
P. S. – Já agora, Senhora Ministra, o que vai acontecer aos outros 60 mil colegas meus que também não entregaram os Objectivos Individuais?








Todos com um processo às costas, incluindo o Antero para não brincar com o êxito das políticas do ME!
Grande Ricardo, é o princípio da desobediência como virtude da democracia. Esse é o sinal da democracia, e não o voto. É mais importante para a democracia a desobediência de 60 000 pessoas, do que uma votação expressiva no que quer que seja (porque a democracia está pré-codificada ao centro, claro). Que se multipliquem por mais mil.Abraço. CV
É pena, Carlos, que os outros 60 mil, pressionados por Conselhos Executivos sem vergonha ou simplesmente por medo das ameaças do Governo, tenham entregue esses mesmos Objectivos. E temos mais um ano de avaliação a fingir. O que interessa, para o Governo, é dizer que pela primeira vez os professores foram avaliados. E não foram. Nem este ano, nem no ano passado.Abraços.