Um lapsus languae vale votos?

O presidente da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, não perdeu a oportunidade. Depois do aparente deslize de Manuela Ferreira Leite, ontem, o número dois de Luís Filipe Meneses em Gaia veio garantir, esta tarde, que era contra o bloco central porque o PS e o PSD de hoje têm ideologias que não são conciliáveis.

Por mim, acho que a questão não está tanto nas ideologias mas mais nos interesses estratégicos e políticos, nas opções e, sobretudo, nas personagens.

Por estranho que pareça, apesar de tudo, o vice-presidente da Câmara de Gaia refere que só "razões patrióticas" justificariam uma união de esforços de vários partidos. Estranho. Para mim, a gestão do país, a liderança ou presença num governo é sempre uma razão patriótica.

A maior parte dos políticos garante que está na política porque quer o melhor para o país, mesmo à custa da carteira pessoal. Juram que perdem dinheiro. Logo, o bem do país, suponho, será uma razão patriótica. A principal. Mas, enfim, são opiniões.

O intróito na matéria serviu outra finalidade. No seu estilo implacável, Marco António Costa aproveitou para salientar que a líder do partido fez “um auto-desmentido". Uma classificação potente. Manuela Ferreira Leite não foi mal compreendida, mal interpretada, não houve maldade na forma como as suas palavras foram apreendidas, não foi um lamentável lapso de expressão. Nada disso. A líder auto-desmentiu-se.

Nem no próprio partido, nem em tempo de preparação para três actos eleitorais, Manuela Ferreira Leite tem uma trégua. E por culpa própria.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    Eu quando vejo este “estadista” com nome de namorado da Cleópetra dá-me vontade de chorar. Mas como é que este tipo é mais do que secretário de biblioteca? Como é que se leva a sério um “morcão” destes? Tudo o que este “segundo” diz é um tratado sobre o “vazio”!

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