O Aventar na Volta – Caldas – Castelo Branco

Duas cidades importantes na minha vida. Fui viver com o meu pai e com o meu irmão para Caldas da Rainha com 5 anos, andei na pré-escola junto do mercado do peixe, o que era uma porra porque me obrigava a subir uma rua bem empinada.

É uma cidade linda, com o Hospital termal e com aquela frondosa mata e belo jardim, onde se pode visitar o Museu de Bordal Pinheiro. As sua redondezas são do mais bonito que há em Portugal, desde Óbidos, uma cidade parada no tempo em termos urbanos, única no mundo, líndissima. Para o outro lado temos São Martinho do Porto, óptima praia, mais além Alcobaça com o seu maravilhoso Mosteiro e depois toda a história ligada aos Benedetinos, com quintas, moinhos, poços e ribeiras com a sua sabedoria que ainda hoje nos encanta.

Para Castelo Branco e a descida e as curvas de Vila Velha de Rodão, com os ciclistas a rodarem a 90 Kma/hora e que terminam na entrada do tabuleiro da Ponte, com a vista maravilhosa sobre as Portas do Sol, onde o rio acorda do seu preguiçar. Depois é pelo meio de terrenos que não respondem ao desejo do Homem de lhes plantar eucaliptos , que se corre para a cidade, hoje servida de uma bela autoestrada.

As recordações começam logo quando o pelotão, qual comboio, apanha os 5 ciclistas fugidos já sobre o Montalvão, terreno sagrado onde este vosso amigo foi rei de futebol descalço. A entrada da cidade faz-se por uma avenida bonita e larga que não havia no meu tempo, ali só havia a casa da Manela que eu adorava mas que o irmão, o Jorge, dito meu amigo não me deixava namorar. Ainda hoje não lhe perdoei. Era linda de morrer.

Não faço ideia de quem ganhou, já estou com os azeites…