Linha de Leixões:

Ter razão!

No tempo devido (Junho, data do anúncio da introdução de passageiros na linha de Leixões – Ermesinde) a Câmara Municipal da Maia reclamou a necessidade de construção de um apeadeiro nas Arroteias/Pedrouços para ligar a linha de Leixões ao Metro no Hospital de S. João. É com alegria que vejo a CP atender essa reclamação justa que vai permitir ligar Pedrouços (Maia) e Ermesinde (Valongo) à linha do Metro e assim justificar o investimento que está a ser realizado:

«Linha de Leixões: comboios vão parar «à porta» do metro (fonte: ESTA)

Os comboios de passageiros da linha de Leixões vão efectuar paragens, a partir de 2010, junto ao hospital de São João, Porto, para facilitar a interligação com a rede de metro, revelou hoje o administrador da CP Ricardo Bexiga.

Um dos pressupostos que alicerçou a decisão politica de abrir a linha aos passageiros tem por base precisamente o objectivo de «potenciar a intermodalidade», sublinhou o gestor, em declarações à agência Lusa.

Além do apeadeiro nas imediações do Hospital de São João – que ficará ligado à estação de metro por uma via pedonal de cerca de 200 metros – será construído um outro junto à Efacec, em Leça do Balio. Otília Sousa, da CP/Porto, disse que estes apeadeiros estarão operacionais em 2010, «talvez em Maio».

A construção do apeadeiro junto ao Hospital de São João foi reivindicada em Junho pela Câmara Municipal da Maia, que defendia este e outros ajustamentos no projecto como forma de criar um transporte público alternativo «em zonas onde vivem largas dezenas de milhares de pessoas e onde o Metro não chega».

F.C. Porto – A Vencer desde 1893…

Enquanto o “Jacques” não foge, e agora que começou a época a sério, aqui fica mais um exemplar para a vitrina do F.C. Porto:


supertaça

Falando de democracia: A rebelião das massas

La rebelión de las masas, é a obra mais emblemática do grande pensador espanhol José Ortega y Gasset (1833-1955). Foi publicada pela primeira vez em 1930 na Revista de Occidente da qual Ortega y Gasset era fundador. É uma obra de uma extraordinária profundidade, onde surge o inovador conceito de «homem-massa». Sendo que este ser humano que recusa a originalidade, proclama a vulgaridade como valor, elevando-a mesmo a categoria suprema. Porém, não me vou embrenhar no labirinto da sua filosofia, pois corria o risco de, como costuma acontecer nos labirintos, nele entrando, não saber como sair. A não ser que, como Teseu, usasse um novelo de Ariadne, para encontrar a saída. Pelo sim, pelo não, faltando-me o tal novelo, fiquemo-nos pelo empréstimo do título.
Um dos pressupostos revolucionários que nos chegam, vindo do século XIX, é o do papel revolucionário das massas. Está por provar que essas massas proletárias, nomeadamente os operários e os camponeses, contenham implicitamente a carga revolucionária que, não digo os teóricos, mas os activistas políticos lhes atribuem. Não me lembro de nenhuma destas revoluções que se verificaram no século XX (para não irmos mais atrás) ser liderada por um proletário – Lenine nasceu numa família da classe alta, Estaline foi um seminarista, Mao um bibliotecário filho de camponeses abastados, Fidel um advogado proveniente de uma família importante de Havana, «Che» um médico… Não estou a lembrar-me de nenhuma revolução liderada por um camponês ou por um operário. As massas não produzem os seus líderes, eles vêm da aristocracia ou das instituições escolares da burguesia, onde recebem a formação e ganham, inclusive, a consciência de que é necessário extinguir a injustiça social que os beneficiou. Mas as massas são sempre invocadas – Não disse usadas –(ainda). É em seu nome que as revoluções se fazem.
A ideia não é nova.
Fernão Lopes descreve-nos, com a sua linguagem viva e colorida, a maneira subtil como, num dia de Dezembro de 1383, o Mestre de Avis e o seu partido (aliás liderado por Álvaro Pais, um burguês – «homem honrado e de boa fazenda») – após terem morto o Andeiro, tentaram manipular o povo de Lisboa: «Os outros quiseram-lhe dar mais feridas, e o Mestre disse que estivessem quedos e nenhum foi ousado de lhe mais dar. E mandou logo Fernando Álvares e Lourenço Martins que fizessem cerrar as portas que não entrasse nenhum, e disseram ao seu pajem que fosse à pressa pela cidade bradando que matavam o Mestre, e eles fizeram-no assim.» Como se vê, o papel distribuído aos mesteirais e arraia-miúda na conjura foi o de comparsas, o de figurantes. Sabia-se que a multidão, supondo o Mestre em perigo, acorreria ao paço, impedindo que sobre ele se exercessem represálias pela morte do conde de Andeiro. (Se fosse hoje, o Mestre esperaria pela hora dos jornais televisivos para fazer a comunicação). Assim aconteceu, o povo acorreu de todos os lados, ameaçou incendiar as portas e só se aquietou quando D. João surgiu a uma janela, agradecendo as delirantes aclamações da multidão e pedindo aos populares que regressassem a suas casas, pois «não havia deles mais mister», ou seja, cumprido o seu papel, podiam abandonar a cena. Foi a partir daqui que o plano tão bem urdido por Álvaro Pais falhou – a população amotinou-se, linchou o bispo de Lisboa que, recusando-se a mandar tocar a rebate os sinos da Sé, foi considerado implicado na suposta conspiração contra a vida do Mestre. A insurreição alastrou e dificilmente se conseguiu evitar o assalto às casas dos judeus e dos ricos da cidade. Como um grande incêndio começado por uma brincadeira com fósforos, a intriga palaciana deu lugar a uma Revolução difícil de controlar.
Mais próxima de nós, a Revolução Francesa mostra-nos igualmente como a burguesia ilustrada, impaciente por tomar o lugar da moribunda aristocracia, se serviu das massas populares, envolvendo-as numa trama onde esperavam ser protagonistas, reservando ao povo o habitual lugar de figurante. Sob o barrete frígio da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, ocultavam-se interesses económicos e ambições políticas da emergente burguesia. Sabemos o que aconteceu. O animal tomou o freio nos dentes e muitos dos que esperavam tomar o poder, ficaram com a cabeça cortada. Só Napoleão conseguiu domar a fera enraivecida. Quando se envolve o povo, as massas, numa revolução e se diz que ele é o protagonista, existe sempre o perigo de que ele acredite.
Em Portugal em 25 de Abril, os feiticeiros das diversas tribos convocaram também o grande Manitu, o povo. Este acreditou que ia mesmo tomar o poder e durante 18 meses foi o que se viu – Manifes todos os dias, greves, saneamentos… Em 25 de Novembro, lá veio o Jaime Neves e as suas chaimites, «restabelecer a ordem» e repor a «normalidade». Contudo, o axioma de que a História se repete, tem que se lhe diga. É pouco ou mesmo nada científico. Porque quem defende esta tese, se refere aos pormenores e aí dificilmente terá razão. Mas este truque de invocar o povo não é um pormenor. E aí, sim, a história repete-se. Sempre que o povo acredita que estão a falar com ele e não apenas em seu nome, avança e derruba os tronozinhos dos santos que encontra pelo caminho. Como os actores que representam sem ter estudado o papel, é gente que, não tendo lido os manuais, os teóricos, os grandes filósofos, não sabe como comportar-se em cena e às vezes até dá cabo dos cenários. Ignora o que deve fazer nas revoluções, mesmo naquelas em que supostamente é protagonista – o papel destinado às massas tem sido o de seguir os grandes líderes, quer eles se chamem Bolívar ou Fidel, D. Pedro de Bragança ou Robespierre, Lenine, Mestre de Avis ou Hugo Chávez. E não há maneira de o povo aprender…
Querendo evitar-se a balbúrdia de verões quentes, a chamada «democracia representativa» foi criada para impedir que as massas intervenham na cousa pública, metendo o nariz onde não são chamadas. A democracia representativa é uma espécie de democracia asséptica – ama o povo, mas não lhe suporta o cheiro. Portanto, cidadãos, «metam lá o papelinho dobrado em quatro quando nós dissermos, mantenham os impostos em dia, e deixem o resto connosco. Deixem a política para os políticos», como dizia o outro.

Charles Manson matou há quarenta anos

charles manson

Foi há quarenta anos que a “família” de Charles Manson assassinou Sharon Tate e alguns convidados, na casa de Tate e do marido, o realizador Roman Polansky, que se encontrava a filmar em Londres.

Foi uma chacina brutal efectuada por quatro seguidores de Charles Manson, um psicopata que dizia ter encontra uma mensagem numa canção dos Beatles, abordando uma guerra racial, que pretendiam espoletar. No dia seguinte voltaram a matar. Foram presos e cumprem penas de prisão perpétua.

No auge do “flower power” e do “make love not war”, um grupo de loucos decidiu ficar para a história. E com sucesso. O caso continua, passadas quatro décadas, a merecer a atenção de muita gente em todo o mundo.

Hoje, o DN aborda o assunto, num texto breve mas bem construído. Quem pretender mais detalhes, pode encontra-los no Trutv.

Cartazes Autárquicas, Arcozelo, Gaia

(A explicação desta iniciativa.)

Arcozelo, Gaia

Arcozelo, Gaia

Domingos Salvador, Mia
Fernando Figueiredo, PS

Nuno Chaves, Arcozelo, Gaia na Frente

Nuno Chaves, Arcozelo, Gaia na Frente

F.C. Porto

fcp2009.10

Entram já hoje em acção as primeiras labaredas do Dragão para a época 2009/10!

E quem não é Dragão o melhor é começar já a fugir!!!

Um novo partido morto

Apareceu agora em forma de novo o “velho Pro vida” !

Está contra o aborto, contra o preservativo, contra os casamentos entre homossexuais, contra a eutanásia, não será este o tal “Partido do contra” de que ouvi aqui falar?

O que me chateia é que para eles serem “pro vida” eu terei que ser “pro morte” o que é uma coisa longe da verdade, eu não penso como eles porque estou convencido que o que defendo é a bem das pessoas e das suas vidas.

Ser pro vida é ser a favor das pessoas e da vida? Nem por sombras e não vale a pena relembrar os argumentos que já foram esgrimidos e que são maioritários na sociedade.

O nome que utilizam é discriminatório e injusto, porque coloca os seus mentores no lado da vida e, os que não pensam como eles no outro lado, que é um lado onde ninguem quer estar. O lado da morte!

Se um aborto não se faz em condições sanitárias e médicas e morre a mãe, é pro vida ?

A eutanásia que apenas apressa a vinda “da maldita” e evita tanto sofrimento, é pro morte?

Eu não gosto do nome destes senhores e senhoras, acho mesmo que é contra a constituição .Não podem catalogar-me pelas minhas ideias, atirando-me para o inferno.

Estas senhoras têm “papel passado” por Deus para decidirem o que é vida e o que é morte?

Cartazes das Autárquicas (Mafamude, Gaia)

Laura Santos, PS Mafamude

Laura Santos, PS Mafamude

Laura Santos, PS, Mafamude, Vila Nova de Gaia

Fernando Vieira, Gaia na Frente, Mafamude, Gaia

Fernando Vieira, Gaia na Frente, Mafamude, Gaia

Fernando Vieira, actual Presidente, Candidato Mafamude, Gaia na Frente

As listas

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Sempre que há eleições em Portugal, a polémica com as listas é sempre uma constante.

Temos visto, nos últimos dias, problemas nas escolhas dos candidatos.

Infelizmente costuma ser um hábito, os políticos mudaram-se do seu distrito de origem para outro mais conveniente e onde a sua eleição seja mais garantida.

Qual a consequência de tudo isto? Vamos ter políticos que deveriam defender o distrito por onde forem eleitos mas que nem sabem quais são os problemas reais.

No Porto, por exemplo, Miguel Frasquilho faz parte da lista do PSD, mas não se conhecem ligações ao distrito.

O mesmo se pode dizer de Ana Paula Vitorino do PS que sai da lista alfacinha para a do Porto.

O que dizer de Manuela de Melo que passou para a lista de Lisboa ou Francisco Assis que se mudou para o distrito de Leiria.

Depois há igualmente os filhos de políticos que também nas listas.

Luís Filipe Menezes (filho) ou Nuno Encarnação, filho do presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, são apenas alguns dos exemplos.

Bem sei que tudo isto é legítimo… mas não será tudo isto reprovável do ponto de vista moral.

SNS – O Serviço Nacional de Saúde de Obama

O Presidente OBAMA tenta o que muitos já tentaram e não conseguiram. Criar um SNS no país mais rico . Onde há 50 milhões de pessoas sem seguro de saúde,  todos os dias 14 mil perdem o seu seguro de saúde.

Há 97 anos que os sucessivos presidentes tentam uma reforma do sistema nacional de saúde . Harry Truman, em 1945, foi o único que obteve uma proposta concreta.

Os USA gastam 16% do PIB em saúde enquanto Portugal gasta 10% e , no entanto, a Organização Mundial de Saúde diz que Portugal tem o 12º melhor resultado enquanto os USA estão em 37º. Os europeus vivem mais tempo e têm taxas mais baixas de mortalidade infantil.

Os interesses económicos ligados às seguradoras têm impedido esta reforma, e os altos valores dos seguros pagos pelas empresas americanas estão a minar a competitividade da economia.

Os republicanos opõem-se ferozmente a esta reforma porque sabem que se Obama a conseguir implantar assegura um trunfo político poderoso e que irá ter consequências profundas em outras reformas fundamentais.

43% das pessoas com doenças crónicas e com seguros de saúde não conseguiram ter acesso aos cuidados de saúde de que necessitam. Dois terços dos que abriram falência fizeram-no porque não conseguiram pagar os custos de saúde embora pagando seguros de saúde.

Se os Democratas conseguirem a reforma da saúde , irão gozar de uma popularidade que poderá ter repercussão na próxima geração, mantendo afastados do poder os Republicanos por muitos anos, tais são as consequências favoráveis na vida dos cidadãos americanos.

PS: Expresso, de 7/8

Cartazes das Autárquicas em Gaia

(iniciativa explicada aqui)

O Aventar tem mostrado à Blogosfera alguns cartazes relativos às eleições autárquicas, com especial destaque para a área do Grande Porto.
Hoje vinha apresentar uma forma especial de fazer política – o método LFM.
O método LFM é do tipo “Eu sou o maior e por isso nem sequer preciso de fazer campanha”.
A coligação Gaia na Frente (PSD + CDS) não tem qualquer cartaz relativo à Câmara Municipal – segundo a Presidência apenas haverá campanha depois das Legislativas.
Por enquanto, nas ruas podemos ver dois tipos de cartazes:

Cartaz Vazio

Cartaz Vazio

Campanha?

Campanha?

E estes últimos estão presentes em tudo quanto é lado.
Há obra? Há sim senhor!
Mas…

A minha conversa com a candidata à Junta de Freguesia de Fânzeres

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Ontem tive de vir ao Porto, e ficar todo o dia em casa, naquela que foi uma breve interrupção das minhas férias.
A meio da manhã, estava muito descansado a ler o jornal na esplanada de um café daqui da beira (sim, em Rio Tinto há esplanadas), quando se abeira de mim uma simpática senhora com um magote de folhetos amarelos. Era a candidata à Junta de Freguesia de Fânzeres pelo Partido Socialista, Fernanda Vieira. Abordou-me e apelou ao voto na sua candidatura.
Perante tanta simpatia, senti-me desconfortável por ter de lhe dar duas tristes notícias: em primeiro lugar, que não voto em Gondomar mas sim no Porto; e em segundo lugar, que no sítio onde estávamos a conversar era Rio Tinto e não Fânzeres.
Seguiu-se uma breve conversa sobre os principais problemas da freguesia. Pedi-lhe que, se fosse eleita, tivesse sentidas preocupações com os peões e com a vergonha do estacionamento em cima das passadeiras e em cima dos passeios. Concordou comigo, claro, nem se esperava outra coisa. Pedi-lhe ainda que, se fosse eleita, fizesse melhor trabalho do que o PS nacional que está no Governo. Omito a sua resposta por não lhe ter pedido autorização para publicá-la.
E lá foi embora a candidata do PS à Junta de Fânzeres. E lá continuei eu a ler tranquilamente o meu jornal.

Cartazes das autárquicas (St.ª Marinha, Gaia)

(A explicação desta iniciativa)

Fernanda Almeida (PS, St.ª Marinha, Gaia)

Fernanda Almeida (PS, St.ª Marinha, Gaia)

Candidata do PS, Fernanda Almeida

Joaquim Leite, "Gaia na Frente" (St.ª Marinha)

Candidato da Coligação “Gaia na frente” e actual Presidente da Junta, Joaquim Leite