5 meses de Aventar

Hoje o Aventar completou o quinto mês da sua existência. Cinco meses cheios, numa aventura que se está a revelar única para cada um de nós. Para trás, ficam 2163 «posts» e 7618 comentários. Fica também um vastíssimo conjunto de temas, que vai da política ao urbanismo, passando pela literatura, música e muito mais. Fica, ainda, uma amizade virtual entre mais de vinte pessoas, a maior parte das quais nem sequer se conhece pessoalmente. Com opiniões diferentes, com ideologias diferentes, mas cultivando um respeito mútuo que, aqui e ali, vai sendo pontuado por algumas picardias. Fica para trás, por fim, o velho visual e o velho logotipo que, durante todos estes meses, foi a imagem de marca do Aventar. Esperamos que tenham gostado das mudanças, que digam se gostaram e especialmente se não gostaram.
aventar logo 1
Agora, é tempo de preparar o futuro. Acabados de entrar no top 100 do Blogómetro, já não queremos sair de lá. Pelo contrário. Subir na tabela para que mais gente ouça tudo aquilo que temos para dizer. E já não é pouco, sobretudo se tivermos em conta que a maior parte de nós é estreante neste mundo louco que é a Blogosfera.
Contamos com todos os nossos leitores – com os que nos comentam, com os que nos citam ou simplesmente com os que nos lêem em silêncio. Contamos com a fiel Maria Monteiro, com o assíduo Snail, com o incontornável Dalby, com os recém-chegados Belina, Ricardo e Bué da Fixe e com todos os outros. Aqui estaremos para todos aqueles para quem aventar já é um vício.

Cartazes das Autárquicas (Loures)

ps loures
Carlos Teixeira (actual Presidente), PS, Loures (enviado por Maria Monteiro).

Santarém, Capital do Gótico (IX)

(primeira parte e explicação do «bodo aos pobres» aqui)

A decadência

Vários factores estiveram na base da perda de influência de Santarém a partir do século XV. A construção do paço de Almeirim, em 1411, foi um deles. A partir daí, mesmo que os reis continuem a visitar a vila, para fazer despachos e tratar de assuntos da Chancelaria, a sua presença vai sendo cada vez mais rara. Vêm e logo se vão, para pernoitar do outro lado do Tejo.
Um trágico acontecimento, ocorrido em 1491, pode também explicar que, em parte, Santarém tenha deixado de ser objecto de tantas atenções e tantos privilégios da coroa a partir de finais do século XV.
Naquele ano, no dia 12 de Julho, morreu junto ao rio Tejo, em Alfange, o príncipe D. Afonso, filho primogénito de D. João II e futuro rei. Acidente trágico, provocado pela queda de um cavalo, que comoveu o Portugal da época e em particular as gentes de Santarém, que assistiram de perto à tragédia.
«Com todas as ordens e clero, e com cruzes, e relíquias fez de noite uma muito solene, e devota procissão, em que todos descalços, e muito nus, com muito piedosas lágrimas, andaram por todas as igrejas, e mosteiros da vila, em que continuada e devotamente com os giolhos em terra, e com vozes que rompiam o céu, diziam todos bradando: Senhor Deus misericórdia». (Rui de Pina – Crónica d’el Rei D. João II)
Dizíamos antes que este infausto acontecimento poderá explicar, a partir daí, a desatenção que Santarém mereceu dos nossos monarcas, em especial se compararmos com os séculos anteriores.
Com D. João II, as razões desta mudança de atitude são óbvias. Santarém significava para ele memórias doridas, das quais nunca se chegou a curar. Não voltou à cidade, a não ser para o estritamente necessário, e os monarcas que se lhe seguiram também não.
Erich Lassota de Stelbovo, em 1581, terá sido o primeiro a passar para o papel razões de tão súbito alheamento real em relação a Santarém. Ao que parece, circulava um dito popular, segundo o qual todos os reis que entrassem no palácio onde costumavam pernoitar iriam ser assassinados ou morreriam de forma súbita e trágica.
Acreditassem ou não neste mito, a verdade é que a partir da morte do príncipe D. Afonso, não mais a monarquia portuguesa estacionou em Santarém por médios ou longos períodos, como era habitual fazer no passado. Passaram ainda por Santarém algumas vezes, mas na maior parte delas em trânsito para Almeirim. Foi o caso de D. Sebastião, que aqui esteve três dias em 1573. Os supersticiosos diriam que a sua morte trágica foi um sinal da profecia.
Outro rude golpe infligido no prestígio de Santarém foi o grande terramoto de 1531, que afectou Lisboa e todo o vale do Tejo, particularmente Santarém, Almeirim, Azambuja, Castanheira, Vila Franca de Xira e Benavente. «Nunca se viu nada mais temeroso: parecia que o céu com a terra se juntava e umas casas com outras se davam. (…) Santarém está tão destruída que não há onde o rei repouse, porque os seus palácios estão no solo, por terra» (Jorge Osório)
No meio disto tudo, nem sequer o Tejo ajudava. Rio que fora sempre o sustento da economia local, via-se agora a braços com problemas relacionados com a sua navegabilidade «É o grande rio mercantil do interior do reino. Há sinais de que, por 1596, o assoreamento do rio estivesse em alguns troços a dificultar a navegabilidade. Dizem barqueiros de Santarém que em tempos os caravelões chegavam até à lezíria do Marquês, por o rio ser tão alto que ali chegavam as marés. De há quarenta anos, as coisas tinham mudado.» (Joaquim Romero de Magalhães)
Quando Portugal perdeu a independência, em 1580, a população de Santarém levantou-se contra a invasão filipina e a favor de D. António Prior do Crato. «Real, real, por D. António, rei de Portugal», gritou-se então na manhã de 19 de Junho. No ano seguinte, quando Filipe I chegava a Santarém, vindo de Tomar, onde fora aclamado nas cortes, a população de Santarém recebeu-o com muito pouco entusiasmo. E alguns anos depois, em 1609, quando se preparava a visita de Filipe II, os poderes municipais recusaram a ajuda financeira para a preparação da visita. Tiveram de recuar, mais tarde, mas ficou uma tomada de posição que era também um sinal da vontade das gentes.
Na breve visita que D. Filipe III aqui fez em 2 de Junho de 1625, Lopo Fernandes de Castanheda, na sua «Oração», queixou-se exactamente da pouca atenção que a cidade recebera por parte do seu antecessor. Nessa fase, já Santarém sofria um certo «castigo», pelo facto de ter apoiado D. António, prior do Crato, nos momentos que antecederam a perda da independência. Os motins, como aqueles que aconteceram 1629, 1636 e 1637, não tardaram.
Essa vontade, esse querer, essa aversão ao invasor, explodiu no dia 2 de Dezembro de 1640, o dia seguinte à restauração da independência. Nessa altura, não foi necessário que Lisboa informasse o que quer que seja. A população, reunida na praça do Município e liderada por Fernão Teles de Meneses, 1.º conde de Unhão, aclamou de imediato D. João IV, avisada que fora por João Rebelo Cerveira, senador que assistira a tudo na capital. Mesmo assim, as guerras da Restauração que se seguiram, e que se prolongaram por mais duas décadas, tornaram evidente a necessidade de reformular e restaurar as muralhas existentes, porque há muito que Santarém deixara de ser inexpugnável. Só que, nessa altura, já não havia dinheiro para o fazer.
A decadência de Santarém, que o povo não aceitava, teve um derradeiro episódio. O terramoto de 1755 destruiu grande parte do seu património edificado, em alguns dos casos quarteirões inteiros de bairros, igrejas e conventos, bem como a ligação entre a vila e a Alcáçova. Teve de ser tudo erguido de novo, simbolizando um novo começo, o renascer de uma cidade que já fora grande e que, em breve, voltaria a sê-lo.

WC, um filme arrasquinha

A segunda curta-metragem de António Ferreira, realizada na Alemanha em 1997.

FutAventar – F.C. Porto #5 – A Batalha Naval:

MundoFCP

Por questões de agenda apenas ontem pude festejar o 1º de Maio, o internacionalmente conhecido como dia do Trabalhador.

E assim foi, com algum trabalho, enorme dedicação e a força internacional que todos reconhecem, “O Porto cresce e o Falcão voa” como afirmou esse exemplo de jornalismo isento que é, unanimemente reconhecido, “O Jogo”.

Ficou vingada a desfeita do ano transacto e com direito a brinde: o Porto apenas sofre golos marcados pelos seus defesas. Aliás, a veia goleadora dos nossos jogadores está a marcar este início de época.

Foi limpinho. Uma batalha naval de grande nível.

HOJE É A VEZ DO CDS/PP

PROGAMA A3, A4 OU A5?
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Hoje o CDS vai, ao fim da tarde, apresentar o seu programa eleitoral.
Não se sabe se o vai fazer numa folha A4, como o outro, ou se será em folhas A3 ou A5.
De qualquer forma, se pensarmos na contenção a que o CDS/PP nos tem habituado nos últimos tempos, por certo que o programa irá ser apresentado numa folha A5 e em papel reciclado.
O crescimento da economia, a política fiscal, o reforço da segurança e da autoridade do estado, os apoios sociais e às pequenas e médias empresas, assim como a educação, serão os pontos principais do programa,para a próxima legislatura.
Paulo Portas diz-se a lutar por uma votação superior à do BE e à da CDU, e, talvez o consiga.

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CASA ROUBADA, TRANCAS À PORTA

AGORA É SEMPRE A ABRIR

ARRIBAS, ARRIBAS E MAIS ARRIBAS EM RISCO DE DERROCADA.
UMAS ATRÁS DAS OUTRAS, AGORA, DIA SIM, DIA SIM, ELAS APARECEM.
ATÉ AGORA NINGUÉM TINHA REPARADO, NINGUÉM SABIA E AS AUTORIDADES DO MEU PAÍS, ESTAVAM A LESTE DISTO TUDO.
JÁ NÃO É SÓ NO ALGARVE, ONDE JÁ HÁ MORTES A LAMENTAR, AGORA A FÚRIA DOS VISTORIADORES ALARGA-SE POR TODO O CONTINENTE E ILHAS.
QUE, AO MENOS, SIRVA DE ALGUMA COISA, O MARTELAR ENQUANTO O FERRO ESTÁ QUENTE.

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AS MOSCAS JÁ NEM MUDAM

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PINA MOURA EM REGISTO DIFERENTE
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Não sei bem como classificar a postura de Pina Moura.
O ex-ministro das Finanças de Guterres, vem a terreiro defender o programa do PSD, chamando-o de mais duro e mais focado. Porquê? A que propósito? Com que propósitos? Teve ordens para adoçar a boca aos sociais-democratas, com vista num desaire eleitoral e numa possível aliança governativa? Ou/e está-se a fazer a um lugar no próximo governo de coligação? O homem é inteligente, será que também é esperto? É tão somente um mutante político, ele que começou bem mais pela esquerda?
Realmente, nada muda em política, às vezes nem as moscas. E, a credibilidade política não está por certo na ética, lá defende o sr Rangel.

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Segundo informação cedida pelas três estações de televisão ficou assente a seguinte grelha, na sequência de uma reunião entre as partes envolvidas:

02 Setembro: José Sócrates – Paulo Portas (TVI)

03 Setembro: Francisco Louçã – Jerónimo de Sousa (SIC)

05 Setembro: José Sócrates – Jerónimo de Sousa (RTP)

06 Setembro: Francisco Louçã – Ferreira Leite (TVI)

07 Setembro: Paulo Portas – Jerónimo de Sousa (SIC)

08 Setembro: José Sócrates – Francisco Louçã (RTP)

09 Setembro: Ferreira Leite – Jerónimo de Sousa (TVI)

10 Setembro: Paulo Portas – Ferreira Leite (RTP)

11 Setembro: Paulo Portas – Francisco Louçã (RTP)

12 Setembro: José Sócrates – Manuela Ferreira Leite (SIC)

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AS PATRANHAS DE SEMPRE

AS PATRANHAS DE SEMPRE
Nesta época de eleições não basta os políticos e a igreja dizerem que a solidariedade é um factor fundamental e o princípio mais importante do nosso século. Não basta dizerem que continua a haver países mais ricos e outros mais pobres e, dentro dos mais ricos, cada vez maior diferença entre ricos e pobres. Não basta dizerem que a pobreza e a exclusão geram guerras intermináveis. Tudo isto é sabido, e não é cantarolando esta folclórica cantiga eleitoral, que os partidos da máscara e da crença, de mão dada com os senhores da guerra e do dinheiro, levam o povo a qualquer porto seguro. Eles sabem, aliás, que se algum dia o povo chegasse a porto seguro, lá se ia a segurança dos que olham a humanidade sentados lá no alto das suas pilhas de massa.
Todos sabemos ou deveríamos saber que a miséria social nasce, cresce e se acentua quando se desenvolvem políticas monetaristas doentias, destinadas prioritariamente a reforçar o poder do capital, através de maquiavélicas engenharias económicas, que de progresso e desenvolvimento só têm a aparência, através da falácia das privatizações que mais não são do que o roubo dos bens do povo, através de absurdos super-lucros e mais-valias, através do escandaloso caminho aberto para o desvio do nosso dinheiro pelos assaltantes encartados, das obscenas reformas e prémios de ninhadas de parasitas, do institucionalizado cancro do compadrio e nepotismo, do esmagamento calculado e programado da qualidade de vida dos cidadãos. Circulam no mundo mais de quatro triliões de dólares avidamente à procura do sítio onde se lucra mais, nem que esse sítio seja o imenso cemitério para onde resvalam milhões de vítimas.

A ARTE (9)

A ARTE (9)

Perante uma obra de Arte, suporte de meditação, meio de fixação da atenção e de excitação mental, o espectador sente-se obrigado a um exame de consciência e a uma necessidade de rotura com os seus velhos conceitos. A Arte é uma fonte de conhecimento e é tanto mais nova quanto mais novas forem as ideias que usa na concepção da realidade, quanto maior for o abalo que produz nas formas caducas de ver o mundo e a realidade. Como já se disse atrás, a Arte é impacto, desconcerto de espírito e agente de mudança das formas de pensar. Quando o público se identifica serenamente com a obra e mostra coerência com determinadas formas artísticas, é de temer que essas formas já tenham perdido a sua capacidade revolutiva. Assim se entende que não é a Arte que deve descer à compreensão do povo, mas é o povo que tem de ascender aos patamares da natureza revolucionária da Arte. Uma política cultural, isto é, o ensino de uma autêntica cultura formativa e digna, está longe da estafada ideia de que convém dar ao povo o que o povo pede. É escandaloso ouvir dizer que se deve servir o povo com coisas que lhe dêem prazer e não com intelectualices! Esta luta é uma luta de todos, um verdadeiro e poderoso sentir da necessidade desta ascensão como uma das prioridades da estruturação humana. Uma luta travada pelo saber de todos os tempos, uma luta perpétua contra a ignorância dos que não sabem, dos que julgam que sabem tudo e dos que não sabem aquilo que não sabem. (Continua).

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POEMAS DO LUSCO-FUSCO

Não é fácil ser gente
entre o clamor de vozes que nada dizem
e o troante silêncio
das bocas que não têm voz.

QUADRA DO DIA

Por isso erguem aos céus
Suas preces lacrimosas
Não é dinheiro o que roubam
Ó meu S. João são rosas.

Um filme de Hayao Miyazaki é sempre um acontecimento

Um filme de Hayao Miyazaki é sempre um acontecimento. Enfim, é um filme de Hayao Miyazaki. Ponto. Bastava ter sido o génio criador do fantástico "Conan, o rapaz do futuro” para merecer um lugar especial na história do cinema animado. Mas Miyazaki fez mais, muito mais.

ponyo

Às salas nacionais chegou a sua, até agora, última produção: “Ponyo à Beira-Mar”.

Realizado por processos tradicionais de animação e inspirado em “A Pequena Sereia”, este é mais um exemplo do estilo de Miyazaki. Conta-nos uma história fantástica através de desenhos elaborados à mão, muitos dos quais feitos pelo mestre, apesar dos seus mais de 70 anos. Foi o responsável pelo mar e as ondas neste filme.

Miyazaki é o autor de A Princesa Mononoke, do brilhante A Viagem de Chihiro e de O Castelo Andante. Voltou a deixar de lado os efeitos de computador e faz tudo à sua velha maneira.  responsável pelo mar e as ondas.

Co-produzido por John Lasseter, da Pixar/Disney, e por Frank Marshall e Kathleen Kennedy, habituais produtores de Spielberg, “Ponyo à Beira-Mar” continua repleto da magia da arte de contar histórias.

Como está bom de ver, um destes dias vou parar ao escurinho do cinema.