Sporting – Fiorentina


Quando joga com equipas italianas, o Sporting raramente ganha. Desenvolve um bom futebol, cria oportunidades mas não chega lá.
Contra a Fiorentina, voltou a acontecer o mesmo. Podia ter ganho à vontade, mas acabou com um mau resultado devido a infantilidades inacreditáveis (como aquela de tirar a camisola para festejar um golo), algum azar e a ajuda do árbitro. Deve ser esta a ética e a verdade desportiva defendida pela UEFA de Platini – o mesmo que queria tirar o FC do Porto da Liga dos Campeões e acabou por amochar depois de chamado à razão.
Ou muito me engano, ou, desta vez, o Sporting não vai mesmo à fase de grupos. Lá se vão os mihões. E lá se vai o Paulo Bento, que anda há cinco anos a preparar uma equipa. Como disse no último «post» que escrevi sobre o Sporting, este ano Paulo Bento Cai Cedo…

tarde de Agosto

Há um instante, quando os dias ainda são longos e o sol escalda e Agosto parece interminável, em que uma rajada de vento sopra com violência inesperada, os ramos dos salgueiros agitam-se e murmuram uma queixa, um arrepio estremece-nos, e percebemos que é o fim do Verão que se anuncia.

Poderão ainda as tardes de calor suceder-se, o rio continuar a chamar-nos com a sua calmaria cálida, mas já conhecemos o segredo do fim das coisas e esse saber não nos amargura nem entristece.

As crianças saem da água a tiritar, as mães apressam-se a cobrir-lhes os ombros com toalhas, passam-lhe para as mãos o pão com fiambre e o leite achocolatado, tudo é igual ao que era há vinte anos, e sabemos que a seguir virá Setembro com a sua melancolia, o mês dos regressos e das despedidas, o mais belo de todos.

Deixamos as margens do rio, de regresso à vila, e caem as primeiras gotas, grossas e frias, um bálsamo após a tarde abrasadora. A terra húmida perfuma o ar da tarde e o mundo respira placidamente. Por instantes podemos fechar os olhos e acreditar que uma secreta harmonia se estende a todas as coisas.

Mapa Mundi Imperial, Agosto 2009

Se o império americano levantasse um dedo nas Honduras havia um desgolpe de estado.

terra

Se o império chinês mexesse um  dedo, Aung San Suu Kyi era despresa.

Apontamentos & desapontamentos: uma tele-confusão (D. Afonso Henriques e o fado)

Judas i pedofiia

Com amigos destes o PS não precisa de inimigos. O Judas no i não está com meias e vá de assassinar a eito!
Ninguem me recebeu no PS nem quis falar comigo, ao contrário do que se passou com quem foi acusado de pedofilia, que até foi recebido na Assembleia da República, digo eu, tal é a mensagem clarinha de primeira página.
Isto é de uma gravidade extrema e leva a pensar que quando o PS ou alguém pelo PS vem com remoques acerca do Preto e da mala cheia de dinheiro, devia era estar calado. Pelos casos que correm na Justiça e fora dela acerca de gente do PS é dificil perceber que não contem com gente da própria casa para lhes fazerem a folha.
Pois se uns são abandonados à sua sorte enquanto outros são defendidos com evidente prejuízo para o partido, têm a lata de falar da palha no olho do adversário e não vêem a trave no seu próprio olho? O Moita Flores está muito zangado e vai sair ou não sai mas vai votar pelo PS? Muito bem, levas com o Judas dois dias depois!
É que o PS nao pode estar à espera que na campanha estas questões não venham a lume, o que faz pensar que vai ser lindo! 
Judas diz que os casos em que está envolvida gente importante não dão em nada, quem manda são os banqueiros e os industriais, os políticos fazem-lhes os fretes. Mas eles é que são os grandes senhores do sistema. Diz mais, que com Sócrates não há coligações, que teria de ser com Costa a aproximação ao PSD. A tendência geral será um maior protagonismo do Presidente Cavaco Silva, a tentação de uma V República Francesa como Catroga já adiantou.
Governos cada vez mais fracos, com gente sob suspeita que tem que mexer cordelinhos para se manter em funções, deixam o poder cada vez mais nas mãos dos de sempre. Os grandes Grupos económicos que se pelam pelas grandes obras públicas e as grandes empresas públicas em monopólio ou em cartel, e que fazem o que querem, agora em grande parte nas mãos do capital internacional e que dirigem o investimento para o exterior em vez de o aplicarem cá dentro.
Como pode o país viver com 500 000 desempregados apoiados pela Segurana Social os próximos anos, se ninguém pensa em medidas estruturais? Onde está a capacidade de criar riqueza e exportar?
Com a clase dominante que temos, do ponto de vista empresarial, a desgraça vai continuar.
É com esta classe empresarial que Sócrates tem governado, com os milhões que enterrou nos bancos e a preparar-se para desgraçar o país com os Megainvestimentos (esta digo eu!)

Para a Conchichina

mms-logo

O MMS (Movimento Mérito e Sociedade) apresentou, nos últimos dias, um cartaz em que mandava os actuais líderes políticos para a Conchichina.

Parabéns MMS!

Finalmente alguém pensa como eu.

Penso que todos os portugueses estam FARTOS dos já tradicionais, líderes políticos pois estes não apresentam ideias novas.

Mandá-los para a Conchichina… coitados dos conchichinenses.

Eu vou mais longe: Mandem-nos para um planeta que não seja habitado…

Já agora que seja uma viagem só de ida.

A Guerra das Salamandras

O injustamente esquecido Karel Capek, romancista e dramaturgo checo mais conhecido pelos seus romances de ficção científica e por ter sido o criador do termo “robot”, escreveu “A Guerra das Salamandras” em 1936. Em plena ascensão do nazismo, e no ano em que tinha início a sangrenta guerra civil de Espanha, Capek descreve-nos os acontecimentos que rodeiam a descoberta de uma nova espécie de salamandra, dotada de capacidades tão surpreendentes quanto a de aprender a falar em diversos idiomas, ou construir obras de engenharia que em muito superam aquilo de que a humanidade é capaz. O passo seguinte é explorar as suas capacidades, escravizá-las e montar um negócio mundial que rentabilize os dotes do bicho. As salamandras, pacíficas e obedientes, multiplicam-se, adquirem mais capacidades, conhecem a humanidade e, um dia, respondem a uma agressão. Começa assim uma nova etapa da história das salamandras, que trará terríveis consequências. Nas vésperas da eclosão da II Guerra Mundial, Karel Capek era o terceiro nome da lista da Gestapo na qual se enumeravam as pessoas a prender assim que Praga fosse ocupada. Capek não chegou a ver esse dia, morreu no Natal de 1938. O seu irmão, de quem era muito próximo, e que era também um dos nomes cimeiros na mesma lista, viria a morrer no campo de concentração de Bergen-Belsen, quase no final da guerra. Deliciosamente irónico, mordaz e apaixonante, A Guerra das Salamandras transfigura o negro ambiente que precedeu a eclosão da II Guerra Mundial, e a tenebrosa ascensão do nazismo, criando uma poderosa metáfora dos efeitos da desumanização. A reedição é recente e vem contribuir para dar a conhecer a novos leitores a interessantíssima literatura checa, que está longe de se cingir a Kafka.

Recordações da Casa Amarela

Por falar em privacidade, janelas, encarnado, verde, ética, princípios, fins, meios, termino com a abertura. Ainda é o melhor filme português de sempre, e se-lo-á até que A Ministra (novela) seja transposta para cinema.

Presidência suspeita de estar a ser vigiada pelo governo

A capa do Público para hoje.
Estou sem palavras!

VIgiado por Sócrates?

VIgiado por Sócrates?

No Twitter não se fala de outra coisa, mas na comunicação social mais convencional, até ver quase nada.

Será uma brincadeira de 1 de Abril?

É que é uma BOMBA atómica de gravidade tal que até custa a acreditar.
Haverá um antes e um após 18 de Agosto de 2009.

A Ministra mora na Av. de Roma… isto é para não lhe chamar outra coisa!

Não percebi. E gostava que me explicasses, Carlos Vidal, a mim e à senhora cujo pé tanto foge para a chinela.
Será que é mais grave eu mostrar a casa da Ministra do que chamar-lhe filha da puta?