Benfica – Poltava: Bater em mortos

O comentário do adepto virá já a seguir, estou em crer. Para mim, a vitória folgada do Benfica sobre o Poltava, na Taça Europa, é positiva, porque são mais dois pontos para o futebol português. Pode ser que, da próxima vez, o segundo classificado da Liga (o Sporting) tenha acesso directo à Champions. E que o terceiro classificado, o Benfica, seja cabeça-de-série na Liga Europa.
Quanto ao jogo de hoje, foi bom, mas admitam lá, amigos lampiões, aquilo foi bater em mortos…

Eu gostava de ter escrito….

ISTO mas não tenho arte para tanto, confesso (foi graças ao Blasfémias que o li). Aqui fica uma amostra para abrir o apetite:

“Em vez de terem pensado nesse “simples, meridiano e claro facto” que é o futuro do País, deixaram-se perder nas questiúnculas internas, nos ódios pessoais e nas jogatinas de aparelho. Nas merdas, perdão, nas tretas do costume, em suma”.

Cartazes das Autárquicas (Valongo)

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Afonso Lobão, PS, Valongo.

Sou como um rio


Segundo o «Jornal de Notícias», «Sou como um rio», dos Delfins, era a música que acompanhava Elisa Ferreira, ontem, em campanha pelos bairros sociais do Porto. Rio, estão a perceber? Será que é para interpretar literamente?
Estes socialistas do Porto são uns pândegos!

Apontamentos & desapontamentos: Tele-cunha ou tele-política?

Há cerca de um ano ou dois houve um problema na RTP com o jornalista José Rodrigues dos Santos, tendo mesmo a administração instaurado um processo na sequência de declarações que Rodrigues dos Santos prestou à revista Pública sobre irregularidades cometidas na nomeação da correspondente em Madrid, Rosa Veloso. A jornalista, tendo, segundo é voz corrente, ficado em quarto lugar no concurso interno, terá passado à frente dos três primeiros classificados. Rodrigues dos Santos, na altura (2004) director de informação, demitiu-se do cargo por entender que fora desautorizado, pois a nomeação competia à direcção editorial. Quando deu a entrevista à revista do Público, o assunto criou alguma agitação, a Alta Autoridade para a Comunicação Social (depois substituída pela ERC), aconselhou a administração a não repetir a ingerência. O assunto morreu. O processo disciplinar a Rodrigues dos Santos foi arquivado em Janeiro do ano passado e a Rosa Veloso lá está em Madrid, impante na sua gloriosa incompetência. Tudo em águas de bacalhau, desfecho tão típico da «comédia à portuguesa». Porque será que as coisas se passam assim? Talvez tudo não tenha passado de uma vulgar «cunha» metida, segundo também se diz, pelo ex-ministro do PS António Arnaud ou até de uma recomendação do substituído, o Cesário Borga, que fora chefe da jornalista quando ela, em 1981, entrou para a RTP como estagiária. Também já ouvi dizer que tudo não havia passado de uma embirração com a pobre da Rosa, embirração em que a Judite de Sousa teria tido algum papel. Oxalá seja só isso, porque «cunhas», «tachos» e «empenhocas», (tal como as «embirrações») são instituições nacionais. Tão erradas, injustas e estúpidas como os touros de morte em Barrancos – que, com apenas 80 anos, já são consideradas como fazendo parte das tradições populares – mas muito mais antigas. Como tal, respeitemo-las.

Deixemos pois o «diz-se» e analisemos objectivamente a Rosa como profissional. Façamos de conta que ficou em primeiro lugar no tal concurso. Não é uma novata, tem 28 anos de profissão. Portanto, inexperiência não pode alegar e devia saber que os idiomas são instrumentos de trabalho, principalmente para os correspondentes. A RTP tem tido, e tem, belíssimos profissionais como correspondentes, tais como Carlos Fino que falava o russo com fluência, como Evgueni Mouravitch, cujo português é impecável, o poliglota António Esteves Martins, Paulo Dentinho, Vítor Gonçalves, todos são correspondentes com qualidade. Rosa Veloso fala mal o castelhano, misturando-lhe termos e construções frásicas de português, começa a esquecer-se do português, misturando-lhe termos e a sintaxe do castelhano, a sua fala começa a deslizar para um «portunhol» ridículo, bom para ir de compras, mas inaceitável numa correspondente. .Vasco Lourinho, o antecessor de Cesário, que, segundo julgo saber vivia em Madrid quando, ainda no antigamente, foi convidado para ser correspondente da RTP, falava muito bem o castelhano e esquecera o português. Cesário Borga, era discreto, pelo menos seguiu o conselho de Eça de Queirós a respeito das línguas estrangeiras e, sem esquecer o seu português, sempre falou sempre orgulhosamente mal o castelhano – o que, apesar de tudo, era uma posição mais aceitável.

Por exemplo, deu nas vistas a teimosia da Rosa em pronunciar «Valadolid», sabendo-se que Valladolid se pronuncia Valhadolid (ao contrário de Alhambra que se deve pronunciar Alambra). Em suma, a quem a ouve e vê, como é o meu caso, dá a ideia de que não prepara as reportagens, ou que as prepara em cima do joelho o que, frequentemente, dá em rematada trapalhice – lembremo-nos da ida de Mariano Gago a Espanha em que ela o tratou sistematicamente por ministro da Indústria, tendo ele que esclarecer que o seu ministério não era o da Indústria, mas si o da Ciência Tecnologia e Ensino Superior. Então, como jornalista portuguesa não teria obrigação de saber que tal ministério nem existe em Portugal? E quanto ao idioma: terá ao menos Rosa Veloso estudado um pouco de castelhano ou ter-se-á limitado a inscrever o idioma no currículo, como quase toda a gente faz? Há uns cursos intensivos no Instituto Cervantes, para além dos que se ministram nas Faculdades de Letras geralmente englobando língua e literatura. Terá ela frequentado algum destes cursos? Se sim, tal saber não transparece. Mas isto nem é o mais importante.

Porque até aqui, cunhas, incompetência, enfim, não digo como os brasileiros «tudo bem», mas não são coisas a que não estejamos habituados. E se (aqui entram os fantasmas) não foi uma tele-cunha e se é um caso (mais um) de tele-política? É isto que me preocupa, porque incompetentes sempre os houve naquela casa, ombreando olimpicamente com os «assim-assim» e com grandes profissionais, que também os houve e há.

Porque pior do que a incompetência da Rosa Veloso é a sua posição subserviente relativamente ao estado espanhol – cidadã de uma República, ela não tem que se referir a Juan Carlos como «sua majestade», basta dizer «o rei» nem que referir a ETA como «organização terrorista», basta que diga «movimento separatista» para apenas referir duas expressões muito utilizadas pela senhora. É uma jornalista, uma correspondente estrangeira, tem é de ser independente e analisar objectivamente a realidade, não é súbdita de «su majestad» nem adversária política da ETA. Sem desrespeitar o estado espanhol do qual é hóspede, tem sobretudo de respeitar as muitas sensibilidades de quem a escuta e vê. Os telespectadores, os contribuintes portugueses, é que são os seus patrões e não o rei ou o PSOE. Alguns deles não gostam de reis (sobretudo de reis que se comportaram como criados de quarto de ditadores ranhosos), podem aprovar ou não aprovar os métodos da ETA, mas compreendem a legítima aspiração dos bascos à independência; há os que adoram e os que detestam o PSOE… e por aí fora.

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A toda essa gente anónima que lhe paga o vencimento, a Rosa Veloso tem de respeitar, portanto tem de ser poupadinha nos adjectivos e nas tontas considerações bebidas em jornais espanhóis de cuja leitura apressada parece decalcar as reportagens, se assim se lhes pode chamar. Não vão os comentários e adjectivos agradar ao PSOE e desagradar a muitos portugueses. Mas não, do alto da sua incompetência, a Rosa arremessa-nos as suas ideias sobre os factos, esquecendo-se do que lhe ensinaram sobre objectividade no curso de jornalismo, sobre a inconveniência de misturar factos com opiniões pessoais; opiniões que a muitos de nós nos importan un pepino.

Em suma, não foi por acaso que ela ficou em quarto lugar no concurso, valendo-lhe para ser nomeada segundo a vox populi uma cunha. A irregularidade parece ter existido. Só uma vulgar cunha? Ou será porque Madrid é um lugar estratégico e convêm lá ter alguém devidamente domesticado, não propriamente um jornalista, o que só serviria para atrapalhar, mas uma caixa de ressonância do PSOE? Ou do PP, se for o caso. Lembremos que, quando da alegada nomeação fraudulenta, embora o governo português fosse do PSD, Zapatero ganhara nesse ano, no Março anterior, as eleições legislativas. Coincidência.? Talvez. Mas acho que a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) devia interessar-se pelo caso.

Coisa que, todos sabemos, nunca acontecerá.

Fernando Charrua, um mártir do socratismo pidesco – a não esquecer no momento do voto

Cartaz
O caso Fernando Charrua representa o que de pior teve o regime socratino que agora finda. O terror, a censura, o culto do chefe. Numa conversa privada, Fernando Charrua terá dito que José Sócrates era um filho da puta. Tal qual nos tempos da PIDE, um inominável bufo ouviu o desabafo e foi contar às chefias. O professor foi suspenso de imediato e a sua comissão de serviços terminada. Iniciou-se então um processo disciplinar.
Num país decente, que não num lamaçal como Portugal, a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, teria sido demitida de imediato, bem como a directora-geral da DREN, Margarida Moreira, e o respectivo bufo. Num país decente, o Presidente da República concluiria que estava em causa o normal funcionamento das instituições.
Ao invés, o bufo foi promovido, a directora-geral foi reconduzida e a Ministra assobiou para o lado como se nada fosse – o mesmo fizeram o primeiro-ministro e o Presidente da República.
Foi em 2007 – há dois anos apenas. Hoje, na mesma altura em que outros são glorificados por chamarem publicamente filho da puta aos adversários, Fernando Charrua é candidato à Junta de Freguesia de Campanhã, no Porto. Para trás, fica um processo kafkiano, do qual nada resultou, porque o castigo, esse, foi imediato e ficou para sempre na sua folha de serviços – fim do destacamento na DREN que durava há muitos anos e processo discipinar.
No momento do voto, convém não esquecer de que massa são feitos determinados tiranetes que governam Portugal.

Coisas muito boas

O nome “Coisas” não ajuda muito mas, vá lá, o “João” ajuda a compor. Se fosse “João Coiso” seria bem pior, a bem da verdade. Mas, tirando as partes silly (1, 2 e 3), estas “coisas” que o João fez são absolutamente geniais, ora vejam:

 

coisas

coisas 2

Pssst… Ângela, Ângela, a crise acabou…

Ângela Markel diz que “não é sério falar do fim da crise”
Apesar dos dados económicos terem melhorado, a chanceler alemã diz que
” não seria sério apostar numa data concreta” para o fim da recessão.
Em entrevista ao semanário alemão Focus, Merkel prevê que a economia
alemã vai precisar “com segurança da maior parte da próxima
legislatura” para recuperar.

Ângela , não leves a mal, mas não podes andar a dizer coisas destas
sem falares com o Sócrates e com os Jugulares e os Simplex. O fim da
crise já foi decretado aqui em Portugal e nada faz prever os teus
receios.

Há aqui umas coisitas, como o desemprego e as 150 000 pessoas que não
têm qualquer apoio do Estado mas isso comparado com os 0,3% de aumento
do PIB não é nada, não é estagnação, é mesmo aumento, embora muita
gente diga que não.

Aqui quem manda nestas coisas é o governo, ponto final! Por isso, e
com um grande abraço aí ao teu pessoal, fala primeiro com o Sócrates.
É o que fazem os Jugulares e os Simplex e olha que não se estão a dar
nada mal!

Só em Portugal

ferias

Já imaginou um parque de férias só para os políticos portugueses?

Pois esta imagem imaginária representa isso mesmo.

Não sei se algum dia teremos um espaço desse género.

No entanto, acho que ele devia ser longe de Portugal e se possível noutro planeta.

Incomodidades

Três, vá lá, duas coisas que me incomodam nestes dias. Incomoda-me que a União Europeia não aja quando o Afeganistão aprova uma lei segundo a qual um homem pode ‘condenar’ a mulher à fome se esta não o satisfizer sexualmente. Incomoda-me ainda que, no mesmo país, o Governo proíba jornalistas de qualquer parte do mundo de noticiar eventuais conflitos nas eleições que estão a decorrer.

Incomoda-me também que um alegando elemento da equipa do Presidente da República lance, para diversos jornais, suspeições graves de que a Presidência da República estará a ser vigiada pelo Governo e Cavaco Silva continue de férias e sem nada dizer aos papalvos que residente no rectângulo.

Por certo atafulhado nos processos que enfiou no jipe, o Presidente continua silencioso sobre um caso que mereceria, pelo menos, uma declaração escrita. Fica no ar o prolongamento da suspeição e a suspeita de que o “desabafo” da fonte anónima foi orquestrado.

Isto incomoda-me. Não sei se se passa o mesmo com vocês?